
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
“O modelo de avaliação não é beliscado”

Alterações apresentadas pela ministra:
- os resultados dos alunos deixam de contar para a avaliação
- os professores podem requerer ser avaliados por docentes da mesma área disciplinar
- as aulas assistidas passam de três para duas e só são necessárias caso o professor avaliado queira aceder às notas de Muito Bom e Excelente
- anunciou simplificações das fichas e instrumentos de registo, mas sem concretizar nada.
A ministra diz que nada destas alterações beliscam o modelo. Pois não.
O modelo coloca professores titulares a avaliar outros titulares e não titulares. Assenta por isso na divisão artificial e injusta da carreira e não garante maiores competências dos avaliadores sobre os avaliados, mantendo a desconfiança entre pares.
O modelo põe professores a vigiar professores, professores a competir com professores, em vez de incentivar um clima de cooperação e inter-ajuda a bem dos alunos.
Mantém as cotas para as notas de Muito Bom e Excelente, mesmo quando mais professores as merecem.
Mantém o carácter punitivo do modelo de avaliação, rejeitando uma visão formativa e que permita a melhoria concreta das práticas pedagógicas.
A Ministra da Educação apresenta simplex atrás de simplex para ver se salva o essencial de um modelo injusto. Não quer ver que este modelo não funciona.
Além de não tocar no essencial, a ministra diz que este simplex é apenas para este ano. E para o ano? O essencial mais complex?
Nenhum professor engole o rebuçado envenenado. Suspensão já!
Lançada petição contra aplicação informática do Ministério

O Esquerda.net lançou uma petição contra a aplicação informática que o governo pôs em marcha para os professores entregarem os objectivos individuais.
Para além de não estar enquadrada legalmente, ela configura uma intimidação aos professores com o objectivo de enfraquecer a luta.
Assina aqui a petição contra esta aplicação informática.
Ninguém cai na armadilha!
Para além de não estar enquadrada legalmente, ela configura uma intimidação aos professores com o objectivo de enfraquecer a luta.
Assina aqui a petição contra esta aplicação informática.
Ninguém cai na armadilha!
70% das Escolas de Setúbal suspende avaliação

Esta noite de 19 para 20 de Novembro obtivemos mais uma importante vitória. O Agrupamento de Escolas Lima de Freitas/Viso votou massivamente pela suspensão do processo de avaliação e pela recusa de entrega de “objectivos individuais”, nomeadamente através da aplicação on-line. Votaram “sim” 84% dos colegas presentes na RGP. Houve 19 votos em branco.
É a sétima escola/agrupamento a fazê-lo, no mês de Novembro.
Recorde-se que no concelho de Setúbal há 10 escolas/agrupamentos.
Já suspenderam a avaliação:
Agrupamento de Escolas de Azeitão
Escola Secundária D.João II
Escola Secundária Sebastião da Gama
Escola Secundária Bocage
Agrupamento de Escolas Luísa Tody
Agrupamento de Escolas Cetóbriga/Aranguez
Agrupamento de Escolas Lima de Freitas/Viso
Neste momento falta apenas esclarecer o que se vai passar em três:
A Escola Secundária Manuel Martins reúne nesta quinta-feira, debaixo de pressões e ameaças veiculadas pelo seu PCE. Apelamos ao máximo de solidariedade possível com esta escola, contra o autoritarismo !
Na sexta-feira, finalmente, reúne o Agrupamento Barbosa du Bocage. Nesse dia reúne também (a confirmar) o Agrupamento Ordem de Santiago /Ana Castro Osório.
É muito importante a solidariedade dentro de cada escola e entre as várias escolas!
No concelho aproximamo-nos dos 80-90-100% de paralização do modelo.
Setúbal, 20 de Nov. 2008
É a sétima escola/agrupamento a fazê-lo, no mês de Novembro.
Recorde-se que no concelho de Setúbal há 10 escolas/agrupamentos.
Já suspenderam a avaliação:
Agrupamento de Escolas de Azeitão
Escola Secundária D.João II
Escola Secundária Sebastião da Gama
Escola Secundária Bocage
Agrupamento de Escolas Luísa Tody
Agrupamento de Escolas Cetóbriga/Aranguez
Agrupamento de Escolas Lima de Freitas/Viso
Neste momento falta apenas esclarecer o que se vai passar em três:
A Escola Secundária Manuel Martins reúne nesta quinta-feira, debaixo de pressões e ameaças veiculadas pelo seu PCE. Apelamos ao máximo de solidariedade possível com esta escola, contra o autoritarismo !
Na sexta-feira, finalmente, reúne o Agrupamento Barbosa du Bocage. Nesse dia reúne também (a confirmar) o Agrupamento Ordem de Santiago /Ana Castro Osório.
É muito importante a solidariedade dentro de cada escola e entre as várias escolas!
No concelho aproximamo-nos dos 80-90-100% de paralização do modelo.
Setúbal, 20 de Nov. 2008
Brisa Marinha
Eis que nos chegam notícias do outro lado do Atlântico
Os Professores de São Miguel estão a movimentar-se para fazer uma manifestação dia 21, pelas 21 horas de sexta-feira, como forma de protesto contra o actual ECD.
Os motivos que alegam já são sobejamente conhecidos…os mesmos que os do Continente.
Os motivos que alegam já são sobejamente conhecidos…os mesmos que os do Continente.
Força companheiros...
Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho de Castelo Branco – Portimão
Hoje, em Portimão, 105 professores e educadores (de um total de 120), do Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho de Castelo Branco – Portimão, presentes numa 2ª Assembleia Geral realizada no espaço de 15 dias (a 1ª propondo a suspensão da avaliação tinha reunido 95 professores), aprovaram por unanimidade a suspensão do modelo de avaliação de desempenho, incluindo a não entrega dos objectivos individuais e exigiram a suspensão do actual modelo e a negociação de um outro modelo, mais justo, exequível e transparente. Tratou-se de mais uma vitória da democracia e da justiça contra a prepotência e a arbitrariedade. Em anexo segue moção aprovada que poderá ser utilizada noutras escolas e agrupamentos, adaptada. Porque esperam colegas? Mãos à obra porque não há tempo a perder. Vamos todos – 120 mil – suspender o monstro. Tudo depende de nós e não podemos vacilar – a razão está do nosso lado.
Mais uma acha para a fogueira
Ainda a respeito da tal aplicação electrónica…
Ao falarem em simplificar a ADD para a opinião pública, a Sra Ministra da Educação e os seus vassalos, voltam a incorrer numa mentira grosseira. Ainda não se tinha calado o eco da sua voz e já estavam a chegar e-mail as caixas electrónicas dos professores deste país, com instruções para aceder a uma aplicação informática, onde estes terão que descarregar os seus objectivos individuais. E já agora, não me lembro de ter autorizado o Ministério da Educação, a utilizar o meu E-mail para estes fins. De facto, só ao fim de muito tempo a pensar é que descortinei onde o teriam ido buscar. Possivelmente aos concursos de colocação de professores. Trata-se de uma aplicação informática que não dispensa outros instrumentos, logo, significa mais um conjunto de documentos para os professores preencherem. Mais uma tarefa. Convenhamos, a tal aplicação não serve a melhoria de práticas do avaliado nem a simplificação do processo de avaliação. É tão-somente para satisfazer a ânsia de controlo e dar rédea solta á intimidação que é apanágio desta política educativa.
Silvana Paulino
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Suspender o medo, ganhar a escola pública
A senhora ministra, quando houve uma manifestação que juntou 80% da classe que tutela, falou em intimidação. A esmagadora maioria dos professores estaria a intimidar uma minoria silenciosa que seria a favor da sua forma perversa de avaliar por estar na rua a defender aquilo em que acredita.
Mas a verdadeira intimidação é outra. Está nas ameaças veladas de “processos disciplinares”, de “não progressão na carreira” ou de “impossibilidade de concorrer” a quem decida resistir a uma forma de avaliação que está a corroer a vitalidade das escolas.
Face a esta intimidação, escola após escola, os professores resistem em nome da sua dignidade e da escola pública. Hoje foi a escola que a partir de agora sinto mais como minha, a Escola Secundária José Belchior Viegas, a votar, por voto secreto, pela suspensão do processo (com 50 votos a favor, 4 votos contra e duas abstenções). Hoje tenho orgulho que aqui tenhamos voltado a derrotar o medo.
E mesmo que a política do medo se agrave, mesmo que as ameaças se tornem mais directas, estou certo que se derrotarmos o medo como até agora o fizemos ganhamos. E se ganharmos não poderemos ficar quietos. Temos toda a Escola Pública para discutir e para reconstruir. Com a mesma energia com que soubemos dizer não.
Carlos Carujo, São Brás de Alportel
Mas a verdadeira intimidação é outra. Está nas ameaças veladas de “processos disciplinares”, de “não progressão na carreira” ou de “impossibilidade de concorrer” a quem decida resistir a uma forma de avaliação que está a corroer a vitalidade das escolas.
Face a esta intimidação, escola após escola, os professores resistem em nome da sua dignidade e da escola pública. Hoje foi a escola que a partir de agora sinto mais como minha, a Escola Secundária José Belchior Viegas, a votar, por voto secreto, pela suspensão do processo (com 50 votos a favor, 4 votos contra e duas abstenções). Hoje tenho orgulho que aqui tenhamos voltado a derrotar o medo.
E mesmo que a política do medo se agrave, mesmo que as ameaças se tornem mais directas, estou certo que se derrotarmos o medo como até agora o fizemos ganhamos. E se ganharmos não poderemos ficar quietos. Temos toda a Escola Pública para discutir e para reconstruir. Com a mesma energia com que soubemos dizer não.
Carlos Carujo, São Brás de Alportel
Agrupamento de escolas D. Filipa de Lencastre
Uma avaliação não pode perder de vista o objectivo principal da acção educativa – os alunos e a sua aprendizagem – e terá de ser construtiva, não burocrática e não pode avaliar, do mesmo modo, professores em início, meio e final de carreira.
O insucesso e o abandono escolar são problemas não da responsabilidade individual dos professores, mas da sociedade, do sistema educativo em que se alicerça e da escola, como um todo.
Professores da Casa Pia manifestam-se!

Recebemos a informação de que cerca de 250 professores dos Colégios da Casa Pia se manifestaram em frente à Direcção da instituição para reclamarem a suspensão desta avaliação de desempenho.
Estes colegas tinham aprovado a suspensão em reunião geral, mas a direcção da instituição impôs um clima de perseguição e intimida os professores para continuarem a avaliação.
No final foi entregue à Provedora da Casa Pia um abaixo-assinado com 256 assinaturas a exigir a suspensão imediata da avaliação.
Estes colegas tinham aprovado a suspensão em reunião geral, mas a direcção da instituição impôs um clima de perseguição e intimida os professores para continuarem a avaliação.
No final foi entregue à Provedora da Casa Pia um abaixo-assinado com 256 assinaturas a exigir a suspensão imediata da avaliação.
Dar à Lurdinhas um pouco do seu veneno

Ora aí está uma ideia interessante:
"Colegas,
a Lurdinhas está a por à prova a nossa união. Como devem saber já começamos a receber as indicações para utilizar a aplicação informática online para mandar os objectivos individuais.
Eu sou amigo de um dos engenheiros informáticos que criaram esta aplicação naquela altura que ouve problemas com os concursos. Lembram-se?
Então é assim, podemos devolver o presente envenenado à srª Ministra. Como?
Simplesmente bloqueando a aplicação. E para isso basta introduzir três vezes a password de forma errada. Se todos o fizermos o ME fica com um problema, 140 000 aplicações bloqueadas. Bloqueadas para a avaliação, para os concursos, para tudo... Para melhorar a situação, os engenheiros informáticos que criaram a aplicação já não trabalham para o ME.
No meu agrupamento vamos fazê-lo todos juntos. Vamos ligar um computador à net no bar e um por um, com os outros como testemunhas, vamos bloquear a nossa aplicação.
Passem este mail e se entenderem fazê-lo, melhor. Vamos dar à Ministra um pouco do seu veneno.
Continuemos unidos e ninguém nos vencerá. vamos vencer a ditadura."
"Colegas,
a Lurdinhas está a por à prova a nossa união. Como devem saber já começamos a receber as indicações para utilizar a aplicação informática online para mandar os objectivos individuais.
Eu sou amigo de um dos engenheiros informáticos que criaram esta aplicação naquela altura que ouve problemas com os concursos. Lembram-se?
Então é assim, podemos devolver o presente envenenado à srª Ministra. Como?
Simplesmente bloqueando a aplicação. E para isso basta introduzir três vezes a password de forma errada. Se todos o fizermos o ME fica com um problema, 140 000 aplicações bloqueadas. Bloqueadas para a avaliação, para os concursos, para tudo... Para melhorar a situação, os engenheiros informáticos que criaram a aplicação já não trabalham para o ME.
No meu agrupamento vamos fazê-lo todos juntos. Vamos ligar um computador à net no bar e um por um, com os outros como testemunhas, vamos bloquear a nossa aplicação.
Passem este mail e se entenderem fazê-lo, melhor. Vamos dar à Ministra um pouco do seu veneno.
Continuemos unidos e ninguém nos vencerá. vamos vencer a ditadura."
Federação de Pais de Viseu pede suspensão desta avaliação

A Frapviseu, vem denunciar o facto do processo de avaliação dos Professores estar a comprometer a qualidade das aprendizagens dos nossos filhos.
Para nós Pais o regime de avaliação de desempenho dos professores deve promover e premiar o mérito, valorizando a actividade lectiva assim como a melhoria dos resultados dos nossos filhos e a qualidade das suas aprendizagens.
No entanto, a realidade que se vive hoje – Conselhos Pedagógicos intermináveis e sucessivos, que quase não permitem a participação dos pais (as empresas não permitem que os pais se desloquem duas ou mais vezes por semana para reuniões de continuação de conselho pedagógico) - nas escolas evidencia, claramente, que esta complexa operacionalização da avaliação do desempenho está a desviar os professores da sua tarefa de educar e ensinar.
A Frapviseu perante este quadro tão preocupante, em que a quase totalidade das energias dos professores e das escolas é colocada ao serviço da dimensão administrativa, burocrática em detrimento das dimensões científica e pedagógica, sente-se na obrigação moral e ética de alertar para o prejuízo que daí decorrer levando-nos a pressupor que o mesmo poderá ter graves implicações no sucesso dos nossos Filhos, nos próximos anos lectivos.
Basta ver, que grande parte das entrevistas dos Professores, têm decorrido no horário lectivo, fazendo com que os nossos filhos fiquem sem os Professores nesses tempos. Situação esta que tenderá a agravar-se exponencialmente nos períodos seguintes, aquando da aplicação integral e extensiva do modelo.
Assim, considerando que:
1. Nem o Ministério da Educação, nem a esmagadora maioria das escolas está em condições de garantir de forma sustentada, criteriosa e pedagogicamente adequada, o desenvolvimento do processo de avaliação de desempenho, tal como está configurado;
2. A não criação de condições para uma total exequibilidade do modelo está a prejudicar seriamente a qualidade da acção pedagógica docente e, consequentemente, a qualidade das aprendizagens dos nossos Filhos;
3. Aquando do lançamento do Debate Nacional de Educação, na cidade da Maia, a Senhora Ministra relançou a discussão sobre a forma burocrática como muitas escolas se organizavam em detrimento da aprendizagem dos alunos;
4. É para nós inquietante que as escolas privadas que aparecem no ranking nacional venham aos meios de comunicação social afirmar que apostam na exigência, no rigor e ao mesmo tempo venha uma recomendação para que o mesmo não se utilize nas escolas públicas.
Por isso, a Frapviseu, consciente da sua responsabilidade pública no plano da Educação, ponderando o sentir dos professores, Propõe ao Ministério da Educação a suspensão, no imediato, da aplicação do modelo de avaliação de desempenho dos professores e que sejam desencadeados, no decurso do corrente ano escolar, processos que conduzam à construção e apropriação pelos docentes de um modelo de avaliação realmente centrado na melhoria da acção pedagógica docente e das aprendizagens dos alunos.
E incentiva todos os Pais a solidarizarem-se com os Professores, a assumirem, unidos, numa clara demonstração, a defesa de uma real melhoria da qualidade da educação em prol do sucesso dos nossos filhos, e do prestígio e reconhecimento da profissão de Professor.
Para nós Pais o regime de avaliação de desempenho dos professores deve promover e premiar o mérito, valorizando a actividade lectiva assim como a melhoria dos resultados dos nossos filhos e a qualidade das suas aprendizagens.
No entanto, a realidade que se vive hoje – Conselhos Pedagógicos intermináveis e sucessivos, que quase não permitem a participação dos pais (as empresas não permitem que os pais se desloquem duas ou mais vezes por semana para reuniões de continuação de conselho pedagógico) - nas escolas evidencia, claramente, que esta complexa operacionalização da avaliação do desempenho está a desviar os professores da sua tarefa de educar e ensinar.
A Frapviseu perante este quadro tão preocupante, em que a quase totalidade das energias dos professores e das escolas é colocada ao serviço da dimensão administrativa, burocrática em detrimento das dimensões científica e pedagógica, sente-se na obrigação moral e ética de alertar para o prejuízo que daí decorrer levando-nos a pressupor que o mesmo poderá ter graves implicações no sucesso dos nossos Filhos, nos próximos anos lectivos.
Basta ver, que grande parte das entrevistas dos Professores, têm decorrido no horário lectivo, fazendo com que os nossos filhos fiquem sem os Professores nesses tempos. Situação esta que tenderá a agravar-se exponencialmente nos períodos seguintes, aquando da aplicação integral e extensiva do modelo.
Assim, considerando que:
1. Nem o Ministério da Educação, nem a esmagadora maioria das escolas está em condições de garantir de forma sustentada, criteriosa e pedagogicamente adequada, o desenvolvimento do processo de avaliação de desempenho, tal como está configurado;
2. A não criação de condições para uma total exequibilidade do modelo está a prejudicar seriamente a qualidade da acção pedagógica docente e, consequentemente, a qualidade das aprendizagens dos nossos Filhos;
3. Aquando do lançamento do Debate Nacional de Educação, na cidade da Maia, a Senhora Ministra relançou a discussão sobre a forma burocrática como muitas escolas se organizavam em detrimento da aprendizagem dos alunos;
4. É para nós inquietante que as escolas privadas que aparecem no ranking nacional venham aos meios de comunicação social afirmar que apostam na exigência, no rigor e ao mesmo tempo venha uma recomendação para que o mesmo não se utilize nas escolas públicas.
Por isso, a Frapviseu, consciente da sua responsabilidade pública no plano da Educação, ponderando o sentir dos professores, Propõe ao Ministério da Educação a suspensão, no imediato, da aplicação do modelo de avaliação de desempenho dos professores e que sejam desencadeados, no decurso do corrente ano escolar, processos que conduzam à construção e apropriação pelos docentes de um modelo de avaliação realmente centrado na melhoria da acção pedagógica docente e das aprendizagens dos alunos.
E incentiva todos os Pais a solidarizarem-se com os Professores, a assumirem, unidos, numa clara demonstração, a defesa de uma real melhoria da qualidade da educação em prol do sucesso dos nossos filhos, e do prestígio e reconhecimento da profissão de Professor.
Mais uma escola que vence a intimidação
Hoje, em reunião geral, a grande maioria dos professores da Escola Secundária Alves Martins (Viseu) subscreveu um documento em que assume o compromisso de suspender a sua participação no actual modelo de avaliação de desempenho, começando por não entregar o documento com os seus objectivos gerais. Os professores decidiram privilegiar o seu trabalho pedagógico/educativo com os alunos em detrimento da concretização de um modelo de avaliação que consideram injusto, inadequado, inexequível e inibidor da qualidade do ensino.
Divulguem e juntem-se a nós. Não vamos permitir que este modelo se concretize
Divulguem e juntem-se a nós. Não vamos permitir que este modelo se concretize
A ministra não tem condições para vencer a vontade de 140.000 professores
Dos bastidores:

Caro colega,
Hoje realizou-se outra reunião dos PCE's da DRELVT com os Secretários de Estado da Educação e o Director Regional. Não aconteceu nada de relevante, saímos de lá como entrámos (talvez apenas mais cansados, mais decepcionados, mais perplexos) e a saber que estão a ser preparadas «simplificações» do processo (?!), porque a suspensão está fora de questão sob pena de continuarmos a ter a carreira congelada (nada de novo, portanto…).
Repudio, e disse-o, a «nova» (e desonesta) posição da tutela: agora as escolas e os conselhos executivos são os bodes expiatórios das falhas inultrapassáveis deste modelo de avaliação (e, de atacado, de outras coisas como o estatuto do aluno…). É verdade, foi repetido perante mais de 200 PCE's que «as escolas, por insegurança ou desconhecimento complicaram a aplicação do modelo, tornando-o ainda mais complexo». Não nos iludamos. Não se trata apenas de uma mudança de foco nem de uma manobra em desespero de causa. É tão só o pretexto de que precisavam para legitimar a introdução de «pequenas» alterações no modelo, de forma a «ajudar» as escolas nas suas «dificuldades» de operacionalização. As escolas passaram, imagine-se, a ser parte do problema (!). O despacho com as simplificações não há-de tardar. Com ele, passam-nos um atestado de menoridade e incompetência e nós ainda lhes teremos de agradecer a compreensão e generosidade…
Houve um colega que afirmou que a esta equipa ministerial mais não resta que demitir-se. Não lhe faltaram os aplausos, faltou o essencial: levantarmo-nos todos e sairmos. Não por estarmos (ou não) de acordo com a demissão, isso é irrelevante, mas para mantermos alguma dignidade e coerência com a consciência absoluta que batemos no fundo e que não nos podemos deixar ludibriar com medidas paliativas.
Perguntaram-me qual era o estado de espírito dos secretários de estado. Estavam calmos, quase paternais, excepto quando as intervenções dos PCE's foram mais incisivas…aí não contiveram a irritação. Lamentavelmente, ainda não entenderam que se nós temos que ter estômago para ouvir mentiras, o mínimo que se lhes exige é que o tenham para ouvir as verdades.
Rita Sammer
Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Madeira Torres
Do blogue a Educação do Meu Umbigo
Hoje realizou-se outra reunião dos PCE's da DRELVT com os Secretários de Estado da Educação e o Director Regional. Não aconteceu nada de relevante, saímos de lá como entrámos (talvez apenas mais cansados, mais decepcionados, mais perplexos) e a saber que estão a ser preparadas «simplificações» do processo (?!), porque a suspensão está fora de questão sob pena de continuarmos a ter a carreira congelada (nada de novo, portanto…).
Repudio, e disse-o, a «nova» (e desonesta) posição da tutela: agora as escolas e os conselhos executivos são os bodes expiatórios das falhas inultrapassáveis deste modelo de avaliação (e, de atacado, de outras coisas como o estatuto do aluno…). É verdade, foi repetido perante mais de 200 PCE's que «as escolas, por insegurança ou desconhecimento complicaram a aplicação do modelo, tornando-o ainda mais complexo». Não nos iludamos. Não se trata apenas de uma mudança de foco nem de uma manobra em desespero de causa. É tão só o pretexto de que precisavam para legitimar a introdução de «pequenas» alterações no modelo, de forma a «ajudar» as escolas nas suas «dificuldades» de operacionalização. As escolas passaram, imagine-se, a ser parte do problema (!). O despacho com as simplificações não há-de tardar. Com ele, passam-nos um atestado de menoridade e incompetência e nós ainda lhes teremos de agradecer a compreensão e generosidade…
Houve um colega que afirmou que a esta equipa ministerial mais não resta que demitir-se. Não lhe faltaram os aplausos, faltou o essencial: levantarmo-nos todos e sairmos. Não por estarmos (ou não) de acordo com a demissão, isso é irrelevante, mas para mantermos alguma dignidade e coerência com a consciência absoluta que batemos no fundo e que não nos podemos deixar ludibriar com medidas paliativas.
Perguntaram-me qual era o estado de espírito dos secretários de estado. Estavam calmos, quase paternais, excepto quando as intervenções dos PCE's foram mais incisivas…aí não contiveram a irritação. Lamentavelmente, ainda não entenderam que se nós temos que ter estômago para ouvir mentiras, o mínimo que se lhes exige é que o tenham para ouvir as verdades.
Rita Sammer
Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Madeira Torres
Do blogue a Educação do Meu Umbigo
Reunião Plenária em Sesimbra

Cine‐Teatro Municipal João Mota – Sesimbra
Quinta‐Feira, 20 Novembro de 2008 – 19horas
Ponto único – Tomada de posição de todos os Professores do Concelho de Sesimbra sobre a suspensão da participação no processo de avaliação de desempenho.
Agrupamento Vertical das Escolas do Castelo
Agrupamento Vertical de Escolas Castelo Poente
Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde
Agrupamento Vertical de Escolas Michel Giacometti
Escola Secundária com 3º Ciclo de Sampaio
Vê mais aqui
Quinta‐Feira, 20 Novembro de 2008 – 19horas
Ponto único – Tomada de posição de todos os Professores do Concelho de Sesimbra sobre a suspensão da participação no processo de avaliação de desempenho.
Agrupamento Vertical das Escolas do Castelo
Agrupamento Vertical de Escolas Castelo Poente
Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde
Agrupamento Vertical de Escolas Michel Giacometti
Escola Secundária com 3º Ciclo de Sampaio
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Conclusões do Plenário de Vila Real

Centenas de Educadores e Professores do distrito de Vila Real, em representação da esmagadora maioria das escolas/agrupamentos do distrito, reafirmaram a rejeição deste modelo de avaliação do desempenho e da divisão arbitrária e injusta carreira (revisão do Estatuto da Carreira Docente e revogação do Decreto-Lei nº 200/2007, de 22 de Maio), tendo aprovado, por unanimidade, as seguintes formas de actuação, a serem implementadas e/ou dinamizadas em cada escola/agrupamento:
Vê no blogue do Promova
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Encontro de Escolas em Luta

A APEDE e o MUP vêm anunciar uma iniciativa conjunta: a realização de um «Encontro Nacional de Escolas em Luta» para o próximo dia 6 de Dezembro, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva. O Encontro terá início às 10h e prolongar-se-á até às 17h, com intervalo para o almoço.
Apelamos a que todas as escolas que estão a desenvolver processos de resistência, nomeadamente através da suspensão da avaliação do desempenho, que elejam dois representantes para participarem nesse Encontro.
Vê mais aqui
Apelamos a que todas as escolas que estão a desenvolver processos de resistência, nomeadamente através da suspensão da avaliação do desempenho, que elejam dois representantes para participarem nesse Encontro.
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