quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tempo de trabalho


Se é professor, temos o mobiliário adequado às suas necessidades! Poupe tempo. Não perca o nosso próximo projecto: lançamento de cama vertical com computador portátil.
Damos facilidade de pagamento. Para não titulares, esquema de pagamento de longo prazo. Para titulares, pagamento em 6 meses. Levamos o equipamento a casa. Em breve, disponível também nas escolas, integrado no Plano Tecnológico da Educação.

(imagem e texto recebidos por e-mail)

Escola a tempo inteiro


A ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, mostrou-se receptiva a que as escolas venham a estar abertas 12 horas diárias. Um pedido apresentado no Encontro Nacional de Associações de Pais, em Mira. Na cerimónia de abertura do encontro, promovido pela CONFAP (Confederação “ não independente” de Associações de Pais) a representante governamental salientou que tem procurado criar condições para uma participação mais directa dos pais no sistema de ensino (o que a ser verdade e consequentemente eficaz / assumido não seria de todo mal visto), quando há 30 anos a mentalidade era de que os pais só iam às escolas tratar de questões disciplinares.

Contudo seria bom relembrar a estes iluminados que os verdadeiros especialistas na matéria o desaconselham e justificam-no precisamente pelo facto de ser uma decisão insensata e contraproducente, resultante do devaneio mental de um qualquer modelo académico “chilenizado”, tal como o sistema de avaliação dos docentes.

Os professores não têm que ser os bodes expiatórios e as almofadas, mais uma vez de uma organização irracional do trabalho e da desestruturação funcional das famílias. Tal como sugere o professor Daniel Sampaio, também eu sou totalmente contra o conceito escola – armazém (depósito de crianças) e partilho sim da ideia que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial e as entidades empregadoras para a necessidade de horários com a necessária rentabilidade, sendo mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família.

Aos professores e auxiliares, depois de um ano de grande desgaste emocional, conviria que não aceitassem de jeito nenhum mais esta “proletarização” do seu desempenho: é que passar filmes e entreter os meninos depois de tantas aulas dadas – como foi sugerido pelos infelizes autores das propostas não nos parece (como profissionais da Educação) muito gratificante e contribuirá certamente para a sua sobrecarga e desresponsabilização dos pais; não esquecendo que também sou pai e tenho direito à minha opinião e tempo com a minha família. Desenganem-se pois todos aqueles que pretendem ficar sozinhos no campo de influenciar a sociedade.

É evidente que tudo fazem por ter uma sociedade indiferente, bem anestesiada pelo relativismo ético, acrítica e pronta a aceitar os ditos ‘progressos’ mas não contem connosco para lhes dar cobertura! A todas as Lúdico-Ideias existentes ou possam aparecer por esse país fora seria bom relembrar-lhes ‘ sem ovos não se fazem omeletas’, que é como quem diz : sem uma boa base de apoio e bolsa de recrutamento de docentes (pagos a tempo e horas/valorizados de acordo com o seu real e efectivo desempenho) nas AEC e melhores condições técnicas por forma a poderem corresponder às necessidades das comunidades educativas; certamente não poderão/ nem irão haver respostas eficazes, sérias que correspondam aos anseios e necessidades subjacentes das famílias e ao desenvolvimento harmonioso/ integral dos alunos; futuros cidadãos do amanhã.

*não esquecer que o Sr. Albino Almeida (presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais) recebeu do gabinete do Ministério da Educação duas tranches de 38.717.50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no DR de 2007 ( página 15.720), daí que reaja como um bom assalariado desta edilidade…

José Carlos Jacinto
(zeca.abt@hotmail.com)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aulas de substituição, versão inglesa

Segundo o jornal Guardian, alguns professores denunciaram na Conferência Nacional do Sindicato de Professores do Reino Unido que há escolas que estão a utilizar porteiros de discoteca, antigos soldados e ex-polícias nas aulas de substituição. Neste país, para realizar tarefas de substituição não é necessária nenhuma qualificação em termos educativos e estes profissionais são preferidos em algumas escolas devido ao seu autoritarismo.
Na mesma conferência, os professores protestaram contra a criação de vários projectos-piloto que privatizarão o combate à exclusão de alunos com comportamentos considerados perturbadores através da sua inclusão em quintas, um centro de treino de futebol e um esquema baseado no exército.
Lá chegaremos?

Valente pontapé neste governo



Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
O povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

Xutos e Pontapés

Audição Parlamentar sobre Educação Sexual


Com 31 representações e 41 intervenções, esta audição foi bastante concorrida, trazendo á comissão, muito trabalho no aperfeiçoamento dos projecto-lei em debate.

Os projecto-lei do PS (660/X) e do PCP (634/X) em discussão e, que pretendem implementar a Educação Sexual nas escolas, foram amplamente contestados pelos movimentos mais conservadores, que apontaram o dedo a questões como a falta da possibilidade de os pais poderem impedir os seus filhos de frequentar as aulas de Educação Sexual.

Outro dos pontos mais reclamados foi a falta de formação disponível para os professores, bem como a possibilidade de estes poderem objectar leccionar esta matéria por não se sentirem avontade sobre a mesma.

A questão de os pais poderem ou não optar por proibir que os seus filhos assistam ás aulas de Educação Sexual, foi a mais debatida, e rebatida, por organizações como Associação das Famílias Numerosas ou a Comissão Episcopal da Educação Cristã.

Pedro Lima Monteiro da "Associação Juntos Pela Vida", abriu a ronda de apresentações exibindo um powerpoint (único de todas as intervenções), onde apontou pontos de vista e alguns infelizes exemplos. Apontou que os projectos apresentados impõem o ensino da Educação Sexual a partir dos seis anos, e que estes projectos são a imposição sexual de uns sobre os outros.

A primeira intervenção do movimento GLBT foi protagonizada pelo Portal PortugalGay.pt, pela palavra do Editor João Paulo, que pediu que a Escola não fosse encarada como um complemento à Educação Sexual (ES) mas sim fosse responsável por educar os jovens para uma sexualidade responsável, saudável, e que respeite as diferentes formas de sexualidade. Aproveitando os números da Comissão para Igualdade de Género onde refere que mais de 50% dos jovens nunca falou de sexualidade com os seus pais. João Paulo perguntou que tipo de noção de família o PS se referia no seu artigo 4º, nº1, alínea c), se estavam a falar dos mais de 50% das famílias que não falam de sexualidade, ou dos outros mais de 40% que até falam sobre esta matéria.

Este e outros pontos foram ainda reforçados pela intervenção da Rede Ex-aequo que fez salientar as questões da identidade de género, enquanto António Serzedelo da Opus Gay, referiu que devíamos estar a falar de uma escola laica e não numa escola influenciada pela forças eclesiásticas, já Paulo Corte Real, Ilga Portugal, apontou que a liberdade tantas vezes apregoada por alguns dos intervenientes é parecida com a liberdade de uns para o silenciar de outros, referiu ainda que a liberdade é informar e em liberdade cada um poder escolher uma vez que detêm o conhecimento.

Contudo a intervenção que surpreendeu a sala foi a de um estudante, Gonçalo Castro, que começa por dizer que não era pai e que agradecia o facto á escola. Esta afirmação vem no seguimento de algumas intervenções fazerem cartaz com o facto de serem pais, e que por isso eles saberiam mais que os restantes do que se estava a falar.

Mas o jovem Gonçalo disse que embora os seus pais sejam pessoas bastante liberais nas questões do sexo, nem ele nem os pais se sentem confortáveis para debater o assunto entre si, por isso sugeriu que a ES fosse dada só a partir do nono ano, altura em que parece que os jovens tem maturidade para escolher a área que pretendem seguir no estudos, então também teriam para decidir se quereriam ir ou não ás aulas de ES.

E sobre a questão dos pais disse ainda, que na sua opinião os pais deviam ser informados da existência das aulas mas não serem estes a decidir se os seus filhos vão ou não ás mesmas.

Partidos Políticos

Presentes na sala estiveram alguns deputados que acompanharam o desenrolar dos trabalhos, enquanto os que faziam parte da mesa puderam entrevir no final.
Assim;

Ana Drago, salientou que o BE tem já muito trabalho realizado sobre esta matéria e que teve também um projecto-lei que foi reprovado pela assembleia. E não deixou de manifestar o seu desagrado, por algumas leituras que ela chamou de pervertidas da democracia, e da liberdade, “…liberdade sem acesso à informação não existe!”

Abel Batista do CDS-PP, reforça a ideia da autonomia e da liberdade das famílias, enquanto o deputado do PCP, Miguel Tiago, em jeito de resposta a algumas observações feitas, diz que a Educação Sexual não vai funcionar como uma varinha de condão e resolver todos os nossos problemas, mas que vai concerteza contribuir em muito para os minimizar.

Fernando Antunes, salientou o voto de confiança que deu ao projecto do PS, votando a favor do mesmo para que agora na discussão na especialidade possam melhorar pontos com os quais o PSD não concorda.

Já Luísa Salgueiro, do PS, deu a resposta à pergunta “onde estão os professores formados pela APF?”, comunicando que existem 13 mil professores já formados e que só ano passado (2008) formaram-se mais 600, assim como fez sentir a falta de informação e formação ainda vigente no nosso pais sobre ES referindo o números existentes de gravidezes juvenil, e da percentagem muito alta de infectados com doenças sexualmente transmissíveis no escalão com menos de 25 anos.

Ainda Helena Oliveira, coordenadora da Comissão, fez algumas referências ao que foi dito durante a Audição terminando com a frase, “Para haver consenso terá de haver respeito!”
Pelo menos durante a audição respeito houve... já o consenso é que parece mais difícil.

Retirado do site Portugal Gay

terça-feira, 14 de abril de 2009

Santo Onofre: uma causa de todos e todas!


(foto de Paulo Sousa)

Centenas de professores, alunos, auxiliares e tantos outros cidadãos juntaram-se esta terça-feira à porta da sede do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, para mostrar toda a solidariedade com os professores de uma escola exemplar que sofreu represálias políticas e autoritárias do Ministério da Educação.

A chuva caiu forte mas o entusiasmo e a força dos presentes estiveram sempre levantados. O SPGL montou um palco em cima de uma camioneta de caixa aberta que abrigou os oradores mas não as suas palavras, que tocaram fundo os que as ouviram. As faixas erguidas exigiam respeito e denunciavam a intenção do governo em destruir um projecto educativo de qualidade e atacar a autonomia das escolas.

No palco, intervieram:

Lina Esteves, Presidente do Conselho Executivo destituído pelo governo, e que agradeceu a solidariedade de todos e todas e mostrou uma extraordinária vontade de não desistir e continuar a lutar pela qualidade da escola pública

Manuel Micaelo, dirigente sindical do SPGL, que animou as hostes e denunciou a gritante falta de respeito com que o Ministério da Educação brindou esta escola

Rui Correia, professor na escola e ex-vice presidente do Conselho Executivo, que leu a moção aprovada pelos professores da escola e que foi subscrita pelos presentes (pode lê-la mais abaixo)

Tinta Ferreira, vereador da educação da autarquia local e que censurou a violação da autonomia das escolas patente na actuação do governo, revelando também que a Assembleia Municipal aprovou uma moção de solidariedade com o Agrupamento de Santo Onofre

Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda na Assembleia da República, que condenou a atitude de um governo que sacrificou a democracia e a qualidade da escola pública para preservar a sua lei e sancionar quem se lhe opõe politicamente.

Maria do Rosário Gama, Presidente do Conselho Executivo da Escola Infanta Dona Maria, recebeu igualmente um forte aplauso pela sua presença no protesto e pela solidariedade manifestada

Este é o nosso relato de uma acção de luta que valeu a pena e que tem que ser ampliada.

Vê também relatos e fotos de outros participantes na concentração, neste blogue e também neste.

Há também a notícia do Público e do Diário Iol

Moção Aprovada esta terça-feira:

No passado dia 2 de Abril de 2009, o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre, Caldas da Rainha, foi substituído por uma Comissão Administrativa Provisória, nomeada pela Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo. Este Conselho Executivo, assim exonerado, havia sido eleito nos termos da lei, completando o seu mandato em Junho de 2010. Baseia-se esta destituição no facto de não existir até à data de 31 de Março de 2009 os instrumentos e os órgãos considerados necessários para a eleição de um Director.

Na circunstância em que comunicou esta decisão aos elementos do Conselho Executivo, o Senhor Director Regional insistiu que esta deliberação não representa nenhum acto disciplinar por incumprimento de lei. Esta informação é consequente com a posição assumida pelos professores e educadores deste Agrupamento que consideram que não existem quaisquer fundamentos para esta extemporânea destituição.

Realce-se que o Conselho Executivo cumpriu todos os procedimentos necessários ao lançamento do processo de eleição do Conselho Geral. Ou seja, o Ministério demitiu um Conselho Executivo apenas porque este cumpriu as suas obrigações. Entre muitas coisas com lógica semelhante, seria como alguém ser multado por ter estacionado no sítio devido.

Sublinhe-se que não está, nem nunca esteve, em causa saber se estas escolas têm ou não uma direcção. Estas escolas já demonstraram serena e amplamente a sua idoneidade em resolver os seus problemas. Ao contrário do que afirma a Senhora Ministra da Educação, a comunidade quer esta escola. E tê-la-á como sempre teve: próxima e trabalhadora. Este agrupamento tem uma direcção, devidamente eleita, e não existe, nem nunca existiu, nenhuma espécie de vazio institucional. O único vazio foi criado, artificialmente, por esta exoneração.

Desejam os cidadãos abaixo identificados manifestar-se publicamente injuriados por se desonrar, desta forma insensata e extravagante, o mandato eleitoral de um Conselho Executivo. Não estão estes cidadãos disponíveis para aceitar, sem mais delongas, que um sufrágio universal, livre, legal e democrático não deva ser honrado, quando não se reportam fundamentos de justa causa. Não aceitamos que a democracia deva ficar à porta das escolas de Portugal; não aceitamos que o voto de todos seja percebido como um sistema que não serve para encontrar as melhores lideranças escolares.

Nenhuma literatura demonstra que uma liderança forte não possa ou não deva ser eleita por todos; nada permite concluir que um sistema unipessoal de gestão alguma vez tenha importado melhorias no rendimento dos nossos filhos e alunos. São outros e muito mais complexos os factores que determinam as notas dos alunos e a qualidade do ensino.

Acreditamos na representatividade democrática que rege os preceitos jurídicos que fundamentam a República Portuguesa. As escolas são, justamente, um lugar de privilégio para que os futuros cidadãos conheçam e aprendam ao longo de toda a sua escolaridade como a democraticidade constitui um factor de força, de união e de liderança e não de incúria, de fraqueza ou de resignação. E que um voto, qualquer que seja o voto, conta.

Caldas da Rainha, 14 de Abril de 2009"

Um terceiro período sem tréguas


Na primeira semana completa de aulas do 3º período decorrerá uma operação de consulta aos professores e educadores de todo o país, com reuniões em todas as escolas ou agrupamentos que receberá a designação de “Consulta Geral”.

"Nestas reuniões serão apuradas as formas de acção para prosseguir a luta, será efectuado um balanço dos avanços que se obtiveram neste percurso e que resultados devem ser exigidos para a melhoria das condições de trabalho dos docentes. Esta acção foi aprovada pela Plataforma Sindical de Professores e será realizada já partir de segunda-feira, dia 20, para se prolongar até sexta, dia 24", as declarações são de Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS).

"No decorrer da próxima semana será avaliada igualmente a disponibilidade dos professores e educadores para a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, na semana que termina em 16 de Maio ou de outras formas de luta a concretizar na mesma data", disse ainda Joaquim Páscoa.

Notícia daqui

Comentário:
O Movimento Escola Pública, coerente com as posições assumidas anteriormente, reafirma a sua convicção de que a forma mais eficaz para encostar o governo à parede e condicionar as políticas futuras será a realização de outra grande manifestação nacional, que volte a unir todos os professores, os que entregaram os objectivos individuais e os que não entregaram. Ora, para ser grande, deverá realizar-se num sábado. E por isso dizemos: 16 de Maio é uma data que queremos que faça história, tal como o 8 de Março e o 8 de Novembro. Defenderemos esta proposta nas reuniões nas escolas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Como chegar ao Agrupamento de Santo Onofre


Localização GPS:
latitude: 39°23'51"N
longitude: 9°08'26"W

Se vem de Óbidos pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda do emigrante (identificável por um conjunto escultórico constituído por uma grande porta de mármore negro, mesa e cadeiras). Vire à esquerda e vá sempre em frente. Depois de passar por uma rotunda por baixo de um viaduto ferroviário, vire à esquerda na rotunda seguinte. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem da Foz do Arelho
Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem de S. Martinho do Porto pela estrada nacional
Dirija-se até à rotunda de entrada na cidade (junto a um restaurante MacDonalds), vire à direita e vá sempre em frente. Vá sempre em frente nas duas próximas rotundas e passe pelo viaduto por cima da via-férrea. Ao chegar à rotunda da Expoeste, siga em frente até encontrar a rotunda dos Arneiros (Fonte Luminosa). Nessa rotunda que tem três direcções, vire na segunda à direita. Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e siga em frente. (Ver percurso vindo da Foz do Arelho)

Se vem do norte ou sul pela A8
Saia onde vir a placa Foz do Arelho (norte) ou Caldas da Rainha Centro (sul). Nas rotundas de saída da A8 siga na direcção de Caldas da Rainha (centro). Vá em frente até encontrar uma rotunda junto ao CENCAL e vire à direita. Vá sempre em frente passando por outra rotunda (ficando o hipermercado E. LECLERC à sua esquerda). Passe outra rotunda e siga em frente. Quando chegar à rotunda seguinte vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Se vem do Largo da Rainha
Siga pela estrada em direcção à Foz do Arelho. Passe por baixo de um viaduto ferroviário. Ao chegar à primeira rotunda (conjunto escultórico com figura feminina) vire à esquerda. Vá em frente até apanhar uma segunda rotunda. Nessa rotunda que tem três direcções, vire tudo à esquerda. Siga em frente até encontrar outra rotunda. Vire à direita. No cimo dessa estrada, vire à esquerda.

Mais informações aqui

A Ministra adora limpar quem lhe faz frente

(desenho do Antero Valério)
Todos à concentração de
solidariedade com os professores de Santo Onofre
Terça-feira, 14 de Abril, 18h, na Sede do Agrupamento EBI de Santo Onofre, Caldas da Raínha

A Ministra compensa os seus amigos...




Estas são as regalias para quem teve apenas sete reuniões plenárias em 11 meses. E diz que visitou 10 escolas. Basta ler as declarações deste senhor para perceber como todas estas benesses são pucas comparadas com os favores que faz à sua Ministra

Lê as notícias:

Viatura oficial e subsídio criticados

Sindicatos e media acusados de desinformação

Blogues influenciam actuação dos sindicatos de professores

domingo, 12 de abril de 2009

Uma Boa Páscoa


São os Votos do MEP

sexta-feira, 10 de abril de 2009

José Mário Branco convida...

MESA-REDONDA & DEBATE
"A luta dos professores e a defesa da Escola Pública"
sábado, 18 de Abril, às 15 horas
no Teatro da Comuna (Praça de Espanha, Lisboa)



Lista dos participantes, por ordem alfabética:

António Avelãs - presidente do SPGL, do secretariado da Fenprof
Carmelinda Pereira - da CDEP (Comissão de Defesa da Escola Pública)

Ilídio Trindade - do MUP (Mobilizar e Unir os Professores)

Jaime Pinho - do MEP (Movimento Escola Pública)

Mário Machaqueiro - da APEDE (Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino)

Octávio Gonçalves - do PROMOVA (Professores – Movimento de Valorização)

Sérgio Niza - do MEM (Movimento da Escola Moderna)

3ª Edição do Entreculturas - Barreiro




O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTO ANTÓNIO
ESCOLA SECUNDÁRIA DE SANTO ANTÓNIO,
NO BARREIRO

convida a participar na
FESTA da MULTICULTURALIDADE!
"Dois dias para mostra as realidades culturais que se fundem numa só, a interculturalidade.

É essa a nossa aposta nos dias 29 e 30 de Abril!

São 15 nacionalidades e origens diferentes, que convivem no dia a dia e que agora desejam mostrar e partilhar a sua IDENTIDADE e DIFERENÇA!"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Novas velhas propostas e tácticas do ME

Segundo o Jornal Público, o Ministério da Educação “admite” reduzir de 18 para 16 anos de serviço o tempo necessário para um professor poder concorrer a titular, tal como “admite” que haja um concurso extraordinário para professor titular. Com o compilar de propostas já apresentadas, o ME repete também as suas velhas tácticas: a táctica negocial batoteira de oferecer uma mão cheia de nada para ver se a trocamos por outra cheia de coisa nenhuma (se as quotas se mantêm, na quase totalidade dos casos fará pouca diferença o número de anos necessário para se concorrer tal como não fará muita diferença que haja outro concurso); a proposta feita a pensar no efeito mais mediático do que prático (dar a entender à opinião pública que se oferece muito aos intransigentes professores e que eles recusam o diálogo); e a táctica do dividir para reinar (lançar migalhas aos pombos, ver quem as agarra e virar uns contra outros...).

Santo Onofre - Estamos Contigo!

14 de Abril, das 18h às 21h

Concentração de Solidariedade com o agrupamento de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha

Após análise da situação do Agrupamento de Santo Onofre a Direcção do SPGL decidiu marcar uma reunião geral de professores e educadores na sede do agrupamento no próximo dia 14 (terça feira), das 19h às 21h.

Simultaneamente irá decorrer uma concentração de apoio frente à Escola EBI (Sede de Agrupamento), entre as 18h e as 21h.

O ME quer destruir um projecto pedagógico de sucesso!

Exigimos que respeitem esta escola! Exigimos que respeitem os seus docentes e alunos.

Quando Tivermos Directores Nas Escolas...


terça-feira, 7 de abril de 2009

Legislação para a candidatura - Escolas TEIP

Hiperligação para o documento em PDF

Não é verdade... pensar alguns mitos sobre a escola pública

Em alguns casos, é notória a tentação de olhar para os debates públicos e pensar que se pode encontrar por si só o santo graal da argumentação que dirime a questão de uma vez por todas. Noutros casos, a tendência auto-centrada não está disfarçada de individualismo egocêntrico mas surge através da colocação de fronteiras que nos faz apagar ou esquecer que muitos dos debates em que participamos são mais largos do que parecem, que imitam outros acontecidos noutros tempos ou que estão agora a acontecer noutros lugares.

É, assim, necessária quer a lucidez que nos faça perceber o que os discursos maioritários repetem, porque o fazem e como o fazem em latitudes diferentes, quer a humildade bastante para olhar de frente para o nosso próprio discurso (neste caso minoritário, já lá vamos) e perceber o que ele repete de outras posições já tomadas, para além de perceber o que nele ecoa ainda dessas repetições dos discursos maioritários. Em poucas palavras: analisar pressupostos.

Neste caso, no que diz respeito aos debates sobre a escola pública, aproveito um abaixo-assinado do Estado vizinho (do lado) para levantar os olhos e para perceber semelhanças numa deslocação que é mínima mas que penso ser proveitosa (ou melhor que o foi para mim…). O mesmo pretexto pode ser utilizado também para repensar os pressupostos dos discursos nativos sobre a escola e a educação.

Há um discurso sobre a “crise da escola”, sobre os “males das pedagogias progressistas” e mesmo sobre a natureza dos alunos que temos que se vai instalando, como uma espécie de senso comum em formação que é necessário encarar frontalmente. Porque as “verdades”, de tantas vezes repetidas, ganham tanta evidência que se tornam indiscutíveis reduzindo qualquer análise diferente a uma extravagância.

Vem tudo isto a propósito do “Manifesto Não é Verdade” lançado pela Rede Ires: Rede Investigação e Renovação Escolar um conjunto de professores/as de vários níveis de ensino do Estado Espanhol que procura assim desmontar um conjunto de verdades feitas que consideram infundadas, defendendo (de forma devidamente argumentada) que:

- Não é verdade que predomine nas escolas um modelo pedagógico diferente do tradicional.
- Não é verdade que nas escolas se tenham baixado os níveis de exigência.
- Não é verdade que os alunos e alunas sejam piores do que os de antigamente.
- Não é verdade que os professores e as professoras tenham um excesso de preparação pedagógica e um deficit de preparação em termos de conteúdos.

E defendendo uma alternativa:

“Alguns princípios orientadores da escola que necessitamos são os seguintes:
1. Centrada nos estudantes e no seu desenvolvimento integral (corporal, intelectual, social, prático, emocional e ético).
2. Com conteúdos básicos vinculados a problemáticas relevantes do nosso mundo, Procurando a qualidade frente à quantidade, a integração de matérias em vez da fragmentação.
3. Com metodologias de investigação que promovam aprendizagens concretas e funcionais, ao mesmo tempo que desenvolvam capacidades gerais como a de aprender a aprender. Onde o esforço necessário para aprender tenha sentido.
4. Com recursos didácticos e organizativos modernos e diversificados. Uma escola que utilize de forma inteligente e crítica os meios tecnológicos desta época.
5. Com formas de avaliação formativas e participativas que envolvam todos os implicados (estudantes, docentes, escolas, famílias e administração), que impulsionem a motivação interna para melhorar e que contemplem as pessoas em todas as suas dimensões.
6. Com docentes formados e identificados com a sua profissão. Mediadores críticos do conhecimento. Dispostos ao trabalho cooperativo e em rede. Estimulados para a inovação e a investigação.
7. Com uma proporção razoável de alunos por professor e com professores ajudantes. Com momentos para planificar, avaliar, formar-se e investigar.
8. Com um ambiente acolhedor, onde os tempos, espaços e mobiliário estimulem e respeitem as necessidades e os ritmos dos menores.
9. Impregnada de autonomia em toda a comunidade educativa. Que promova a co-responsabilidade dos alunos. Comprometida com o meio local e global.
10. Autenticamente pública e laica. Com um marco legal mínimo baseado em grandes finalidades e obtido por um amplo consenso político e social.

Não estamos a propor uma utopia. Existem docentes, estudantes, pais e mães que fazem realidade esta escola em muitos lugares, também entre nós. Para que deixem de ser apenas testemunhos isolados, é necessário vontade política, compromisso social e visão a longo prazo, como têm demonstrado outros países. Por isso, frente ao ensino tradicional que padecemos, afirmamos que: Outra escola é necessária, já existe e é possível.”

Reconhecem este tipo de discurso não reconhecem? Não faz mal, nós já sabemos a originalidade está sobre-avaliada e que é bom encontrar razões parecidas com as nossas.

Ler o manifesto completo aqui.
E, para quem queira, assinar aqui.

Carlos Carujo, São Brás de Alportel