
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Troféu Pedagogia do Afecto

Agradecemos ao blogue Escola do Presente, que presentiou o Movimento Escola Pública com o troféu “Pedagogia dos Afectos”. As regras do troféu "Pedagogia do Afecto" são as seguintes:
1 - Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação;
2 - A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3 - O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4 - Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5 - O blogue que receber 5 vezes o troféu “Pedagogia do Afecto” deve ir à página http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.
De acordo com as regras estabelecidas, os blogues aos quais atribuímos o troféu “Pedagogia do Afecto”, por ordem alfabética, são os seguintes:
À Beira Rio
Anovis Anophelis
Cogitus Interruptus
Comissão para a defesa da Escola Pública
Escola Revisitada
Inquietações Pedagógicas
O estado da Educação
PROmova
Sinistra Ministra
Revisitar a Educação
1 - Recebendo o troféu, ele deve ser oferecido a 10 blogues que tenham compromisso e afecto com a Educação;
2 - A imagem do selo deve passar a ser exibida permanentemente no blogue;
3 - O nomeado deve colocar um link para o blogue de onde a nomeação foi atribuída;
4 - Nos blogs seleccionados, deve ser deixado um comentário, permitindo assim que eles saibam que foram presenteados e quem os presenteou;
5 - O blogue que receber 5 vezes o troféu “Pedagogia do Afecto” deve ir à página http://pedagogiadoafeto.blogspot.com/ deixar um comentário com o e-mail, para receber uma nova homenagem.
De acordo com as regras estabelecidas, os blogues aos quais atribuímos o troféu “Pedagogia do Afecto”, por ordem alfabética, são os seguintes:
À Beira Rio
Anovis Anophelis
Cogitus Interruptus
Comissão para a defesa da Escola Pública
Escola Revisitada
Inquietações Pedagógicas
O estado da Educação
PROmova
Sinistra Ministra
Revisitar a Educação
Este sábado há nova reunião de PCEs
Caros colegas:Dia 7 de Fevereiro, às 12 horas, no Auditório Bissaya Barreto, Campus do Conhecimento e da Cidadania, Bencanta, em Coimbra
No seguimento da reunião de 10 de Janeiro em Santarém e da reunião com a Srª. Ministra da Educação, informam-se todos os colegas que se irá realizar em Coimbra um encontro nacional de PCE´s. Apela-se à disponibilidade de todos para a presença nesta reunião, pois será um momento primordial para a reflexão de vários assuntos, especialmente no que concerne à avaliação de desempenho docente. Esperamos que os colegas marquem a sua presença em maior número que no último encontro.
Mais uma vez, sugiro a todos os colegas que efectuem a inscrição que me informem para nos organizarmos no que diz respeito ao transporte.
Com os melhores cumprimentos
Eduardo Ferreira
Veja como se inscrever e mais informações
Da não entrega dos objectivos individuais não resulta perda de tempo de serviço
Com a intenção de intimidar os professores e entregarem os objectivos individuais de avaliação, têm sido postos a circular diversos boatos, que vão desde a impossibilidade de concorrer nos próximos concursos até a alegadas perdas de tempo de serviço.Por exemplo, há professores que foram informados, por escrito, de que, da não entrega de objectivos individuais, resultará a não contagem do tempo de serviço em avaliação para efeitos de futura progressão. Essa informação não tem qualquer fundamento legal pelo que, sempre que um professor receba tal notificação, deverá dirigir à entidade que o/a notifica, o seguinte Requerimento:
"Eu, (nome), professor do ___ grupo, da Escola/Agrupamento ________________, venho requerer a V.ª Ex.ª, nos termos do disposto nos artigos 120.º a 122.º e 124.º do Código de Procedimento Administrativo, que me sejam dados a conhecer os fundamentos legais da informação recebida de que, por não ter entregado os objectivos individuais de avaliação, me será descontado tempo de serviço para efeitos de progressão."
A entidade a quem é requerida esta informação fica obrigada a responder por escrito devendo o/a professor/a, logo que receber a resposta, dirigir-se ao seu Sindicato.
Escola Secundária Madeira Torres: ninguém entregou objectivos
Paulo,Aceito o repto de lhe dar notícias sobre a «coisa» na minha escola. O prazo para a entrega dos OI terminou na 6ª feira (30 Janeiro): nenhum professor o fez. É isso, ninguém entregou os objectivos individuais. O clima de escola está óptimo (se descontarmos o facto de se congelar nas salas de aula e de vivermos num país com Freeports e coisas do género…). Não porque sejamos melhores que todos os outros, nem tão pouco mais unidos ou corajosos. Apenas porque fizemos um pacto: em nome da tranquilidade que precisamos para levar até ao fim, da melhor maneira e a pensar nos alunos, este ano lectivo, ninguém sairá (mais) prejudicado disto. Se e quando tiver que ser, eu própria, no estrito cumprimento dos meus deveres, definirei os objectivos individuais para cada um dos professores e procederei à sua avaliação. Não haverá notificações de incumprimento da entrega dos OI, nem a assumpção de consequências na carreira, nem listas de professores «prevaricadores» na DREL. Eu tenho o dever de avaliar os professores, os professores têm o dever de entregar a sua auto-avaliação: é isto que a lei dita, é isto que será cumprido. Parece-me bastante simples (simplex à parte, bem entendido).
Um abraço,
Rita Sammer
Presidente do Conselho Executivo [Esc. Secundária Madeira Torres]
(enviado a Paulo Guinote)
Informação PROmova
Agrupamento Vertical de Escolas de SabrosaEntregaram os OI: 9 professores
Não entregaram os OI: 96 professores (91,4%)
Escola Secundária Camilo Castelo Branco - Vila Real
Entregaram os OI: 2o professores
Não entregaram os OI: 140 professores (87,5%)
Agrupamento de Escolas Diogo Cão - Vila Real
Entregaram os OI: 40 professores
Não entregaram os OI: 239 professores (85,6%)
Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real
Entregaram os OI: 28 professores
Não entregaram os OI: 85 professores (75,2%)
Escola Secundária Dr. João Araújo Correia - Régua
Entregaram os OI: 36 professores
Não entregaram os OI: 79 professores (68,6%)
Escola Secundária de Maximinos - Braga
Entregaram os OI: 48 professores
Não entregaram os OI: 83 professores (63,3%)
Escola Secundária de Vergílio Ferreira - Lisboa
Entregaram os OI: 60 professores
Não entregaram os OI: 59 professores (49,5%)
Escola Secundária/3 de Mirandela
Entregaram os OI: 74 professores
Não entregaram os OI: 66 professores (47,1%)
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Estado Espanhol: luta pela Educação para a Cidadania
A batalha legal a que o estado espanhol assiste a propósito da disciplina de “Educação para a Cidadania e os direitos humanos” parece estar mais próxima do fim depois de o “Tribunal Supremo” do Estado espanhol ter decidido que o boicote a esta disciplina, por alegada objecção de consciência, não tem suporte legal. Recorde-se que o PP espanhol, grupos de pais e movimentos católicos promoveram um boicote a esta disciplina alegando que ela violaria o direito a educar os seus filhos segundo as suas convicções morais e religiosas e a liberdade ideológica, traduzindo-se portanto na imposição de uma moral de Estado. Recorde-se ainda que um dos conteúdos mais contestados é o ensino da não discriminação dos homossexuais, o que na versão conservadora estabeleceria uma suposta ideologia de género.
Resumo e conclusões do debate deste Sábado

Depois do que já postámos aqui, publicamos agora uma resenha mais completa do debate de dia 31:
Cerca de 70 pessoas estiveram no anfiteatro da Escola Secundária Camões para debater “a escola que temos, a escola que queremos”.
A riqueza e pluralidade das intervenções não cabem em resenhas, mas aqui ficam algumas notas para @s que queriam ter ido e não puderam e para @s que ainda acreditam que uma outra escola é possível…
Luiza Cortesão trouxe-nos, como é seu hábito, uma abordagem frontal sobre as questões da reprodução social e da discriminação através da escola, centrando-se na actualidade da pergunta: houve uma real democratização do ensino?
Com ela nos ajudou a interrogar os contextos das escolas “top mais” e “top menos” nos rankings e a questionar quem é o público dos CEF’s e dos cursos profissionais. Obrigou-nos a confrontar a escola dualizada e os saberes dualizados (para “ricos” e “pobres”), e a repensar os desafios colocados aos profissionais da educação. Nem funcionários robotizados e obedientes, nem “agentes messiânicos”, professores e professoras são agentes sociais que, mais cúmplices ou menos cúmplices, são sempre responsáveis.
E sobre as escolhas e as respostas políticas ao insucesso e ao abandono, Manuel Sarmento recordou que entre as duas opções de entender a mudança da escola, como sobredeterminada pela mudança social ou pelo interior da própria escola, o governo PS escolheu a segunda, o que lhe permite descartar-se de políticas públicas de largo espectro e descarregar na escola a culpalização e a penalização.
Desenvolvendo, entre outras linhas de reflexão, aquela que tem sido central no seu trabalho, Manuel Sarmento confrontou-nos com as questões colocadas pela reinstitucionalização da infância. Reflectir sobre a criança “global”, e a indústria global, e a criança cidadã, sobre cujos direitos existe uma inflação discursiva e uma realidade anémica, é exigência inadiável, nomeadamente perante o galope da ideologia de mercado como solução para os problemas das escolas.
A competição que favorece a desigualdade, a privatização de segmentos da educação, a asfixia de formas de democracia, são indicadores do modelo empresarial das escolas que exige alternativas. E elas passarão: por processos de aprendizagem organizacional, pela autoavaliação institucional, pela construção da escola como espaço social participado, não de uma mas de muitas lideranças, onde a pedagogia está primeiro.
Rosário Matos trouxe-nos a sua experiência como Presidente de um Conselho Executivo que tenta resistir ao frenesim da escola empresa e confrontou-nos com os desafios: a procura do sucesso real quando a realidade muda e a escola tem de dar novas respostas, nomeadamente às crianças e aos jovens filhos de imigrantes.
Joaquim Raminhos desafiou-nos sobre os novos caminhos, dos muitos que já são feitos quando as escolas se vêem a braços com crianças e jovens de contextos desfavorecidos, os mesmos que levam comer na marmita para casa, os mesmos que levam professores e funcionários a quotizarem-se para ajudar no essencial. E se o assistencialismo não é a resposta mas paliativo, estas experiências não deixam de dar contas dos “milagres” reais que as escolas fazem todos os dias, quando o governo continua mouco a políticas públicas prioritárias.
Isabel Salavessa, representante das Associações de Pais (e mães…) deu ainda o seu testemunho em defesa da escola pública, da qualidade que lhe deve ser exigida, nomeadamente ao nível das competências de língua, quando a multidisciplinarização é uma evidência.
As questões colocadas pel@s presentes foram muitas, pelo que fica apenas o sinal sobre prioridades para o debate futuro: o público dos CEF’s e a solidão da escola e dos professores perante a ausência de redes sociais e equipas multidisciplinares; o fim dos “chumbos” e a procura de estratégias que permitam falar sobre igualdade de oportunidades real; o destrunfar de áreas de saber como a História, na escolaridade obrigatória, quando o repto lançado pela Mesa fora o da valorização do conhecimento, da aprendizagem pela reflexão e pela compreensão do mundo em que se vive; da avaliação dos professores e do modelo de gestão centrado no director como peças do modelo empresarial.
O debate teve depois uma segunda parte que contou com os contributos de membros de diversos movimentos e sindicatos presentes sobre o momento da luta de professores e as perspectivas de futuro. Expressas as angústias, por diversos intervenientes, da situação de escolas onde a larga maioria de professores cedeu ao medo e entregou objectivos individuais, a análise feita salvaguardou:
- que as formas de luta mais eficazes têm sido colectivas (greves, manifestações, posições de escola) e não as que colocam cada professor, individualmente, perante a ameaça real da desvalorização da carreira e da sua precarização;
- que é errada qualquer ostracização d@s colegas que procederam à entrega dos O.I porque ela não corresponde ao seu consentimento às políticas do governo;
- que tem ganho espaço a consciência dos riscos que a escola pública corre com este governo;
- que o apelo da resistência escola a escola foi correcto e que as respostas têm sido muito diversificadas (e também dependentes da resistência ou da capacidade de intimidação dos poderes locais, nomeadamente dos PCES), estando para breve a contabilização do número de professores e escolas que resistiram a esta fase da avaliação;
- que a luta está aí e para continuar, devendo ser estratégica e aceitar formas de radicalização consensualizadas (incluindo a marcha pela educação ou um número de dias de greve mais eficaz).
Vê aqui mais fotos e ideias
Cerca de 70 pessoas estiveram no anfiteatro da Escola Secundária Camões para debater “a escola que temos, a escola que queremos”.
A riqueza e pluralidade das intervenções não cabem em resenhas, mas aqui ficam algumas notas para @s que queriam ter ido e não puderam e para @s que ainda acreditam que uma outra escola é possível…
Luiza Cortesão trouxe-nos, como é seu hábito, uma abordagem frontal sobre as questões da reprodução social e da discriminação através da escola, centrando-se na actualidade da pergunta: houve uma real democratização do ensino?
Com ela nos ajudou a interrogar os contextos das escolas “top mais” e “top menos” nos rankings e a questionar quem é o público dos CEF’s e dos cursos profissionais. Obrigou-nos a confrontar a escola dualizada e os saberes dualizados (para “ricos” e “pobres”), e a repensar os desafios colocados aos profissionais da educação. Nem funcionários robotizados e obedientes, nem “agentes messiânicos”, professores e professoras são agentes sociais que, mais cúmplices ou menos cúmplices, são sempre responsáveis.
E sobre as escolhas e as respostas políticas ao insucesso e ao abandono, Manuel Sarmento recordou que entre as duas opções de entender a mudança da escola, como sobredeterminada pela mudança social ou pelo interior da própria escola, o governo PS escolheu a segunda, o que lhe permite descartar-se de políticas públicas de largo espectro e descarregar na escola a culpalização e a penalização.
Desenvolvendo, entre outras linhas de reflexão, aquela que tem sido central no seu trabalho, Manuel Sarmento confrontou-nos com as questões colocadas pela reinstitucionalização da infância. Reflectir sobre a criança “global”, e a indústria global, e a criança cidadã, sobre cujos direitos existe uma inflação discursiva e uma realidade anémica, é exigência inadiável, nomeadamente perante o galope da ideologia de mercado como solução para os problemas das escolas.
A competição que favorece a desigualdade, a privatização de segmentos da educação, a asfixia de formas de democracia, são indicadores do modelo empresarial das escolas que exige alternativas. E elas passarão: por processos de aprendizagem organizacional, pela autoavaliação institucional, pela construção da escola como espaço social participado, não de uma mas de muitas lideranças, onde a pedagogia está primeiro.
Rosário Matos trouxe-nos a sua experiência como Presidente de um Conselho Executivo que tenta resistir ao frenesim da escola empresa e confrontou-nos com os desafios: a procura do sucesso real quando a realidade muda e a escola tem de dar novas respostas, nomeadamente às crianças e aos jovens filhos de imigrantes.
Joaquim Raminhos desafiou-nos sobre os novos caminhos, dos muitos que já são feitos quando as escolas se vêem a braços com crianças e jovens de contextos desfavorecidos, os mesmos que levam comer na marmita para casa, os mesmos que levam professores e funcionários a quotizarem-se para ajudar no essencial. E se o assistencialismo não é a resposta mas paliativo, estas experiências não deixam de dar contas dos “milagres” reais que as escolas fazem todos os dias, quando o governo continua mouco a políticas públicas prioritárias.
Isabel Salavessa, representante das Associações de Pais (e mães…) deu ainda o seu testemunho em defesa da escola pública, da qualidade que lhe deve ser exigida, nomeadamente ao nível das competências de língua, quando a multidisciplinarização é uma evidência.
As questões colocadas pel@s presentes foram muitas, pelo que fica apenas o sinal sobre prioridades para o debate futuro: o público dos CEF’s e a solidão da escola e dos professores perante a ausência de redes sociais e equipas multidisciplinares; o fim dos “chumbos” e a procura de estratégias que permitam falar sobre igualdade de oportunidades real; o destrunfar de áreas de saber como a História, na escolaridade obrigatória, quando o repto lançado pela Mesa fora o da valorização do conhecimento, da aprendizagem pela reflexão e pela compreensão do mundo em que se vive; da avaliação dos professores e do modelo de gestão centrado no director como peças do modelo empresarial.
O debate teve depois uma segunda parte que contou com os contributos de membros de diversos movimentos e sindicatos presentes sobre o momento da luta de professores e as perspectivas de futuro. Expressas as angústias, por diversos intervenientes, da situação de escolas onde a larga maioria de professores cedeu ao medo e entregou objectivos individuais, a análise feita salvaguardou:
- que as formas de luta mais eficazes têm sido colectivas (greves, manifestações, posições de escola) e não as que colocam cada professor, individualmente, perante a ameaça real da desvalorização da carreira e da sua precarização;
- que é errada qualquer ostracização d@s colegas que procederam à entrega dos O.I porque ela não corresponde ao seu consentimento às políticas do governo;
- que tem ganho espaço a consciência dos riscos que a escola pública corre com este governo;
- que o apelo da resistência escola a escola foi correcto e que as respostas têm sido muito diversificadas (e também dependentes da resistência ou da capacidade de intimidação dos poderes locais, nomeadamente dos PCES), estando para breve a contabilização do número de professores e escolas que resistiram a esta fase da avaliação;
- que a luta está aí e para continuar, devendo ser estratégica e aceitar formas de radicalização consensualizadas (incluindo a marcha pela educação ou um número de dias de greve mais eficaz).
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Parabéns Célia Tomás!

Caros Colegas, de Norte a Sul do País!
Quero dizer-vos que no dia 28/01/09, em conjunto com sensivelmente 70 professores (de um universo de 190 professores), decidimos, a par das tentativas ministerias de incutir medo, NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS. Presumo que também tenham assim decidido.
Faço parte de um grupo de professores que têm vindo a dinamizar e a coordenar o movimento de luta na nossa Escola. Tenho, a este propósito, escrito, divulgado via net (embora não seja bloguer) e afixado na minha escola alguns documentos pessoais de reflexão que justificam a razão da nossa luta que é, em última instância, a luta por um Ensino Público de Qualidade em Portugal, assente num Estatuto da Carreira Docente CONDIGNO.
Não podia, agora, voltar as costas, desiludir e desencantar todos aqueles a quem eu dei a minha Palavra de Honra de que a minha acção seria absolutamente coincidente à minha Palavra.
Desde muito cedo que sou sensível às questões de Desigualdade e Injustiças Sociais, pelo que me debato por um Ensino Público de qualidade para aqueles, que à partida partem, mais desfavorecidos, como forma de os preparar para a vida.
É o melhor que lhes posso dar, razão pela qual não baixo os braços, mesmo que possa sofrer consequências que me prejudiquem.
Devo dizer-lhes que prescindo da minha ascensão na Carreira Docente (mudaria este ano de escalão, para o 8º, bastaria que para isso tivesse entregue os Objectivos individuais) se em contrapartida conseguirmos aquilo a que me refiro atrás.
Com os melhores cumprimentos a todos.
Célia Tomás (prof. de Filosofia da Esc. Sec. de Odivelas)
Quero dizer-vos que no dia 28/01/09, em conjunto com sensivelmente 70 professores (de um universo de 190 professores), decidimos, a par das tentativas ministerias de incutir medo, NÃO ENTREGAR OS OBJECTIVOS INDIVIDUAIS. Presumo que também tenham assim decidido.
Faço parte de um grupo de professores que têm vindo a dinamizar e a coordenar o movimento de luta na nossa Escola. Tenho, a este propósito, escrito, divulgado via net (embora não seja bloguer) e afixado na minha escola alguns documentos pessoais de reflexão que justificam a razão da nossa luta que é, em última instância, a luta por um Ensino Público de Qualidade em Portugal, assente num Estatuto da Carreira Docente CONDIGNO.
Não podia, agora, voltar as costas, desiludir e desencantar todos aqueles a quem eu dei a minha Palavra de Honra de que a minha acção seria absolutamente coincidente à minha Palavra.
Desde muito cedo que sou sensível às questões de Desigualdade e Injustiças Sociais, pelo que me debato por um Ensino Público de qualidade para aqueles, que à partida partem, mais desfavorecidos, como forma de os preparar para a vida.
É o melhor que lhes posso dar, razão pela qual não baixo os braços, mesmo que possa sofrer consequências que me prejudiquem.
Devo dizer-lhes que prescindo da minha ascensão na Carreira Docente (mudaria este ano de escalão, para o 8º, bastaria que para isso tivesse entregue os Objectivos individuais) se em contrapartida conseguirmos aquilo a que me refiro atrás.
Com os melhores cumprimentos a todos.
Célia Tomás (prof. de Filosofia da Esc. Sec. de Odivelas)
Agrupamento de Escolas de Paços de Ferreira

Olá a todos,
segue a moção aprovada por unanimidade dos Educadores e Professores do Agrupamento Vertival de Escolas de Paços de Ferreira em reunião realizada em 27 de Janeiro. Estiveram presentes 102 Educadores e Professores.
Posições destas dão mais força aos professores, a luta faz-se Escola a Escola...Professor a Professor...
Abraço a todos;
Jorge Pinto
Moção
· Os Educadores e Professores do Agrupamento Vertical de Paços de Ferreira, suspenderam, por larga maioria e sem votos contra, o processo de ADD (Decreto Regulamentar n.º 2/2008 e Decreto Regulamentar n,º1-A/2009), tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou
Agrupamentos de Escolas de todo o País.
· A necessidade sentida pelo Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de alterações sucessivas do Modelo de Avaliação, mais não é que um reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da inaplicabilidade do Modelo.
· As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
· As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos
méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
· Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam
posteriormente retomados para efeitos de avaliação.
· A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
· Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os Educadores e Professores do Agrupamento Vertical de Paços de Ferreira, coerentes com as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão da entrega dos Objectivos Individuais da ADD ou de qualquer outro documento relativo ao mesmo.
· Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
· A presente moção será acompanhada de lista da sua subscrição, correspondente à unanimidade da sua aprovação, pelos docentes presentes, em plenário, bem como daqueles que, não tendo podido estar presentes, concordam com o seu conteúdo.
Agrupamento Vertical de Escolas de Paços de Ferreira, 27 de Janeiro de 2009
segue a moção aprovada por unanimidade dos Educadores e Professores do Agrupamento Vertival de Escolas de Paços de Ferreira em reunião realizada em 27 de Janeiro. Estiveram presentes 102 Educadores e Professores.
Posições destas dão mais força aos professores, a luta faz-se Escola a Escola...Professor a Professor...
Abraço a todos;
Jorge Pinto
Moção
· Os Educadores e Professores do Agrupamento Vertical de Paços de Ferreira, suspenderam, por larga maioria e sem votos contra, o processo de ADD (Decreto Regulamentar n.º 2/2008 e Decreto Regulamentar n,º1-A/2009), tal como sucedeu em mais de 450 Escolas ou
Agrupamentos de Escolas de todo o País.
· A necessidade sentida pelo Governo, na sequência das enormes manifestações de descontentamento levadas a cabo pela quase totalidade da classe docente, de alterações sucessivas do Modelo de Avaliação, mais não é que um reconhecimento inequívoco da sua inadequação pedagógica e da inaplicabilidade do Modelo.
· As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Apesar de designado por Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Não tem cariz formativo, não promove a melhoria das práticas, centrado que está na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira.
· As alterações produzidas pelo Governo mantêm o essencial do Modelo, nomeadamente, alguns dos aspectos mais contestados como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos
méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira.
· Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar, são meramente conjunturais, tendo sido afirmado que esses aspectos seriam
posteriormente retomados para efeitos de avaliação.
· A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, que promove a divisão artificial da carreira em categorias e que a esmagadora maioria dos docentes contesta.
· Tendo em consideração o que foi referido anteriormente, os Educadores e Professores do Agrupamento Vertical de Paços de Ferreira, coerentes com as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão da entrega dos Objectivos Individuais da ADD ou de qualquer outro documento relativo ao mesmo.
· Apelam ainda a que aconteça o mais rapidamente possível um processo sério de revisão do ECD, eliminando a divisão da carreira em categorias, e que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, visando a melhoria do serviço educativo público, a dignificação do trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
· A presente moção será acompanhada de lista da sua subscrição, correspondente à unanimidade da sua aprovação, pelos docentes presentes, em plenário, bem como daqueles que, não tendo podido estar presentes, concordam com o seu conteúdo.
Agrupamento Vertical de Escolas de Paços de Ferreira, 27 de Janeiro de 2009
Meter o dedo nas feridas

Todos sabemos que desde a publicação do ECD, há dois anos, os professores estão unidos como nunca estiveram. Isso viu-se nas manifestações dos 100 e dos 120 mil, isso viu-se nas percentagens de adesão às greves, isso vê-se nas moções que se assinam e nas RGPs que se fazem por todo o lado, nos pedidos de demissão de muitos avaliadores e também de alguns presidentes de CE. Está a ser uma batalha dura e lenta, onde a união e a determinação poderão pesar a nosso favor. Inicia-se agora também uma outra frente, que é a da via jurídica. Mas… será verdadeira essa “união”?
Sabemos que se abriu uma grande ferida na nossa luta quando a Plataforma Sindical assinou o tal “Memorando de Entendimento” onde, aliás, logo ficámos a saber os reais motivos que levaram os dirigentes sindicais a tal “entendimento”. Enfim… Claro está que depois tiveram de fazer pela vida, ou melhor, pela sobrevivência, dando o dito por não dito, isto é, o assinado por não-assinado.
Os professores ficaram indignados com o facto de os sindicatos terem pactuado com o ME, mas agora são muitos os que estão à beira de o fazer, individualmente, entregando os OI. Pusemos os sindicatos entre a espada e a parede e agora viramos a espada para nós? Fomos ferozes com os sindicatos quando pactuaram, e vamos nós agora pactuar? Vamos abrir mais uma ferida neste processo? Qual é o sentido de tudo isto?
Entretanto, a mais importante ferida que se abriu está esquecida, talvez por não terem sido ainda devidamente equacionadas as suas consequências futuras. Aconteceu antes do “entendimento”, antes das grandes manifestações, das grandes greves, das moções, das RGPs e dos pedidos de demissão. Trata-se da corrida ao concurso para “professor titular” a que dezenas de milhares de professores se lançaram. Esse importante acontecimento não deve ser esquecido nem desvalorizado. Se entregar os OI é pactuar com o ECD, como muito por aí se proclama, o que se pode dizer da corrida a titular? O concurso para titular, e a sua aceitação, significou entrar no jogo. Foram poucos os que tiveram a hombridade de não ter concorrido, mesmo reunindo condições para tal.
Também é estranho o facto de muitos dos que ficaram como titulares, logo a seguir terem pedido a aposentação, e muitos se terem, de facto, aposentado. Por que razão o fizeram? Por vaidade? Para passarem à frente de outros? Para tirar o lugar àqueles que, assim, ficaram de fora? Apenas para poderem dizer que chegaram a titulares?
Voltando àqueles que ainda cá estão…, afinal como é? Aceita-se o ECD nuns aspectos mas não se aceita noutros? Aceita-se o ECD porque isso trás segurança e mais hipóteses de progressão do que aos não-titulares? Aceita-se o ECD quando isso permite passar à frente de colegas, mesmo não havendo aí qualquer mérito? Mas depois rejeita-se quando se trata de assumir certas responsabilidades a que os titulares são obrigados? Rejeita-se quando se trata de entregar os OI, quando meses antes se aceitou o concurso para titular? Recusar o ECD é recusá-lo no seu todo, e não só naquilo que dá trabalho e traz desvantagens.
Após a reflexão a que as questões anteriores conduzem, tem se meter o dedo na grande ferida, fazendo mais duas perguntas… Tendo sido os primeiros a pactuar com o ECD, estão esses na disposição de prescindir de ser “professor titular”? Estão na disposição de voltar ao lugar que, naturalmente, sempre ocuparam na hierarquia do seu grupo?
Por uma questão de coerência com toda a luta que se seguiu e se continua a travar, e também por uma questão de solidariedade para com os restantes colegas, deviam os titulares pedir, em peso, a anulação desse título. Sem isso, as lutas que agora travamos não fazem o sentido que deviam fazer. Quem, sobretudo estando de fora, olha para uma luta feita nestes moldes só pode concluir que há aqui, no mínimo, falta de seriedade.
Se não fecharmos as feridas que estão abertas e impedirmos que outras se abram, não chegamos a lado nenhum.
António Galrinho
Setúbal
Sabemos que se abriu uma grande ferida na nossa luta quando a Plataforma Sindical assinou o tal “Memorando de Entendimento” onde, aliás, logo ficámos a saber os reais motivos que levaram os dirigentes sindicais a tal “entendimento”. Enfim… Claro está que depois tiveram de fazer pela vida, ou melhor, pela sobrevivência, dando o dito por não dito, isto é, o assinado por não-assinado.
Os professores ficaram indignados com o facto de os sindicatos terem pactuado com o ME, mas agora são muitos os que estão à beira de o fazer, individualmente, entregando os OI. Pusemos os sindicatos entre a espada e a parede e agora viramos a espada para nós? Fomos ferozes com os sindicatos quando pactuaram, e vamos nós agora pactuar? Vamos abrir mais uma ferida neste processo? Qual é o sentido de tudo isto?
Entretanto, a mais importante ferida que se abriu está esquecida, talvez por não terem sido ainda devidamente equacionadas as suas consequências futuras. Aconteceu antes do “entendimento”, antes das grandes manifestações, das grandes greves, das moções, das RGPs e dos pedidos de demissão. Trata-se da corrida ao concurso para “professor titular” a que dezenas de milhares de professores se lançaram. Esse importante acontecimento não deve ser esquecido nem desvalorizado. Se entregar os OI é pactuar com o ECD, como muito por aí se proclama, o que se pode dizer da corrida a titular? O concurso para titular, e a sua aceitação, significou entrar no jogo. Foram poucos os que tiveram a hombridade de não ter concorrido, mesmo reunindo condições para tal.
Também é estranho o facto de muitos dos que ficaram como titulares, logo a seguir terem pedido a aposentação, e muitos se terem, de facto, aposentado. Por que razão o fizeram? Por vaidade? Para passarem à frente de outros? Para tirar o lugar àqueles que, assim, ficaram de fora? Apenas para poderem dizer que chegaram a titulares?
Voltando àqueles que ainda cá estão…, afinal como é? Aceita-se o ECD nuns aspectos mas não se aceita noutros? Aceita-se o ECD porque isso trás segurança e mais hipóteses de progressão do que aos não-titulares? Aceita-se o ECD quando isso permite passar à frente de colegas, mesmo não havendo aí qualquer mérito? Mas depois rejeita-se quando se trata de assumir certas responsabilidades a que os titulares são obrigados? Rejeita-se quando se trata de entregar os OI, quando meses antes se aceitou o concurso para titular? Recusar o ECD é recusá-lo no seu todo, e não só naquilo que dá trabalho e traz desvantagens.
Após a reflexão a que as questões anteriores conduzem, tem se meter o dedo na grande ferida, fazendo mais duas perguntas… Tendo sido os primeiros a pactuar com o ECD, estão esses na disposição de prescindir de ser “professor titular”? Estão na disposição de voltar ao lugar que, naturalmente, sempre ocuparam na hierarquia do seu grupo?
Por uma questão de coerência com toda a luta que se seguiu e se continua a travar, e também por uma questão de solidariedade para com os restantes colegas, deviam os titulares pedir, em peso, a anulação desse título. Sem isso, as lutas que agora travamos não fazem o sentido que deviam fazer. Quem, sobretudo estando de fora, olha para uma luta feita nestes moldes só pode concluir que há aqui, no mínimo, falta de seriedade.
Se não fecharmos as feridas que estão abertas e impedirmos que outras se abram, não chegamos a lado nenhum.
António Galrinho
Setúbal
Mais propaganda do governo, facilmente desmontada

Em Dezembro de 2005 havia 12 877 professores inscritos nos centros de emprego, número que três anos depois, em Dezembro de 2008, baixou para 5521. Trata-se de uma quebra de 57,1 por cento, de acordo com os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). E, no caso dos docentes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, secundário e superior, a redução atinge os 70,8% – de 9148 para 2671. (Fonte: CM, 2/2/09)
Comentário de Ramiro Marques, no seu blogue:
1. Houve uma quebra no número de professores desempregados. Essa quebra deveu-se a várias razões: aposentações antecipadas de cerca de 5 mil professores, em 2008; generalização das AECs; aumento dos alunos a frequentarem cursos profissionais; programa Novas Oportunidades.
2. A quebra também se deveu ao cansaço dos candidatos a professores. Muitos desistiram de ser professores e procuraram trabalho noutras áreas: restauração, turismo e comércio.
3. Muitos dos jovens professores estão a pagar para trabalhar. Com horários de 6, 8 e 10 horas, deslocados de casa, são muitos os que auferem vencimentos mensais de 500 euros.
4. Muitos dos professores que trabalham nas AECs e que, por esse motivos, deixaram de estar inscritos nos centros de emprego, ganham à hora. Por vezes, menos de 10 euros à hora. Têm trabalho mas auferem salários baixíssimos.
A estas razões postadas pelo Ramiro Marques, acrescentamos uma muito importante, referida pela Fenprof:
Na opinião da Fenprof, é o fim dos estágios remunerados que provoca aquela quebra de inscrições. "Antes de 2006, esses estágios eram remunerados, contavam como tempo de serviço efectivo e os professores descontavam para a segurança social. Quando acabavam o estágio, se ficassem desempregados, milhares inscreviam-se no centro de emprego. Agora isso já não acontece", diz Mário Nogueira.
Comentário de Ramiro Marques, no seu blogue:
1. Houve uma quebra no número de professores desempregados. Essa quebra deveu-se a várias razões: aposentações antecipadas de cerca de 5 mil professores, em 2008; generalização das AECs; aumento dos alunos a frequentarem cursos profissionais; programa Novas Oportunidades.
2. A quebra também se deveu ao cansaço dos candidatos a professores. Muitos desistiram de ser professores e procuraram trabalho noutras áreas: restauração, turismo e comércio.
3. Muitos dos jovens professores estão a pagar para trabalhar. Com horários de 6, 8 e 10 horas, deslocados de casa, são muitos os que auferem vencimentos mensais de 500 euros.
4. Muitos dos professores que trabalham nas AECs e que, por esse motivos, deixaram de estar inscritos nos centros de emprego, ganham à hora. Por vezes, menos de 10 euros à hora. Têm trabalho mas auferem salários baixíssimos.
A estas razões postadas pelo Ramiro Marques, acrescentamos uma muito importante, referida pela Fenprof:
Na opinião da Fenprof, é o fim dos estágios remunerados que provoca aquela quebra de inscrições. "Antes de 2006, esses estágios eram remunerados, contavam como tempo de serviço efectivo e os professores descontavam para a segurança social. Quando acabavam o estágio, se ficassem desempregados, milhares inscreviam-se no centro de emprego. Agora isso já não acontece", diz Mário Nogueira.
Agrupamento de Escolas da Lousã

Junto envio, para divulgação no seu blogue, tomada de posição dos docentes do Agrupamento de Escolas da Lousã.
Assinaram a recusa da entrega dos Objectivos Individuais 102 dos 116 docentes.
Gratos pela atenção
A educadora do AEL
Conceição Duarte
Vê aqui o documento
Assinaram a recusa da entrega dos Objectivos Individuais 102 dos 116 docentes.
Gratos pela atenção
A educadora do AEL
Conceição Duarte
Vê aqui o documento
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Alguma luz na turbulência legislativa em que o ME nos mergulhou
"- Essa avaliação, no entanto, embora seja condição necessária para a possibilidade do professor avaliado aceder às qualificações de Muito Bom ou Excelente (não é necessária para o BOM) de nada vai servir para a grande maioria de nós (ou talvez mesmo para todos nós). Na verdade, os efeitos dessas qualificações apenas são relevantes, de acordo com a lei, para se poder receber o Prémio de Desempenho (ainda não regulamentado) e/ou para se reduzir o tempo de serviço necessário para que o professor POSSA CONCORRER AO CONCURSO PARA PROFESSOR TITULAR. Ora, a grande maioria de nós, se ainda não é titular, já tem o tempo de serviço necessário para isso (18 anos)."
"Nada nos obriga a entregar OI e da não entrega destes não pode haver qualquer procedimento disciplinar sobre nós. Além disso, a NÃO ENTREGA de OI não nos pode impedir de, na altura própria (no nosso caso, será em Setembro) entregarmos a nossa FICHA DE AUTO-AVALIAÇÃO (uma espécie de antigo Relatório Crítico), cumprindo assim o nosso dever, consignado na lei e exigindo o nosso direito à avaliação do desempenho. Note-se, entretanto, que NENHUM parâmetro da ficha de avaliação a realizar pelo PCE fica impedido de avaliação se não houver OI. Isto é, TODOS os parâmetros de avaliação a realizar pelo PCE podem ser avaliados com ou sem Objectivos Individuais."
A Escola Pública de qualidade e para tod@s é possível
Em dia de tempestade, cerca de 70 pessoas deslocaram-se ao auditório do Liceu Camões (Lisboa) para debater a escola que temos e que queremos. Um momento de reflexão e de proposta de que muitos já sentiam falta. Houve ideias pertinentes e, como é natural e saudável, polémica e contraditório.
O debate foi divido em duas partes: a primeira, sobre a escola que queremos, e a segunda, sobre o momento actual da luta dos professores. Aqui ficam algumas ideias soltas que se podem extrair de ambos os debates, sem prejuízo de um resumo e de uma conclusão mais organizada, que apresentaremos em breve:
Primeira parte: Escola - o que temos, o que queremos
- A Escola não se pode isolar daquilo “que mexe lá fora”. Não podem haver paredes que a separem das movimentações cidadãs que reclamam a mudança social e o repeito pelos direitos humanos
- Não se pode alimentar a cultura da desistência face ao insucesso: “os alunos têm maus hábitos de trabalho”, “estão desmotivados”, “a culpa é da família”. Pelo contrário, é preciso ir ao encontro das motivações dos alunos.
- A Escola Pública tem vindo a falhar na sua missão de garantir a “mobilidade social”. Há cada vez mais licenciados no desemprego
- A escola deve ajudar a formar cidadãos críticos e instruídos e não robots.
- Os rankings são a reprodução da ideologia do mercado para a escola. Promovem a competição entre escolas, entre professores, entre alunos. E porque não têm em conta a origem social, económica e cultural dos alunos nem as condições das escolas, acabam por ser um indicador pouco útil e enganador. (“há alunos que levam marmitas do refeitório da escola para comer em casa”)
- o discurso da ministra da educação é notoriamente tecnico-empresarial. A ideologia da escola empresa vai ganhando terreno: o director, a divisão da carreira e as hierarquias no interior da escola, os processos de gestão por resultados, a escola/fábrica.
- é uma ideia peregrina esta de separar a avaliação dos professores da avaliação das escolas. Mas as escolas não precisam bem de uma avaliação mas sim de um processo de aprendizagem organizacional. A avaliação não faz sentido se for para seriar e seleccionar. Ela deve ser essencialmente formativa: “que saudades da formação na pedagogia de projectos”.
Segunda parte: “Debate livre sobre a luta dos professores”
Intervieram professores do MEP, da APEDE, dirigentes do SPGL, e outros. Algumas ideias:
- É preciso ainda fazer a contabilidade dos professores que em todo o país não entregaram ou não vão entregar os objectivos individuais, sendo muito importante que um grande número resista.
- Há questões jurídicas que só de definem na luta política. E nesse aspecto os professores ganham vantagem, dada a força que já demonstraram. Não têm por isso, nada a temer.
- É necessário encontrar outras formas de luta que voltem a unir os professores, juntando todos os que entregaram e todos os que não entregaram os objectivos individuais. Elas devem ser decididas com democracia e ponderação, evitando “passos em falso”.
- Falou-se da possibilidade de se fazer uma greve mais prolongada do que um dia. Foram pesados os inconvenientes e as dificuldades duma medida de luta como essa, embora se avançassem formas mais cirativas de o fazer: por exemplo, dois dias de greve antes do final de um mês e dois dias no início do seguinte, de forma a não pesar de uma só vez nos salários dos professores.
- Reforçou-se a necessidade de avançar para uma grande Marcha pela Educação, envolvendo não só professores, mas toda a sociedade e o movimento sindical em geral.
Primeira parte: Escola - o que temos, o que queremos
- A Escola não se pode isolar daquilo “que mexe lá fora”. Não podem haver paredes que a separem das movimentações cidadãs que reclamam a mudança social e o repeito pelos direitos humanos
- Não se pode alimentar a cultura da desistência face ao insucesso: “os alunos têm maus hábitos de trabalho”, “estão desmotivados”, “a culpa é da família”. Pelo contrário, é preciso ir ao encontro das motivações dos alunos.
- A Escola Pública tem vindo a falhar na sua missão de garantir a “mobilidade social”. Há cada vez mais licenciados no desemprego
- A escola deve ajudar a formar cidadãos críticos e instruídos e não robots.
- Os rankings são a reprodução da ideologia do mercado para a escola. Promovem a competição entre escolas, entre professores, entre alunos. E porque não têm em conta a origem social, económica e cultural dos alunos nem as condições das escolas, acabam por ser um indicador pouco útil e enganador. (“há alunos que levam marmitas do refeitório da escola para comer em casa”)
- o discurso da ministra da educação é notoriamente tecnico-empresarial. A ideologia da escola empresa vai ganhando terreno: o director, a divisão da carreira e as hierarquias no interior da escola, os processos de gestão por resultados, a escola/fábrica.
- é uma ideia peregrina esta de separar a avaliação dos professores da avaliação das escolas. Mas as escolas não precisam bem de uma avaliação mas sim de um processo de aprendizagem organizacional. A avaliação não faz sentido se for para seriar e seleccionar. Ela deve ser essencialmente formativa: “que saudades da formação na pedagogia de projectos”.
Segunda parte: “Debate livre sobre a luta dos professores”
Intervieram professores do MEP, da APEDE, dirigentes do SPGL, e outros. Algumas ideias:
- É preciso ainda fazer a contabilidade dos professores que em todo o país não entregaram ou não vão entregar os objectivos individuais, sendo muito importante que um grande número resista.
- Há questões jurídicas que só de definem na luta política. E nesse aspecto os professores ganham vantagem, dada a força que já demonstraram. Não têm por isso, nada a temer.
- É necessário encontrar outras formas de luta que voltem a unir os professores, juntando todos os que entregaram e todos os que não entregaram os objectivos individuais. Elas devem ser decididas com democracia e ponderação, evitando “passos em falso”.
- Falou-se da possibilidade de se fazer uma greve mais prolongada do que um dia. Foram pesados os inconvenientes e as dificuldades duma medida de luta como essa, embora se avançassem formas mais cirativas de o fazer: por exemplo, dois dias de greve antes do final de um mês e dois dias no início do seguinte, de forma a não pesar de uma só vez nos salários dos professores.
- Reforçou-se a necessidade de avançar para uma grande Marcha pela Educação, envolvendo não só professores, mas toda a sociedade e o movimento sindical em geral.
Vila Real em grande!

Agrupamento de Escolas Diogo Cão - Vila Real
Entregaram os OI: 40 professores.
Não entregaram os OI: 239 professores.
Escola Secundária Camilo Castelo Branco - Vila Real
Entregaram os OI: 20 professores.
Não entregaram os OI: 140 professores.
Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real
Entregaram os OI: 28 professores.
Não entregaram os OI: 85 professores.
E também Mirandela:
Escola Secundária/3 de Mirandela
Entregaram os OI: 74 professores.
Não entregaram os OI: 66 professores.
(informação Promova)
Entregaram os OI: 40 professores.
Não entregaram os OI: 239 professores.
Escola Secundária Camilo Castelo Branco - Vila Real
Entregaram os OI: 20 professores.
Não entregaram os OI: 140 professores.
Escola Secundária de S. Pedro - Vila Real
Entregaram os OI: 28 professores.
Não entregaram os OI: 85 professores.
E também Mirandela:
Escola Secundária/3 de Mirandela
Entregaram os OI: 74 professores.
Não entregaram os OI: 66 professores.
(informação Promova)
É preciso voltar a mostrar a união dos professores!

Caros Colegas:
Após a bem sucedida greve do passado dia 19 – a rondar os 90% de adesões - e após a campanha pela não entrega de objectivos individuais – que tudo indicia estar a correr mal - os professores, mostram-se cansados, e com a moral em queda.
É altura de parar um pouco e pensar, antes de começarmos a tirar conclusões catastrofistas, ou a ensaiar discursos de desânimo e de derrota! Os professores não vão perder o tino e aceitar “morrer na praia”!! Os professores não mudaram a sua forma de pensar sobre o SIMPLEX ou sobre a lei da gestão ou sobre este ECD. Continuamos a pensar exactamente o mesmo que pensávamos há 15 dias antes do episódio da entregados OI.
São leis injustas, erradas para as escolas, impostas prepotentemente pela tutela, que a esmagadora maioria dos professores rejeitam liminarmente. Só as cumpriremos através da coerção legal.
Apenas correu mal a mais recente forma de luta que adoptámos. E mesmo isso, é ainda em rigor, um facto por confirmar, pois a quantificação real dos que não entregaram os OI só deve ser conhecida lá para finais da semana que vem. Mas antecipemos o cenário pior:
Imaginemos que não conseguimos que resultasse o boicote à entrega dos OI, que é uma forma de luta nos limites da legalidade, muito penalizadora economicamente, com consequências meio-imprevisíveis num quadro de disputa jurídica de desfecho imprevisível.
Se não conseguimos desferir eficientemente o mais recente golpe que ensaiámos nesta luta, se falhámos o boicote aos OI, vamos tratar de desferir o golpe seguinte e garantir que ele seja certeiro!
A classe continua a repudiar este pacote de leis para a educação, só temos que continuar a encontrar formas de o ir dizendo à sociedade! Entretanto não temos que dar um realce exagerado e injustificado a este mais recente episódio, previsivelmente menos conseguido, da nossa luta. Será um erro se acentuarmos feridas dele decorrentes e contribuirmos para a divisões no seio da classe;
Por exemplo: Não podemos nem devemos hostilizar os colegas que entenderam não aderir A ESTA forma de expressão da sua discordância quanto a ESTE modelo de avaliação porque todos sabemos que na sua esmagadora maioria esses colegas estão e estarão contra este modelo de avaliação, fazendo greves, assinando petições e manifestando-se continuadamente nas ruas, como aliás o fizeram muito recentemente.
A liberdade individual de aderir ou não a uma determinada forma de luta, é intocável !Nós somos democratas nos bons e nos maus momentos; As liberdades individuais respeitar-se-ão sempre. Esses mesmos colegas – que tiveram dificuldade em lidar com uma forma de luta de questionável suporte legal – continuam a recusar ESTE modelo de avaliação e poderão vir a apoiar, a breve prazo - outras formas de luta mais convencionais e legais, mais moderadas e menos gravosas para os respectivos orçamentos familiares.( “...Nem só de pão vive o homem” , mas sem ele não se vive. Como ouvi de colegas que “Os nossos filhos em casa que não têm que pagar pelas escolhas dos seus pais” )
Não vamos acentuar e consolidar divisões dentro da nossa classe, entrando em situações de conflito com quem não pensa como nós. Realizar debates construtivos, sim; Exacerbar antagonismos e realçar diferenças de pensamento não serve para nada e é prejudicial à nossa causa comum.
Esta luta é uma corrida de fundo e não nos podemos impressionar excessivamente com um ou outro revés, uma ou outra deserção, um ou outro momento de fraqueza, um ou outro golpe que tenhamos que encaixar, senão começamos logo a dar tudo por perdido. Sofrer golpes ou falhar golpes é inerente a qualquer situação de luta. A atitude que nos pode ajudar é a atitude do boxeur: Ter à partida claro, que quando se entra num combate, é inevitável sofrermos vários golpes, alguns deles dolorosos, falhar alguns golpes e acertar outros.
Isso é uma inevitabilidade de qualquer combate e quem não aceita esse facto, terá dificuldade em travar qualquer luta.Uma luta como a que estamos a travar, não se pode ganhar OU PERDER, numa única batalha. No cinema de entretenimento é que há sempre uma batalha final entre “o bom” e “o mau” em que tudo se decide...Enfrentamos o governo legítimo do estado português, dirigido pelo maior partido português, sustentado por uma maioria absoluta. Não é legítimo esperar-se que esta seja uma luta rápida ou fácil! Das duas partes em confronto, a que resistir mais tempo vencerá.
A aproximação do calendário eleitoral é favorável à causa dos professores.O governo não quer instabilidade nas escolas e agitação nas ruas, no cenário pré eleitoral. Isso será a prova provada de que a sua política educativa ( um dos seus mais promissores “trunfos eleitorais”) em vez de constituir um benefício para a sociedade portuguesa, de facto, veio trazer problemas e conflitos que o governo se mostra incapaz de sanar. Não podemos “morrer na praia” .
Precisamos rapidamente de novas formas legais e consensuais de expressão de um descontentamento que continua a existir.Na escolha das próximas formas de luta a adoptar é crucial as organizações de classe auscultarem o pensamento dos professores quanto a esta questão fundamental, sob pena de se repetirem mais actos falhados ou pouco conseguidos de contestação ( Como o boicote aos OI ou a manif de Belém).
Não nos esqueçamos : As tutelas mudam, as orientações mudam, mas os professores permanecem. Sem eles, não há ensino.Toda a oposição parlamentar está contra esta política para a educação e mais cedo ou mais tarde, à mínima oportunidade, influenciarão ou imporão as mudanças. Além do mais os professores estão a construir uma reputação de combatividade, união, determinação e convicções fortes que perdurará para lá da actual luta.
Se não desistirmos agora, qualquer governo que venha a orientar o ME, terá em consideração que o melhor é entender-se primeiro com os professores em quaisquer medidas que queira tomar na área educativa. Não pode haver reformas na educação que constituam ataques a quem as vai implementar. Estamos todos cansados desta longa e difícil luta, por isso temos que nos encorajar e puxar uns aos outros. Defendamos a unidade da nossa classe! Não acentuemos as estratégias divisionistas do ME. A luta vai continuar !
Carlos Augusto Silva (Professor, contra esta política educativa de treta)
Após a bem sucedida greve do passado dia 19 – a rondar os 90% de adesões - e após a campanha pela não entrega de objectivos individuais – que tudo indicia estar a correr mal - os professores, mostram-se cansados, e com a moral em queda.
É altura de parar um pouco e pensar, antes de começarmos a tirar conclusões catastrofistas, ou a ensaiar discursos de desânimo e de derrota! Os professores não vão perder o tino e aceitar “morrer na praia”!! Os professores não mudaram a sua forma de pensar sobre o SIMPLEX ou sobre a lei da gestão ou sobre este ECD. Continuamos a pensar exactamente o mesmo que pensávamos há 15 dias antes do episódio da entregados OI.
São leis injustas, erradas para as escolas, impostas prepotentemente pela tutela, que a esmagadora maioria dos professores rejeitam liminarmente. Só as cumpriremos através da coerção legal.
Apenas correu mal a mais recente forma de luta que adoptámos. E mesmo isso, é ainda em rigor, um facto por confirmar, pois a quantificação real dos que não entregaram os OI só deve ser conhecida lá para finais da semana que vem. Mas antecipemos o cenário pior:
Imaginemos que não conseguimos que resultasse o boicote à entrega dos OI, que é uma forma de luta nos limites da legalidade, muito penalizadora economicamente, com consequências meio-imprevisíveis num quadro de disputa jurídica de desfecho imprevisível.
Se não conseguimos desferir eficientemente o mais recente golpe que ensaiámos nesta luta, se falhámos o boicote aos OI, vamos tratar de desferir o golpe seguinte e garantir que ele seja certeiro!
A classe continua a repudiar este pacote de leis para a educação, só temos que continuar a encontrar formas de o ir dizendo à sociedade! Entretanto não temos que dar um realce exagerado e injustificado a este mais recente episódio, previsivelmente menos conseguido, da nossa luta. Será um erro se acentuarmos feridas dele decorrentes e contribuirmos para a divisões no seio da classe;
Por exemplo: Não podemos nem devemos hostilizar os colegas que entenderam não aderir A ESTA forma de expressão da sua discordância quanto a ESTE modelo de avaliação porque todos sabemos que na sua esmagadora maioria esses colegas estão e estarão contra este modelo de avaliação, fazendo greves, assinando petições e manifestando-se continuadamente nas ruas, como aliás o fizeram muito recentemente.
A liberdade individual de aderir ou não a uma determinada forma de luta, é intocável !Nós somos democratas nos bons e nos maus momentos; As liberdades individuais respeitar-se-ão sempre. Esses mesmos colegas – que tiveram dificuldade em lidar com uma forma de luta de questionável suporte legal – continuam a recusar ESTE modelo de avaliação e poderão vir a apoiar, a breve prazo - outras formas de luta mais convencionais e legais, mais moderadas e menos gravosas para os respectivos orçamentos familiares.( “...Nem só de pão vive o homem” , mas sem ele não se vive. Como ouvi de colegas que “Os nossos filhos em casa que não têm que pagar pelas escolhas dos seus pais” )
Não vamos acentuar e consolidar divisões dentro da nossa classe, entrando em situações de conflito com quem não pensa como nós. Realizar debates construtivos, sim; Exacerbar antagonismos e realçar diferenças de pensamento não serve para nada e é prejudicial à nossa causa comum.
Esta luta é uma corrida de fundo e não nos podemos impressionar excessivamente com um ou outro revés, uma ou outra deserção, um ou outro momento de fraqueza, um ou outro golpe que tenhamos que encaixar, senão começamos logo a dar tudo por perdido. Sofrer golpes ou falhar golpes é inerente a qualquer situação de luta. A atitude que nos pode ajudar é a atitude do boxeur: Ter à partida claro, que quando se entra num combate, é inevitável sofrermos vários golpes, alguns deles dolorosos, falhar alguns golpes e acertar outros.
Isso é uma inevitabilidade de qualquer combate e quem não aceita esse facto, terá dificuldade em travar qualquer luta.Uma luta como a que estamos a travar, não se pode ganhar OU PERDER, numa única batalha. No cinema de entretenimento é que há sempre uma batalha final entre “o bom” e “o mau” em que tudo se decide...Enfrentamos o governo legítimo do estado português, dirigido pelo maior partido português, sustentado por uma maioria absoluta. Não é legítimo esperar-se que esta seja uma luta rápida ou fácil! Das duas partes em confronto, a que resistir mais tempo vencerá.
A aproximação do calendário eleitoral é favorável à causa dos professores.O governo não quer instabilidade nas escolas e agitação nas ruas, no cenário pré eleitoral. Isso será a prova provada de que a sua política educativa ( um dos seus mais promissores “trunfos eleitorais”) em vez de constituir um benefício para a sociedade portuguesa, de facto, veio trazer problemas e conflitos que o governo se mostra incapaz de sanar. Não podemos “morrer na praia” .
Precisamos rapidamente de novas formas legais e consensuais de expressão de um descontentamento que continua a existir.Na escolha das próximas formas de luta a adoptar é crucial as organizações de classe auscultarem o pensamento dos professores quanto a esta questão fundamental, sob pena de se repetirem mais actos falhados ou pouco conseguidos de contestação ( Como o boicote aos OI ou a manif de Belém).
Não nos esqueçamos : As tutelas mudam, as orientações mudam, mas os professores permanecem. Sem eles, não há ensino.Toda a oposição parlamentar está contra esta política para a educação e mais cedo ou mais tarde, à mínima oportunidade, influenciarão ou imporão as mudanças. Além do mais os professores estão a construir uma reputação de combatividade, união, determinação e convicções fortes que perdurará para lá da actual luta.
Se não desistirmos agora, qualquer governo que venha a orientar o ME, terá em consideração que o melhor é entender-se primeiro com os professores em quaisquer medidas que queira tomar na área educativa. Não pode haver reformas na educação que constituam ataques a quem as vai implementar. Estamos todos cansados desta longa e difícil luta, por isso temos que nos encorajar e puxar uns aos outros. Defendamos a unidade da nossa classe! Não acentuemos as estratégias divisionistas do ME. A luta vai continuar !
Carlos Augusto Silva (Professor, contra esta política educativa de treta)
Minuta para anulação da entrega dos objectivos individuais

Entregaste os objectivos individuais e estás arrependido? Ainda estás a tempo de requerer a desistência. Podes fazê-lo em qualquer altura: agora ou mais para diante. Lembra-te que, de acordo com o decreto-lei 15/2007, a primeira fase do processo de avaliação é a entrega da ficha de auto-avaliação. Se quiseres desistir, basta assinar a minuta que se segue:
"Exmº SenhorPresidente do Conselho Executivo da Escola …………………………….……………………………….., educador(a)/professor(a) a exercer funções docentes nessa Escola/Agrupamento, residente na …………………… tendo apresentado em ……../…/... os objectivos individuais, vem requerer ao abrigo do artº 110º, n.º 1 do Código do Procedimento Administrativo desistir da sua apresentação.------, --- de ………….. de 2009A/
O Requerente"
(do blogue da APEDE)
"Exmº SenhorPresidente do Conselho Executivo da Escola …………………………….……………………………….., educador(a)/professor(a) a exercer funções docentes nessa Escola/Agrupamento, residente na …………………… tendo apresentado em ……../…/... os objectivos individuais, vem requerer ao abrigo do artº 110º, n.º 1 do Código do Procedimento Administrativo desistir da sua apresentação.------, --- de ………….. de 2009A/
O Requerente"
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