
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Terça-feira greve entre as 8h e as 10h30

Não é uma forma de luta que entusiasme
Compreendemos que as negociações na Plataforma Sindical às vezes obriguem a cedências e daí que tenha saído isto da cartola.
Não deixamos de apelar à participação de todos os professores nesta pequena greve (vê aqui o pré-aviso). Mas sempre na certeza de que....
Sábado é que conta!
Compreendemos que as negociações na Plataforma Sindical às vezes obriguem a cedências e daí que tenha saído isto da cartola.
Não deixamos de apelar à participação de todos os professores nesta pequena greve (vê aqui o pré-aviso). Mas sempre na certeza de que....
Sábado é que conta!
Calções, curtos, alsas e mini-saias...

Recordo, com nostalgia, a minha bata branca da escola primária. A verdade é que tendo feito a escola primária num país africano, dava imenso jeito ter apenas uma bata para vestir e não ter nunca que pensar que roupa ia levar. Não senti que tal uniforme afectasse a construção da minha identidade, mas também não defendo o uniforme com o argumento de que o seu uso corrente nas escolas públicas tornaria todos iguais. Não é, nem será nunca uma bata branca ou qualquer uniforme que nos torna iguais, tal igualdade é apenas uma aparência. De facto os materiais que se guardam na mochila, os pequenos adereços, o modo de chegar à escola, a quantidade de dinheiro que se leva na carteira; são alguns dos muitos aspectos que poderia referir para evidenciar que há muitas formas de distinguir uma classe socioeconómica de pertença de uma criança/adolescente. A roupa que se leva para a escola, não me é, contudo, indiferente, mas temos que analisar a questão tanto do ponto de vista do ofício do professor como do ofício do aluno, uma vez que do ponto de vista social se trata do mesmo lugar para ambos.
Sabemos todos que a roupa é uma forma de expressão e comunicação, e não só da identidade que cada um quer revelar, como de rituais sociais que marcam lugares e modos sociais de ser e de estar. O uso criterioso de certos adereços, como uma gravata, a ida ao cabeleireiro em dias determinados, as pinturas no rosto,… são sinais de uma sociedade que sempre se construiu sob alguns rituais. E a socialização passa largamente pela interpretação desses sinais do que nos rodeia, pela capacidade de se situar face aos demais, de perceber o que é adequado e não é, em cada contexto. E, é verdade que como em tudo o que é social, há marcas de manutenção desses rituais e marcas de mudança desses padrões, caso contrário as mulheres ainda usariam espartilhos e não poderiam mostrar o tornozelo. A verdade é que sempre se calçou chinelos para ir à praia, mas só muito recentemente os miúdos os levam para a escola. É bom, é mau? Deve a escola regular o uso do vestuário das crianças e jovens? Poderá essa regulação constituir uma ameaça à liberdade individual de cada um? Poderá afectar a expressão da identidade do que cada um é e quer ser?
Conheci este tema antes de ser motivo de notícia, pela repreensão informal que foi feita a uma criança dos meus círculos familiares. De facto, num dia de mais calor ela andava de t-shirt na escola, tendo uma professora achado que tal indumentária não se adequava ao mês de Março, e fez-lhe um comentário desagradável que basicamente a acusava (a ela e às outras) de só se querer exibir. Ora todos sabemos que a adolescência parece ser acompanhada de um certo aumento da temperatura do corpo, não sei se isto é uma verdade científica, mas sei que os miúdos entre os 12 e os 18 parecem ter consideravelmente menos frio que os adultos e estão sempre prontos para não levar com eles os casacos.
Fiquei depois a saber que o uso de alças, saias curtas e calções se encontrava proibido no regulamento interno dessa escola (não foi a que foi alvo da notícia), mas como dizia a dita miúda: ninguém ligava. Compreendo os professores, até porque já fui confrontada com situações complexas do ponto de vista do vestuário, nomeadamente em situações de estágio, em que a idade dos alunos era outra e recomendava, portanto, outra consciência face ao uso da indumentária. Compreendo que ter miúdos de chinelos e calções na sala de aula nos dê a imagem de que ir para a praia e ir para a escola é, para eles, uma e a mesma coisa. Num crescente dessacralizar da escola como instituição social tudo nos parece ser mais uma coisa que pode ser entendida como um contributo para tal e a tentação de estabelecer limites é grande. E penso que sim, que deve haver limites, aliás as calças de cintura descaída e o uso precoce de pinturas no rosto são questões que têm sido alvo de algum proibicionismo, mesmo em países que se reclamam muito ciosos da liberdade individual, tal como nos Estados Unidos. Mas o modo como a regra se constrói é muito importante. E deve ser em diálogo com as crianças e os jovens que tal se faz, explicando nomeadamente que a roupa deve ser adaptada ao contexto em que estamos. Ensiná-los a compreender as regras sociais é uma tarefa básica da socialização, mas se tais regras forem excessivamente restritivas, depressa se tornaram tão absurdas como se tornaram os espartilhos. Convém pois usar o bom senso, o diálogo com os jovens e a construção com eles das regras que dizem respeito ao uso do vestuário, acentuando as diferenças que existem entre a escola e os outros locais, nomeadamente os de lazer. Dito isto parece-me um exagero proibir as alças quando sabemos que em Portugal pode fazer muito calor em Maio e Junho. Dito isto é preciso também dizer que o que se proíbe às crianças deve ser também interdito aos adultos e que por isso convém perceber com cuidado o que se acha bem e mal.
E sobretudo, que isto não se faça acentuando um lado pudico e moralista, como se fosse a pele exposta o motivo da indignação. Mais grave ainda, que não se atribua aos miúdos suspeitas de um exibicionismo sensual, como se a sua intenção fosse apenas a sedução. É caso para dizer que tais atribuições estão muitas vezes na cabeça de quem as faz e que os jovens têm uma naturalidade no modo como usam os calções e as mini saias que salvo raras excepções, não têm tal intenção de sedução. Uma sociedade proibicionista nunca é construtiva da própria liberdade, ela não ajuda os indivíduos a compreender a regra, só os ensina que serão sancionados se não as cumprirem. Não sei, portanto se há sequer necessidade de contemplar nos regulamentos de escola regras relativas ao vestuário, tendo mais a pensar que caso se veja necessidade se pode falar com as crianças e jovens sobre este assunto, usando, por exemplo, a aula de Formação Cívica, a direcção de turma, ou se considerado um problema mais grave e claramente identificado, um tutor.
A verdade é que a moda é nisto um factor de influência importante e que qualquer adolescente nos últimos anos dificilmente conseguiria comprar umas calças sem cintura descaída. Convém pois que as críticas sejam ponderadas face também a essas circunstâncias, pois se a escola não é um lugar qualquer, também não poderá ser um lugar indiferente ao mundo e fechado sobre si próprio.
23 de Maio 2008
Artigo de Clara Cibele, em escola.info
Sabemos todos que a roupa é uma forma de expressão e comunicação, e não só da identidade que cada um quer revelar, como de rituais sociais que marcam lugares e modos sociais de ser e de estar. O uso criterioso de certos adereços, como uma gravata, a ida ao cabeleireiro em dias determinados, as pinturas no rosto,… são sinais de uma sociedade que sempre se construiu sob alguns rituais. E a socialização passa largamente pela interpretação desses sinais do que nos rodeia, pela capacidade de se situar face aos demais, de perceber o que é adequado e não é, em cada contexto. E, é verdade que como em tudo o que é social, há marcas de manutenção desses rituais e marcas de mudança desses padrões, caso contrário as mulheres ainda usariam espartilhos e não poderiam mostrar o tornozelo. A verdade é que sempre se calçou chinelos para ir à praia, mas só muito recentemente os miúdos os levam para a escola. É bom, é mau? Deve a escola regular o uso do vestuário das crianças e jovens? Poderá essa regulação constituir uma ameaça à liberdade individual de cada um? Poderá afectar a expressão da identidade do que cada um é e quer ser?
Conheci este tema antes de ser motivo de notícia, pela repreensão informal que foi feita a uma criança dos meus círculos familiares. De facto, num dia de mais calor ela andava de t-shirt na escola, tendo uma professora achado que tal indumentária não se adequava ao mês de Março, e fez-lhe um comentário desagradável que basicamente a acusava (a ela e às outras) de só se querer exibir. Ora todos sabemos que a adolescência parece ser acompanhada de um certo aumento da temperatura do corpo, não sei se isto é uma verdade científica, mas sei que os miúdos entre os 12 e os 18 parecem ter consideravelmente menos frio que os adultos e estão sempre prontos para não levar com eles os casacos.
Fiquei depois a saber que o uso de alças, saias curtas e calções se encontrava proibido no regulamento interno dessa escola (não foi a que foi alvo da notícia), mas como dizia a dita miúda: ninguém ligava. Compreendo os professores, até porque já fui confrontada com situações complexas do ponto de vista do vestuário, nomeadamente em situações de estágio, em que a idade dos alunos era outra e recomendava, portanto, outra consciência face ao uso da indumentária. Compreendo que ter miúdos de chinelos e calções na sala de aula nos dê a imagem de que ir para a praia e ir para a escola é, para eles, uma e a mesma coisa. Num crescente dessacralizar da escola como instituição social tudo nos parece ser mais uma coisa que pode ser entendida como um contributo para tal e a tentação de estabelecer limites é grande. E penso que sim, que deve haver limites, aliás as calças de cintura descaída e o uso precoce de pinturas no rosto são questões que têm sido alvo de algum proibicionismo, mesmo em países que se reclamam muito ciosos da liberdade individual, tal como nos Estados Unidos. Mas o modo como a regra se constrói é muito importante. E deve ser em diálogo com as crianças e os jovens que tal se faz, explicando nomeadamente que a roupa deve ser adaptada ao contexto em que estamos. Ensiná-los a compreender as regras sociais é uma tarefa básica da socialização, mas se tais regras forem excessivamente restritivas, depressa se tornaram tão absurdas como se tornaram os espartilhos. Convém pois usar o bom senso, o diálogo com os jovens e a construção com eles das regras que dizem respeito ao uso do vestuário, acentuando as diferenças que existem entre a escola e os outros locais, nomeadamente os de lazer. Dito isto parece-me um exagero proibir as alças quando sabemos que em Portugal pode fazer muito calor em Maio e Junho. Dito isto é preciso também dizer que o que se proíbe às crianças deve ser também interdito aos adultos e que por isso convém perceber com cuidado o que se acha bem e mal.
E sobretudo, que isto não se faça acentuando um lado pudico e moralista, como se fosse a pele exposta o motivo da indignação. Mais grave ainda, que não se atribua aos miúdos suspeitas de um exibicionismo sensual, como se a sua intenção fosse apenas a sedução. É caso para dizer que tais atribuições estão muitas vezes na cabeça de quem as faz e que os jovens têm uma naturalidade no modo como usam os calções e as mini saias que salvo raras excepções, não têm tal intenção de sedução. Uma sociedade proibicionista nunca é construtiva da própria liberdade, ela não ajuda os indivíduos a compreender a regra, só os ensina que serão sancionados se não as cumprirem. Não sei, portanto se há sequer necessidade de contemplar nos regulamentos de escola regras relativas ao vestuário, tendo mais a pensar que caso se veja necessidade se pode falar com as crianças e jovens sobre este assunto, usando, por exemplo, a aula de Formação Cívica, a direcção de turma, ou se considerado um problema mais grave e claramente identificado, um tutor.
A verdade é que a moda é nisto um factor de influência importante e que qualquer adolescente nos últimos anos dificilmente conseguiria comprar umas calças sem cintura descaída. Convém pois que as críticas sejam ponderadas face também a essas circunstâncias, pois se a escola não é um lugar qualquer, também não poderá ser um lugar indiferente ao mundo e fechado sobre si próprio.
23 de Maio 2008
Artigo de Clara Cibele, em escola.info
domingo, 24 de maio de 2009
Eles estão com medo

Depois de anunciada a Manifestação de 30 de Novembro:
- Jorge Pedreira veio logo dizer que era inadmissível que se marcasse um protesto perto da data das eleições
- O governo suspendeu a mudança nos vínculos dos professores, preferindo ficar à espera de uma melhor oportunidade para voltar à carga
- A ministra veio logo fantasiar sobre reformas ganhas tentando o tudo por tudo para desincentivar a continuidade da luta dos professores
O governo tem medo do dia 30 de Maio. Façamos do seu receio realidade.
- Jorge Pedreira veio logo dizer que era inadmissível que se marcasse um protesto perto da data das eleições
- O governo suspendeu a mudança nos vínculos dos professores, preferindo ficar à espera de uma melhor oportunidade para voltar à carga
- A ministra veio logo fantasiar sobre reformas ganhas tentando o tudo por tudo para desincentivar a continuidade da luta dos professores
O governo tem medo do dia 30 de Maio. Façamos do seu receio realidade.
A importância de continuar a lutar

(cartaz daqui)
Sócrates é perigoso, sempre teve desprezo pela cultura e saber, e por aqueles que sabem mais do que ele, como os professores. Sempre detestou o estudo e os seus professores, e nutre por eles um ódio de estimação. Está consciente que a perda da maioria absoluta se deve em grande parte, para além das falcatruas em que sempre esteve metido, à luta justa que os professores travaram nestes últimos quatro anos, e que nunca irá esquecer...
Se ganhar as legislativas, não tenhamos dúvida que irá partir a espinha a todos os professores não deixando um vivo para contar a história do seu infortúnio. A todos os que não entregaram os OI mandará instaurar um processo disciplinar, à semelhança do que a ministra da educação sugeriu que os Presidentes dos Conselhos Executivos fizessem. Só que no próximo ano já não são os PCE que estão à frente das Escolas, mas os novos directores que caso não cumpram as sugestões da tutela, são corridos como aconteceu no Agrupamento de S. Onofre, em Fafe, em Tavira, ao colega Charrua, …
Não se esqueçam que estes directores foram escolhidos por um conselho geral transitório que termina funções e que os próximos directores serão escolhidos dentro do aparelho do partido.
A vida dos professores tornou-se num calvário, o ambiente nas Escolas está irrespirável, a desmotivação e total, os professores têm medo de falar, com o receio de ser perseguidos, sentem que a insegurança paira a cada esquina. O trabalho aumentou abruptamente, sem que se reflicta no sucesso dos alunos, a autoridade do professor foi abolida, sendo agredidos pelos alunos e encarregados de educação.
Se o Sócrates ganhar as próximas eleições com os directores coadjuvados pelos inspectores as Escolas tornar-se-ão uma arena inquisitória, onde os indesejáveis por razões partidárias, pessoas ou outras alheias à vida da Escola, serão expurgados do ensino.
Colega se gostas de ser professor, se defendes uma Escola Pública de qualidade, sem política, onde alunos e professores convivam em fraternidade, não deixes de participar na próxima manifestação independentemente de teres entregue os OI, porque se os entregastes foi contra a tua vontade e tens mais uma razão para manifestar a tua indignação. Esta será a tua última oportunidade para lutares por uma Escola democrática e justa, não te acomodes se não queres ver a tua vida transformada num Inferno. Quem foi capaz de correr com tantos milhares de colegas que deram uma vida à Escola, não se ensaia muito para mandar para a rua outros tantos, a legislação já foi publicada, agora só é necessário pôr os caciques a funcionar.
Se pensas que a reforma acabou, desengana-te, a procissão ainda vai no adro e se o PS voltar a ganhar… vais ver o que ainda te vai cair em cima …
Nas eleições Europeias não fiques em casa, aproveita para passares o primeiro cartão vermelho ao arrogante do Sócrates. Se ele ganhar ainda te vai esfolar até às legislativas.
Pára um bocadinho para pensar e vê no que se tornou o teu local de trabalho… e os alunos sempre a saber menos… Luta, não baixes os braços, dos fracos não reza a história. O Tipo não olha a meios para conseguir os fins. Se Sócrates tivesse um centésimo da dignidade e carácter de um professor, depois de tudo o que se descobriu a seu respeito já tinha desaparecido do planeta, mas ele é safado não tem um pingo de vergonha na cara, é um trapaceiro profissional.
Colega, faz do 30 de Maio um marco pela luta da preservação da democracia em Portugal.
Passa no mínimo a dez colegas …
(recebido por e-mail)
Sócrates é perigoso, sempre teve desprezo pela cultura e saber, e por aqueles que sabem mais do que ele, como os professores. Sempre detestou o estudo e os seus professores, e nutre por eles um ódio de estimação. Está consciente que a perda da maioria absoluta se deve em grande parte, para além das falcatruas em que sempre esteve metido, à luta justa que os professores travaram nestes últimos quatro anos, e que nunca irá esquecer...
Se ganhar as legislativas, não tenhamos dúvida que irá partir a espinha a todos os professores não deixando um vivo para contar a história do seu infortúnio. A todos os que não entregaram os OI mandará instaurar um processo disciplinar, à semelhança do que a ministra da educação sugeriu que os Presidentes dos Conselhos Executivos fizessem. Só que no próximo ano já não são os PCE que estão à frente das Escolas, mas os novos directores que caso não cumpram as sugestões da tutela, são corridos como aconteceu no Agrupamento de S. Onofre, em Fafe, em Tavira, ao colega Charrua, …
Não se esqueçam que estes directores foram escolhidos por um conselho geral transitório que termina funções e que os próximos directores serão escolhidos dentro do aparelho do partido.
A vida dos professores tornou-se num calvário, o ambiente nas Escolas está irrespirável, a desmotivação e total, os professores têm medo de falar, com o receio de ser perseguidos, sentem que a insegurança paira a cada esquina. O trabalho aumentou abruptamente, sem que se reflicta no sucesso dos alunos, a autoridade do professor foi abolida, sendo agredidos pelos alunos e encarregados de educação.
Se o Sócrates ganhar as próximas eleições com os directores coadjuvados pelos inspectores as Escolas tornar-se-ão uma arena inquisitória, onde os indesejáveis por razões partidárias, pessoas ou outras alheias à vida da Escola, serão expurgados do ensino.
Colega se gostas de ser professor, se defendes uma Escola Pública de qualidade, sem política, onde alunos e professores convivam em fraternidade, não deixes de participar na próxima manifestação independentemente de teres entregue os OI, porque se os entregastes foi contra a tua vontade e tens mais uma razão para manifestar a tua indignação. Esta será a tua última oportunidade para lutares por uma Escola democrática e justa, não te acomodes se não queres ver a tua vida transformada num Inferno. Quem foi capaz de correr com tantos milhares de colegas que deram uma vida à Escola, não se ensaia muito para mandar para a rua outros tantos, a legislação já foi publicada, agora só é necessário pôr os caciques a funcionar.
Se pensas que a reforma acabou, desengana-te, a procissão ainda vai no adro e se o PS voltar a ganhar… vais ver o que ainda te vai cair em cima …
Nas eleições Europeias não fiques em casa, aproveita para passares o primeiro cartão vermelho ao arrogante do Sócrates. Se ele ganhar ainda te vai esfolar até às legislativas.
Pára um bocadinho para pensar e vê no que se tornou o teu local de trabalho… e os alunos sempre a saber menos… Luta, não baixes os braços, dos fracos não reza a história. O Tipo não olha a meios para conseguir os fins. Se Sócrates tivesse um centésimo da dignidade e carácter de um professor, depois de tudo o que se descobriu a seu respeito já tinha desaparecido do planeta, mas ele é safado não tem um pingo de vergonha na cara, é um trapaceiro profissional.
Colega, faz do 30 de Maio um marco pela luta da preservação da democracia em Portugal.
Passa no mínimo a dez colegas …
(recebido por e-mail)
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Afinal, para quê tanto alarido?

Escola distribui preservativos há três anos sem polémicas
"Li os projectos de lei de educação sexual do PS e do PCP na diagonal e não vi nada de novo, nada que me surpreendesse. Na minha escola já há três anos que temos um gabinete onde professores e enfermeiros estão disponíveis para atender os alunos e onde disponibilizamos preservativos."
Ondina Freixo, 46 anos, professora de Biologia/Geologia, coordena a área da Educação para a Saúde no Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira,Viseu, e confessa não entender toda a "polémica" que este tema tem suscitado.
Na escola a que pertence, diz, não só as iniciativas relacionadas com a Educação Sexual são um sucesso, como "nunca houve problemas com um pai. Aliás, quando reunimos temos sempre connosco um representante da associação de pais", lembra.
A própria professora tem uma filha de 13 anos na escola. Tal como o director do agrupamento, Alcides Sarmento, que tem duas filhas, uma de 17 e outra com 14. "Acreditei no projecto e fomos vendo a sua aplicação. Visto em abstracto tive alguns receios, quando isto começou. Mas acho que para esta avaliação até conta mais a minha experiência como pai que como responsável escolar e concluí que acabou por facilitar a educação das minhas filhas."
O agrupamento de Moimenta da Beira não é o único no País a ter um gabinete de atendimento e a disponibilizar preservativos: há escolas, como a Lima de Freitas (Setúbal), onde há mais de dez anos se criaram gabinetes e, na sequência da lei de 1999, se disponibilizaram preservativos.
Legalmente, o acesso a preservativos nas escolas secundárias já está previsto desde 1999, mas o Ministério da Educação não tem dados sobre quantas o facultam
(Notícia do DN desta sexta-feira)
"Li os projectos de lei de educação sexual do PS e do PCP na diagonal e não vi nada de novo, nada que me surpreendesse. Na minha escola já há três anos que temos um gabinete onde professores e enfermeiros estão disponíveis para atender os alunos e onde disponibilizamos preservativos."
Ondina Freixo, 46 anos, professora de Biologia/Geologia, coordena a área da Educação para a Saúde no Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira,Viseu, e confessa não entender toda a "polémica" que este tema tem suscitado.
Na escola a que pertence, diz, não só as iniciativas relacionadas com a Educação Sexual são um sucesso, como "nunca houve problemas com um pai. Aliás, quando reunimos temos sempre connosco um representante da associação de pais", lembra.
A própria professora tem uma filha de 13 anos na escola. Tal como o director do agrupamento, Alcides Sarmento, que tem duas filhas, uma de 17 e outra com 14. "Acreditei no projecto e fomos vendo a sua aplicação. Visto em abstracto tive alguns receios, quando isto começou. Mas acho que para esta avaliação até conta mais a minha experiência como pai que como responsável escolar e concluí que acabou por facilitar a educação das minhas filhas."
O agrupamento de Moimenta da Beira não é o único no País a ter um gabinete de atendimento e a disponibilizar preservativos: há escolas, como a Lima de Freitas (Setúbal), onde há mais de dez anos se criaram gabinetes e, na sequência da lei de 1999, se disponibilizaram preservativos.
Legalmente, o acesso a preservativos nas escolas secundárias já está previsto desde 1999, mas o Ministério da Educação não tem dados sobre quantas o facultam
(Notícia do DN desta sexta-feira)
O problema do costume

Há muitos anos que ouvimos declarações bondosas sobre a necessidade da educação sexual. Descontando a irresponsabilidade do Papa nas declarações que fez sobre preservativos, ouvimos sempre que é preciso promover mais informação e mais discussão sobre o assunto.
Foi assim em todas as discussões sobre aborto: todos queriam "educação sexual" e uma aposta "na informação e contracepção". Foi assim quando se discutiu a "pílula do dia seguinte": todos diziam que, antes de mais, era preciso apostar na prevenção, e portanto na promoção do uso do preservativo. É assim sempre que sai um novo estudo sobre as práticas sexuais dos jovens, porque cada novo estudo confirma que são os jovens quem mais contribui para os novos casos de sida e que há uma percentagem demasiado grande de jovens que não utiliza preservativo nas suas primeiras relações sexuais. Na verdade, o preservativo é sempre muito importante e gera sempre todos os consensos até chegar a hora da verdade: a hora em que é preciso decidir e ser consequente.
O que se tem passado com a discussão da Educação Sexual é um bom exemplo deste paradoxo. O Bloco propôs uma lei, rapidamente chumbada pela maioria do Parlamento, que era corajosa: queríamos uma área curricular, queríamos uma bolsa de profissionais por cada agrupamento de escola e queríamos gabinetes a funcionar, com atendimento desses profissionais e com distribuição de contraceptivos. Era uma questão de responsabilidade.
O PS anunciou, pela voz dos seus jotas, um projecto "corajoso e inovador." Mas o caminho que a sua discussão tem levado já dá para perceber como vai acabar o filme.
Onde era preciso haver investimento em profissionais novos a assumir esta responsabilidade, insiste-se na sobrecarga dos professores que já têm outras funções na escola e no empurrar de responsabilidades para os "técnicos de saúde". Onde era preciso assegurar um horário onde a discussão acontecesse e a informação existisse, dilui-se na imposição de algumas horas distribuídas por outras disciplinas e áreas curriculares - e, claro, facultativas para os colégios católicos (Santos Silva dixit, como se os estudantes dessas escolas precisassem menos de protecção e informação que os outros jovens). Onde era preciso coragem para combater as vozes conservadoras que sempre se opõem à informação e o paternalismo dos que acham que os jovens não podem ter acesso a preservativos sem que isso seja acompanhado de uma lição de moral, existe no PS tibieza e recuo. Dizer que haverá preservativos nas escolas quando houver nas escolas técnicos de saúde é atirar essa escolha para as calendas - para que fique tudo exactamente como está. É uma solução que agradrá a hierarquia da Igreja e o PSD.
É pena. Porque é preciso encarar a realidade e ser sensato. Os jovens do secundário já têm, na sua maioria, uma vida sexual. E promover o contacto com os preservativos, método essencial de contracepção e de prevenção de doenças, é uma prioridade. É preciso que o preservativo seja uma coisa normal e que pôr o preservativo seja uma parte excitante e divertida do jogo sexual. É preciso, claro, que o preservativo se torne banal. Sem isso, continuaremos a lamentar hipocritamente as DST, a incidência da sida nos jovens e a gravidez na adolescência, ao mesmo tempo que ouviremos as vozes de sempre a dizer que a única solução é impor uma moral particular ou apelar (pregando no deserto) à abstinência.
Por momentos, chegou a parecer que alguma coisa ia acontecer na educação sexual em Portugal e que esta era a hora da coragem. Mas foi sol de pouca dura... O projecto dos deputados da JS deixava muito a desejar, mas pelo menos dava pequenos passos. Só que trazia consigo o problema de sempre: a maioria do PS e as suas crónicas hesitações. É também esse problema que precisamos de resolver.
Artigo de José Soeiro, publicado em esquerda.net
Foi assim em todas as discussões sobre aborto: todos queriam "educação sexual" e uma aposta "na informação e contracepção". Foi assim quando se discutiu a "pílula do dia seguinte": todos diziam que, antes de mais, era preciso apostar na prevenção, e portanto na promoção do uso do preservativo. É assim sempre que sai um novo estudo sobre as práticas sexuais dos jovens, porque cada novo estudo confirma que são os jovens quem mais contribui para os novos casos de sida e que há uma percentagem demasiado grande de jovens que não utiliza preservativo nas suas primeiras relações sexuais. Na verdade, o preservativo é sempre muito importante e gera sempre todos os consensos até chegar a hora da verdade: a hora em que é preciso decidir e ser consequente.
O que se tem passado com a discussão da Educação Sexual é um bom exemplo deste paradoxo. O Bloco propôs uma lei, rapidamente chumbada pela maioria do Parlamento, que era corajosa: queríamos uma área curricular, queríamos uma bolsa de profissionais por cada agrupamento de escola e queríamos gabinetes a funcionar, com atendimento desses profissionais e com distribuição de contraceptivos. Era uma questão de responsabilidade.
O PS anunciou, pela voz dos seus jotas, um projecto "corajoso e inovador." Mas o caminho que a sua discussão tem levado já dá para perceber como vai acabar o filme.
Onde era preciso haver investimento em profissionais novos a assumir esta responsabilidade, insiste-se na sobrecarga dos professores que já têm outras funções na escola e no empurrar de responsabilidades para os "técnicos de saúde". Onde era preciso assegurar um horário onde a discussão acontecesse e a informação existisse, dilui-se na imposição de algumas horas distribuídas por outras disciplinas e áreas curriculares - e, claro, facultativas para os colégios católicos (Santos Silva dixit, como se os estudantes dessas escolas precisassem menos de protecção e informação que os outros jovens). Onde era preciso coragem para combater as vozes conservadoras que sempre se opõem à informação e o paternalismo dos que acham que os jovens não podem ter acesso a preservativos sem que isso seja acompanhado de uma lição de moral, existe no PS tibieza e recuo. Dizer que haverá preservativos nas escolas quando houver nas escolas técnicos de saúde é atirar essa escolha para as calendas - para que fique tudo exactamente como está. É uma solução que agradrá a hierarquia da Igreja e o PSD.
É pena. Porque é preciso encarar a realidade e ser sensato. Os jovens do secundário já têm, na sua maioria, uma vida sexual. E promover o contacto com os preservativos, método essencial de contracepção e de prevenção de doenças, é uma prioridade. É preciso que o preservativo seja uma coisa normal e que pôr o preservativo seja uma parte excitante e divertida do jogo sexual. É preciso, claro, que o preservativo se torne banal. Sem isso, continuaremos a lamentar hipocritamente as DST, a incidência da sida nos jovens e a gravidez na adolescência, ao mesmo tempo que ouviremos as vozes de sempre a dizer que a única solução é impor uma moral particular ou apelar (pregando no deserto) à abstinência.
Por momentos, chegou a parecer que alguma coisa ia acontecer na educação sexual em Portugal e que esta era a hora da coragem. Mas foi sol de pouca dura... O projecto dos deputados da JS deixava muito a desejar, mas pelo menos dava pequenos passos. Só que trazia consigo o problema de sempre: a maioria do PS e as suas crónicas hesitações. É também esse problema que precisamos de resolver.
Artigo de José Soeiro, publicado em esquerda.net
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Os professores desmontarão na rua a manipulação do governo

A Ministra da Educação veio dizer que a avaliação de desempenho dos professores é "uma reforma ganha”. Afirmações destas são a prova mais evidente de que uma avaliação rigorosa nunca foi o objectivo deste governo. Os dois simplexs que a Ministra foi obrigada a apresentar depois das grandes moblizações dos professores transformaram o seu megalómano, burocrático, inviável e injusto modelo de avaliação numa farsa, num protocolo inútil. Para a esmagadora maioria dos professores resume-se à apresentação de uma folha com objectivos individuais e de uma ficha de auto-avaliação, em que a assiduidade releva como o factor mais importante na avaliação do desempenho.
Em nada se contribuiu para a melhoria das aprendizagem dos alunos. Bem pelo contrário. A Ministra sabe-o. Sabe que não haverá este ano nenhuma avaliação rigorosa. Mas isso pouco interessa, tudo se joga ao nível da imagem e da manipulação: as eleições estão à porta e o governo tem que mostrar obra feita. Só que a farsa não pode ser mantida durante muito mais tempo. As suas palavras podem valer para os mais desatentos nas eleições, mas depressa vão chocar com a realidade.
Os professores têm uma grande oportunidade de destapar a careca deste governo: é já no dia 30 de Maio que precisamos de um sinal forte de todos os que, cendendo a uma ameaça insuportável, entregaram os objectivos individuais. A Ministra quer usá-los como números da sua vitória mas os professores vão estragar-lhe a festa.
Em nada se contribuiu para a melhoria das aprendizagem dos alunos. Bem pelo contrário. A Ministra sabe-o. Sabe que não haverá este ano nenhuma avaliação rigorosa. Mas isso pouco interessa, tudo se joga ao nível da imagem e da manipulação: as eleições estão à porta e o governo tem que mostrar obra feita. Só que a farsa não pode ser mantida durante muito mais tempo. As suas palavras podem valer para os mais desatentos nas eleições, mas depressa vão chocar com a realidade.
Os professores têm uma grande oportunidade de destapar a careca deste governo: é já no dia 30 de Maio que precisamos de um sinal forte de todos os que, cendendo a uma ameaça insuportável, entregaram os objectivos individuais. A Ministra quer usá-los como números da sua vitória mas os professores vão estragar-lhe a festa.
SPGL: Lista A vence eleições

Embora não sejam ainda resultados finais (estão em actualização aqui) já é certa a vitória da Lista A.
MAG e Direcção Central
Lista A - 2869 votos
Lista B - 1641
Conselho Geral
Lista A - 2689
Lista B - 1430
Lista C - 210
Lista D - 247
Conselho Fiscal
Lista A - 2752
Lista B - 1485
Lista C - 305
Direcção Regional de Lisboa
Lista A - 1239
Lista B - 703
Lista C - 164
Direcção Regional do Oeste
Lista A - 318
Lista B - 175
Direcção Regional de Setúbal
Lista A - 746
Lista B - 477
Direcção Regional de Santarém
Lista A - 484
Lista B - 168
MAG e Direcção Central
Lista A - 2869 votos
Lista B - 1641
Conselho Geral
Lista A - 2689
Lista B - 1430
Lista C - 210
Lista D - 247
Conselho Fiscal
Lista A - 2752
Lista B - 1485
Lista C - 305
Direcção Regional de Lisboa
Lista A - 1239
Lista B - 703
Lista C - 164
Direcção Regional do Oeste
Lista A - 318
Lista B - 175
Direcção Regional de Setúbal
Lista A - 746
Lista B - 477
Direcção Regional de Santarém
Lista A - 484
Lista B - 168
“Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”
Ainda a propósito da visita a Ovar, da Ministra da Educação, que, sem que os próprios profissionais e comunidade em geral soubessem, visitou a Secundária Júlio Dinis e de forma “meia” camuflada na comunidade local (só com a imprensa mais mediática atrás de si) participou no dia do Patrono na Secundária Dr. José Macedo Fragateiro. E quando estão em calendário de luta e resistência, no caso dos docentes, jornadas como a do dia 26, com paralisação entre as 8h e as 10h30. Um dia nacional de protesto e de luto, que só pode culminar com mais uma grandiosa manifestação em Lisboa no dia 30, para que se repitam mais de 100 mil vozes, que bem podiam gritar em honra do poeta, “Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não”.Nesta hora de mobilização e exigência de mais unidade em defesa da Escola Pública e defesa da dignidade dos profissionais da educação, é gratificante recorrer a um desabafo de uma docente, a propósito da visita da Ministra a Ovar.
“7 de Maio de 2009, dia do patrono da ES/3 Dr. José Macedo Fragateiro. A Ministra da Educação aproveitou a efeméride para ir à escola entregar diplomas e, supostamente, ver a Escola antes das obras que aí vão ser realizadas. Tudo ocorreu com grande secretismo, mas, no próprio dia, adivinhava-se que a visita ia mesmo acontecer.
Ao final da tarde, no exterior, foram-se juntando professores/as de várias escolas de Ovar, vestidos de luto, que de mãos dadas em silêncio, foram ladeando a porta de entrada da escola, por onde presumivelmente passaria o carro da ministra.
Finalmente chegou, mas “num golpe de rins” o carro guinou para um portão lateral.
Maria de Lurdes Rodrigues teve medo daquele luto e daquele silêncio. A indignação foi tão grande que, espontaneamente, em coro (forte, muito forte) os professores gritaram: "há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não!". Foi um momento de grande emoção colectiva.
Dentro da escola os professores também vestiam de luto.
A ministra entrou, falou, entregou diplomas, mas os professores mantiveram-se obstinadamente juntos e silenciosos. Depois o "Canto Décimo", também de luto vestido dedicou o seu canto aos professores portugueses, e à memória de José Fragateiro, evocando a frontalidade democrática que o caracterizava, e que o faria, certamente, estar ao lado dos professores, nestes tempos tão difíceis que estão a passar.
No fim da sessão, um grupo de professores entregou à Ministra um documento de protesto, que deixamos aqui, para que conste. A resistência continua! E a Ministra foi-se embora sem visitar a Escola."
Mas para completar a notícia que em primeira-mão tinha sido divulgada no Movimento Escola Pública, fica aqui agora o texto entregue à responsável pelo Ministério da Educação.
Senhora Ministra da Educação
Excelência
Hoje, dia 7 de Maio de 2009, a nossa Escola – a Escola Secundária com 3.º Ciclo do E.B. José Macedo Fragateiro – está em festa.
Durante todo o dia foi possível verificar, em muitos dos nossos espaços interiores e exteriores, o profissionalismo, a dedicação e empenho dos professores, dos alunos e dos funcionários que integram o conjunto da nossa comunidade escolar.
Ao longo do dia, por entre todas as actividades aqui realizadas, pudemos também perceber e sentir o espírito e a presença do legado que nos deixou o nosso patrono, colega e companheiro de alguns de nós em tempos difíceis do nosso sistema educativo, o Dr. José Macedo Fragateiro
O Dr. Fragateiro foi e continua a ser para nós um modelo de pedagogo que, sem alaridos nem arruaça, soube mostrar-nos (a professores, a alunos e a funcionários) como se deve combater pela liberdade, pela justiça e pela qualidade da escola pública. O Dr. Fragateiro foi e continuará a ser para nós um exemplo de cidadão que não verga a cerviz e não cede a tiques de autoritarismo ou à imposição de quaisquer tipo de mordaça ou inibição da liberdade e autonomia que deve reger o verdadeiro trabalho docente (um magistério!) nem ficaria indiferente perante toda e qualquer manifestação de ataque à dignidade e prestígio da função docente. Se cá estivesse ainda, certamente estaria ao nosso lado e não aceitaria a perda da democracia na gestão das escolas nem alinharia com processos de pseudo-avaliação de desempenho docente nem com a divisão da nossa carreira em diferentes categorias.
Neste dia, portanto, que foi de festa e de alegria, não poderíamos deixar de lhe manifestar – em nome da grande maioria dos professores desta escola – a nossa tristeza e mágoa por tudo o que o seu Ministério nos tem feito e continua a fazer, destruindo a nossa vontade de trabalhar mais e sempre em prol da formação dos nossos alunos como cidadãos livres, críticos e independentes.
A senhora Ministra sabe certamente as razões por que lhe dizemos isto.
Professores da Escola Sec. José Macedo Fragateiro
José Lopes (Ovar)
(imagem daqui)
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Reunião aberta para preparar a manifestação

Além de discutir as próximas inciativas do MEP, esta reunião destina-se a preparar a Manifestação de 30 de Maio.
Aproximamo-nos da última semana de mobilização para mais um grande momento de expressão da força e união dos professores contra esta política educativa.
É por isso urgente juntar, convencer, convocar, mobilizar. Teremos na reunião cartazes e panfletos para distribuir nas escolas.
Debateremos ideias e palavras de ordem para colorir a manifestação e para projectar o dia seguinte.
A Reunião é aberta a todos e todas. Vem ajudar a construir a luta pela escola pública!
Reunião aberta do Movimento Escola Pública
Sábado, 23 de Maio, 16h, Casa do Brasil de Lisboa
Rua São Pedro de Alcântara, 63 - 1º direito (ao Bairro Alto)
Aproximamo-nos da última semana de mobilização para mais um grande momento de expressão da força e união dos professores contra esta política educativa.
É por isso urgente juntar, convencer, convocar, mobilizar. Teremos na reunião cartazes e panfletos para distribuir nas escolas.
Debateremos ideias e palavras de ordem para colorir a manifestação e para projectar o dia seguinte.
A Reunião é aberta a todos e todas. Vem ajudar a construir a luta pela escola pública!
Reunião aberta do Movimento Escola Pública
Sábado, 23 de Maio, 16h, Casa do Brasil de Lisboa
Rua São Pedro de Alcântara, 63 - 1º direito (ao Bairro Alto)
Nós vamos!

A Manifestação do próximo dia 30 é o momento em que os professores voltam a unir-se contra esta política educativa.
Experimentemos outra vez a nossa força na rua. Ela já deu frutos no passado: o modelo de avaliação do governo é agora um conjunto de cacos.
Voltar à rua é condição para que o governo não apanhe os cacos um a um.
Voltar à rua é urgente para impor outros recuos bem mais fundos: contra a divisão da carreira, pela escola pública inclusiva.
Sim. Vale a pena. Nós vamos. Somos muitos. Podemos.
Experimentemos outra vez a nossa força na rua. Ela já deu frutos no passado: o modelo de avaliação do governo é agora um conjunto de cacos.
Voltar à rua é condição para que o governo não apanhe os cacos um a um.
Voltar à rua é urgente para impor outros recuos bem mais fundos: contra a divisão da carreira, pela escola pública inclusiva.
Sim. Vale a pena. Nós vamos. Somos muitos. Podemos.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Desperdício

Comecei hoje a escrevinhar umas linhas promissoras sobre o debate em torno da educação sexual, que está agora em discussão na AR - tema importante (a que prometo voltar...) - mas abandonei o texto a meio. O "tema do dia " na educação revelou ser outro. Não queria deixar passar o rebuliço mediático sem esboçar algumas ideias sobre o assunto - e o assunto é, obviamente, a gravação áudio da "aula" de uma professora de História, em Espinho.
Primeira reacção: confesso que acho o comportamento da professora aterrador. Bem sei que o som foi cortado, que ouço frases sem contextualização. Certo. Mas nada, nada justifica o tom, o método retórico e o conteúdo desproporcionado e desadequado da professora.
Segundo, é difícil fazer um debate sério sobre a crise e os desafios que se colocam à escola pública quando somos sucessivamente colocados perante a mediatização distorcida do quotidiano da escola pública - a Escola só tornada visível no espaço político nos seus aspectos extremos e inusuais (o caso do telemóvel, os casos de violência contra professores).
Terceiro, parece que estamos sempre perante a generalização abusiva da excepção e o silêncio sobre os problemas estruturais. Isto é, creio que este caso é excepcional dado o desvario do discurso da professora (ou seja, não é um caso de falta de profissionalismo, é antes um caso de desadequação total para as funções). Este não deve, portanto, servir de indicador para discutir o problema da qualidade profissional dos docentes da escola pública. Mas a verdade é que a qualidade da formação dos professores - científica e pedagógica - é um problema, e deve ser discutido seriamente.
Concluindo: este caso merece discussão no espaço público porque revela falhas graves da escola pública. Simultaneamente, a sua divulgação parece encandear o campo político da educação e distorce a visão que a opinião pública tem da escola.
Atrever-me-ia a dizer que, medidas as devidas proporções, o modelo de avaliação proposto pelo ME provocou algo semelhante: quis colocar sobre os professores a "culpa" dos problemas do sistema educativo, e nunca cuidou de trabalhar para a qualificação dos professores. Distorceu o debate, e por isso impediu a discussão dos reais problemas.
Quatro anos de governação e fica esta sensação - desperdício. Parece que estamos sempre a repetir discussões espúrias, e há tanto que fica por fazer.
Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, no blogue “Passos Perdidos da Educação”, do Expresso
Primeira reacção: confesso que acho o comportamento da professora aterrador. Bem sei que o som foi cortado, que ouço frases sem contextualização. Certo. Mas nada, nada justifica o tom, o método retórico e o conteúdo desproporcionado e desadequado da professora.
Segundo, é difícil fazer um debate sério sobre a crise e os desafios que se colocam à escola pública quando somos sucessivamente colocados perante a mediatização distorcida do quotidiano da escola pública - a Escola só tornada visível no espaço político nos seus aspectos extremos e inusuais (o caso do telemóvel, os casos de violência contra professores).
Terceiro, parece que estamos sempre perante a generalização abusiva da excepção e o silêncio sobre os problemas estruturais. Isto é, creio que este caso é excepcional dado o desvario do discurso da professora (ou seja, não é um caso de falta de profissionalismo, é antes um caso de desadequação total para as funções). Este não deve, portanto, servir de indicador para discutir o problema da qualidade profissional dos docentes da escola pública. Mas a verdade é que a qualidade da formação dos professores - científica e pedagógica - é um problema, e deve ser discutido seriamente.
Concluindo: este caso merece discussão no espaço público porque revela falhas graves da escola pública. Simultaneamente, a sua divulgação parece encandear o campo político da educação e distorce a visão que a opinião pública tem da escola.
Atrever-me-ia a dizer que, medidas as devidas proporções, o modelo de avaliação proposto pelo ME provocou algo semelhante: quis colocar sobre os professores a "culpa" dos problemas do sistema educativo, e nunca cuidou de trabalhar para a qualificação dos professores. Distorceu o debate, e por isso impediu a discussão dos reais problemas.
Quatro anos de governação e fica esta sensação - desperdício. Parece que estamos sempre a repetir discussões espúrias, e há tanto que fica por fazer.
Ana Drago, deputada do Bloco de Esquerda, no blogue “Passos Perdidos da Educação”, do Expresso
Listas provisórias de ordenação e exclusão - Concurso de colocação de professores 2009
Consultar
www.dgrhe.min-edu.pt
ou
www.sipe.pt
Reclamação integrada - 5 dias úteis após a saída das listas.
Consultar Aviso nº 9730/2009
www.dgrhe.min-edu.pt
ou
www.sipe.pt
Reclamação integrada - 5 dias úteis após a saída das listas.
Consultar Aviso nº 9730/2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)








