segunda-feira, 27 de julho de 2009

Professores sujeitos à lei da selva


O Grupo GPS Educação e Formação, com mais de 20 escolas, exige aos professores cartas de despedimento no início de cada ano lectivo. Docentes falam de um 'polvo' de ilegalidades e terror. Director desmente tudo, mas PJ confirma investigações.

A 31 de Agosto, muitos serão os professores das mais de 20 escolas e colégios do Grupo GPS Educação e Formação, com sede no Louriçal, concelho de Pombal, que poderão cessar o contrato. Não por serem dispensados, mas porque os próprios foram obrigados a assinar uma carta de despedimento no início do ano lectivo, ao mesmo tempo que assinavam ou renovavam contrato, mesmo quando já lá leccionam há anos suficientes para fazerem parte dos quadros das escolas.

Lê aqui toda a notícia do JN

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lembram-se dele?


João Rendeiro foi constituído arguido no caso BPP. Abuso de confiança, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, burla e fraude fiscal qualificadas, são os crimes de que Rendeiro é suspeito. A medida de coação que lhe foi aplicada foi a de Termo de Identidade e Residência.

Lembram-se de quem é João Rendeiro?

Rendeiro é também o porta-voz da EPIS (Empresários Pela Inclusão Social), estrutura que em concertação com o Ministério da Educação desenvolve actividades nas escolas, de carácter mais do que duvidoso. Para perceber lê o post:
A escola empresa dos banqueiros e da ministra

Homofobia na escola no Brasil e em Portugal ou mais uma razão para uma Educação Sexual que respeite as diferenças


Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Vê aqui

Quando assumiu sua homossexualidade, Hernanny Queiroz tinha 16 anos e cursava o 2° ano do ensino médio. As piadas e xingamentos que ele ouvia frequentemente acabaram fazendo com que fosse reprovado aquele ano. "Eu comecei a não ir mais para o colégio, faltei tanto que repeti. Quando eu ia as pessoas falavam mal de mim e sempre acabava dando confusão", lembra. Vê aqui

E em Portugal....
Pelo menos seis jovens agredidos por causa da sua orientação sexual abandonaram precocemente a escola, segundo o relatório de 2008 da Rede Ex Aequo - Associação de Jovens Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgéneros e Simpatizantes. A associação recebeu um total de 92 denúncias de discriminação - 19 das quais relatam agressões físicas - e exige do governo medidas urgentes para mudar esta realidade. Vê aqui

A luta não acabou


Vamos considerar, como hipótese académica, que o governo renasce das cinzas depois das férias. Que o ME abre um novo concurso para professores titulares e que passa para a opinião pública a ideia de que com este “nova” medida os professores foram reconquistados. Serão utilizados os números, previsivelmente elevados, de candidatos ao concurso para demonstrar essa reconciliação. E que até os opinadores mais consagrados acreditam na propaganda. Será que a plataforma sindical tem a sua máquina oleada? Será que é possível montar a tenda em Lisboa em apenas duas semanas? Há trabalho de casa para as férias? Os delegados e os activistas estão a ser preparados para o que der e vier?…

Excerto do Post de Miguel Pinto em OutrÒÓlhar

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A histeria das nove


No meio da crise, dos escândalos da economia de casino, do desemprego, a transição do 8.º para o 9.º ano de um aluno com 9 negativas ganhou honras de escândalo nacional. E a direita baba-se com estas histórias.

Vale a pena lembrar que, diversamente dos ex-governantes na barra dos tribunais, os professores e a escola que avaliaram este aluno não cometeram nenhuma ilegalidade.

No frenesim, e porque é fraca e preconceituosa a relação entre práticas nas escolas e investigação, de pouco serve o que a segunda tem trazido à luz do dia sobre a retenção: na maioria das vezes, um prejuízo para todos, a começar pelos próprios alunos e alunas. As razões são simples: o que a escola oferece ao “chumbado” é mais do mesmo. Aliás, mente-se, o aluno foi transitado para ser enfiado num Curso de Educação e Formação. Calam-se as bocas, esquece-se o aluno.

Por que é que não se discute esta forma airosa de resolver as dificuldades de aprendizagem quando, mais uma vez, a situação se reporta a um caso “sociofamiliar grave”? Não os escandaliza abrir os olhos e ver para o que serve, e a quem serve, a oferta profissionalizante da Sra. Ministra? Escândalo é os filhos e filhas dos graves casos sociofamiliares, e outros tantos quadros graves, serem despachados para uma oferta de ensino de segunda, perdendo a igualdade de sucesso a que têm, pela lei, direito.

No entanto, de toda a verborreia escrita sobre o assunto justifica-se algum respeito pela que vem de professores e professoras, do canto da solidão. Falam e escrevem sabendo muito bem que o sistema de ensino está dividido em ciclos e a sua base de sustentação não é anual, é plurianual. Sabem muito bem que prestam contas pelos seus alunos e alunas na base de um perfil de desempenho de ciclo, e não de ano. Porém também sabem que falta o psicólogo ou a assistente social ou o tutor ou o mediador ou tempo, ou meios e condições para a flexibilização do currículo, ou… Sabem, bem demais, que estão demasiado sós e muitas vezes impotentes.

É esta angústia que merece respeito. Porque a demais verborreia salazarenta que continua a associar insucesso a chumbo não vale nada, menos ainda face às exigências de qualidade da escola pública.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Teimosia reprovada passa para novo ano


A nova preparação do novo ano lectivo em marcha, tal como vem sendo prática usual na educação, é feita sem que se faça uma verdadeira e indispensável reflexão sobre o trabalho desenvolvido no ano transacto, que permita retirar conclusões muito para além das meras e burocráticas estatísticas.

Trabalho de que resultou mais uma vez, e pese embora todos os meios informáticos disponíveis, toneladas de papel imprimido com relatórios e mais relatórios, que se acumulam nas escolas a uma velocidade vertiginosa nos últimos anos, derivada deste tipo de produção de escrita, resultante da política seguida, que parece de forma cínica, “castigar” os docentes, obrigando-os a fazer uma espécie de TPC antes do seu direito ao gozo de férias, retemperadoras de energias para mais um ano, que se adivinha começar a ser ainda marcado pela teimosia da actual Ministra da Educação no que toca, nomeadamente ao modelo de avaliação, que apesar de reprovada pelos professores passa para novo ano.

Também neste capítulo da avaliação, que mais ensombrou o último ano lectivo, os responsáveis pela educação em Portugal, negam-se a retirar lições de um processo que provocou a maior e gigantesca indignação dos docentes. Politica que humilhou e desmoralizou grande parte deste grupo profissional, que era muito da alma da escola portuguesa, em que só a sua postura responsável, empenhada e de aprofundamento pedagógico através da investigação, tantas vezes por conta própria, por amor à arte de ensinar, tornou possível atrasar o cenário deprimente que os governantes foram traçando para a escola pública.

Neste quadro não será de estranhar que as diferentes organizações sindicais de professores, manifestem inquietação e contestação às intenções do Ministério da Educação, que insiste no caminho do afrontamento através da continuação do actual modelo de avaliação simplex, através da prorrogação do regime simplificado. Modelo que de forma significativa os docentes contestaram por diferentes formas até ao final do ano lectivo e só deve ter um destino, a suspensão. Decisão que o Ministério e o Governo de Sócrates, insiste em não querer compreender, mesmo vindo reconhecer o adiamento para a próxima legislatura, da aprovação de alterações ao modelo que viu ser na prática derrotado pelas extraordinárias e inovadoras formas de protesto dos professores, dos seus sindicatos e movimentos que proporcionaram um novo colorido e estimulo à luta dos docentes em Portugal.

Se os vários intervenientes na educação se debruçassem seriamente sobre as consequências nefastas que resultaram para as comunidade escolares da politica seguida pelo Ministério no que toca ao tipo de avaliação imposta, certamente que nesta altura, se estaria a negociar responsavelmente um modelo de avaliação adequado, coerente e eficaz, que não tivesse como objectivo dividir este grupo profissional e sobretudo reduzir custos com congelamento de carreiras, cuja progressão está completamente limitada, com evidentes sacrifícios para os jovens professores cada vez mais proletarizados.

Assim na mesma linha da arrogância que tem caracterizado a governação, às comunidades educativas resta partilhar e vivenciar naturais focos de indignação que tal politica fomenta, transportando para o novo ano, os problemas e as razões que deram origem a grandiosas manifestações, que podem ter sido decisivas para as mudanças que todos anseiam nas próximas legislativas. Uma oportunidade que as principais vitimas de tanta humilhação não deixaram de perder a oportunidade de ter uma palavra a dizer, neste caso através do voto.

José Lopes (Ovar)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Educação sexual: dados e opiniões


“Um conhecimento superficial patente num estudo levado a cabo pela Associação Portuguesa para o Planeamento da Família, no ano passado, em 63 escolas de todo o país, como milhares de alunos. Numa escala de 27 itens, a maior parte dos discentes respondeu bem. O problema foi quando se aprofundaram as coisas. Fatalmente, no que dizia respeito a métodos contraceptivos e às infecções sexualmente transmissíveis, a percentagem de respostas correctas caiu imenso. Basicamente, pouco sabem em profundidade sobre como evitar uma gravidez ou uma infecção sexualmente transmissível.”
Excerto de um artigo do JN sobre a Educação Sexual, que merece ser lido.

Leia também outros posts do MEP sobre este assunto:
Abaixo o Obscurantismo
O país do “Faz de Conta”

Morreu Adriano Teixeira de Sousa

“O Adriano morreu. Todos sabíamos que esta notícia nos cairia em cima: a atroz doença que dia a dia o minava não nos deixava qualquer esperança. E apesar disso, as palavras magoam.

Ao Adriano, que conheci no secretariado nacional da Fenprof, chamava eu “o homem mais bonito do Norte” : o homem do sorriso verdadeiro, o homem a quem recorríamos quando era necessário fazer as pontes entre opiniões ou propostas contraditórias. O homem calmo mas de convicções fortes.

A morte é sempre um absurdo necessário. Mas não é justo que os deuses, certamente por ciúmes, nos tenham levado tão cedo um dos melhores de entre nós: o Adriano – o homem mais bonito do norte.

António Avelãs”

Adriano Teixeira de Sousa era Membro do Secretariado e do Conselho Nacional da FENPROF e da Direcção do Sindicato dos Professores do Norte (SPN).

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Avaliação: quatro anos de farsa


A Ministra da Educação diz que vai manter o Simplex 2. Quanto muito, admite um Simplex 3, através de alguns retoques ao Simplex 2. E é isto: quatro anos deste governo resumem-se a esta farsa: um modelo tão burocrático que para ser aplicado teve que se desfazer em cacos, não significando absolutamente nada do ponto de vista da melhoria pedagógica das aulas. Quatro anos a dizer que ia avaliar os professores e o máximo que conseguiu Maria de Lurdes Rodrigues foi uma ficha administrativa e de assiduidade.

E é em nome desta farsa que alguns Directores, paus-mandados, cães de fila, ou outros nomes piores, querem prejudicar os colegas, não aceitando a ficha de avaliação dos que não entregaram objectivos individuais. É a fuga para a frente dos que enchem a barriga com novos poderes...mas tanta altivez vai concerteza estatelar-se no chão mais cedo do que tarde.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Santo Onofre: a arrogância burocrática não funcionou


“Segundo informações que vou recebendo a comissão administrativa provisória (CAP) do agrupamento de escolas de Santo Onofre apresentou em bloco a sua demissão. Não consegui confirmar se se demitiram ou se foram demitidos.

Comecei a receber esta informação ontem e o facto foi hoje renovado. Informaram-me que foi o próprio coordenador da CAP que o divulgou hoje numa reunião realizada numa das escolas do agrupamento.”

Paulo Prudêncio, in Correntes

Comentário:

O governo quis impor uma Comissão Administrativa contra os professores e contra os alunos, quando o anterior Conselho Executivo vinha fazendo uma gestão de sucesso que fez do Agrupamento de Santo Onofre uma escola modelo. Pelos vistos, a Comissão Administrativa não aguentou a pressão ou não foi capaz de fazer frente à decência de quem exigia justiça. A confirmar-se esta notícia, é a arrogância e a burocracia que saem derrotadas. E ganham a escola e a democracia

Recibos verdes nas AECs: Será desta que acabam? E o que fica?


“O Governo aprova hoje um decreto que pretende acabar com os cerca de 15 mil técnicos de actividades de enriquecimento curricular do primeiro ciclo do Ensino Básico, contratados a "recibo verdes".”

Vê a notícia da TSF e a do Público

A confirmar-se é uma boa notícia, embora deixe muitas coisas por resolver:

E a intermediação das empresas de trabalho temporário ou de serviços? As câmaras ficam proibidas de recorrer a estas empresas e são obrigadas a estabelecer os contratos directamente com os professores?

Por outro lado, considera este Ministério que contratos de um ano significa estabilidade profissional? Se os técnicos/professores são necessários, por que motivo não entram nos quadros?

E sobra ainda a outra questão: a música e o inglês não deviam ser integrados no currículo normal? Com mais professores e técnicos especializados nos quadros das escolas? Não seria melhor fazer dos horários das AECs verdadeiros tempos livres, com ATLs gratuitos?

“A Ministra”: uma leitura recomendada


Recentemente editado, o livro “A Ministra” escrito pelo professor de Filosofia na Escola Secundária de Mem Martins, Luís Martins, com pseudónimo Miguel Real, foi certamente, neste período de férias, uma das obras escolhidas por muitos portugueses, desde logo os professores que se revêem na sibilina crítica à politica de educação do actual governo, “corporizada numa mulher fria, calculista e maquiavélica” como escreve o jornalista Pedro Almeida Vieira na introdução da entrevista à Noticias Sábado (NS) do autor da obra literária que promete dar polémica.

Admitindo haver uma ligação à actualidade da politica de educação em Portugal, Miguel Real, afirma que “A política de educação seguida por este governo, pelo primeiro-ministro e pela ministra, foi feita de maneira ostensiva, burocrática e sem diálogo (…) O governo pretende que os professores façam do aluno exclusivamente um homem tecnológico e num prazo de quatro anos ou cinco anos” acrescentando este professor / escritor, tratar-se de “uma politica pombalina” que admite, que José Sócrates quer seguir e por isso, “quer ferozmente, desenhar um homem tecnológico, vazio de alma, não investindo na cultura”. Mas como tão bem identifica este conhecedor da matéria, “A educação é o coração da cultura, a alma cívica. E estamos simplesmente a dar matéria e com os níveis de exigência a baixar. Ou seja, a preparar um aluno a ser apenas apto para executar uma profissão”.

À pergunta se é necessariamente mau preparar um aluno para executar uma profissão, Miguel Real, não desarma e insiste na denúncia do caminho que está a ser trilhado, afirmando, “É mau porque estamos a criar pessoas como se fossem robots” ou seja, conclui sem hesitações, “Na escola pensada por José Sócrates não se quer dar valores nem cultura, apenas o mínimo de princípios cívicos que fazem parte do politicamente correcto tecnológico” e acrescenta, que “A escola deve dar um ensino humanista”.

Interessante é a definição das diferenças das duas formas de ensino, que levam o entrevistado a dar como exemplo, que “Tanto a educação tecnológica como a humanista dão valor aos bons alunos. Mas a educação tecnológica até dá mais: dinheiro. Nos últimos anos, o Ministério da Educação entrega cheques aos alunos em função das notas” por isso, como adianta “Em termos de mensagem, significa que todo o esforço mental e de raciocínio é transformável em dinheiro. Numa escola humanista dar-se-ia, por exemplo, férias culturais, um cartão de entrada para museus, livros, isenção futura em propinas. Dar dinheiro vivo é algo abjecto, feito por quem apenas vê dinheiro à frente. É conspurcar a educação. E isso define, em absoluto, a senhora ministra da Educação: só vê números, só vê objectos e estatísticas” fantástico, até pela coragem neste tempo que considera, que o primeiro-ministro quer seguir o “sonho pombalino”, com todos os riscos que isso contem.

O que espera então este professor de Filosofia que venha a suceder no futuro da educação e do ensino em Portugal? A resposta é peremptória ao assumir que “A actual ministra da educação é a pior desde o 25 de Abril” e assim sendo só admite que depois dela venha um ministro humanista.

José Lopes (Ovar)

Concentração de professores não colocados é na 5 de Outubro

É às 14h30. Esta é a terceira mudança no local da reunião. O Ministério não tem vergonha na cara. Sabe que a perdeu e por isso já não tem nada a perder. É a táctica do quanto mais besta melhor. Vê aqui mais informação

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Até a OCDE lhes falha

Depois da trapalhada dos números e dos discursos acerca dos exames nacionais, agora é outro dos pilares da encenação de rigor do Ministério da Educação que está a ruir. A OCDE, que também foi instrumentalizada no discurso do Ministério com o objectivo de colocá-la a sancionar as suas políticas, vem agora “considerar que o actual modelo causa focos de tensão e deve funcionar como futura base de trabalho” segundo a TSF.

E, mais uma vez, a Ministra tenta tapar o sol com a peneira agora dizendo que é apenas “um contributo técnico para a melhoria do modelo de avaliação”. O tipo de contributos que ela recusou até agora e que mais parece ser uma crítica que compromete ainda mais o modelo esburaco de avaliação que se tenta impor às escolas.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A concentração itinerante

O Ministério da Educação vai mudar outra vez o local da reunião com a FENPROF. Desta feita a indicação é que é na DGRHE, na 24 de Julho, à mesma hora.

Parece que o Ministério da Educação anda a fugir porque tem medo da concentração de professores/as. Depois disto, só temos que lhe dar razões para ter medo e aparecer onde quer que seja. Porque por mais que deslocalize as suas reuniões não vai demover quem tem mais do que razões para protestar. É que, senhora ministra, nós, contratados/as e qzp, já estamos habituados a andar com a trouxa às costas e não é assim tão fácil escapar-nos. E vá reunir para onde for, não consegue fugir à triste realidade que criou na educação em Portugal.

Carlos Carujo

Do uso político dos exames nacionais

A capa do Jornal “Público” de hoje salienta a inconsistência das posições da Ministra da Educação relativamente aos exames de Matemática. Os/as os professores/as já tinham reparado nela. Maria de Lurdes fica presa entre a apropriação dos resultados positivos para a finalidade política de defender que a melhoria se deve ao trabalho do seu Ministério (e dos professores e das escolas também, vá lá…) e a desculpabilização do Ministério dos resultados negativos, culpando a falta de trabalho dos alunos e sobretudo a comunicação social que teria influenciado esta falta de trabalho dando a entender que seria tudo muito fácil em ano eleitoral. Se tudo correu bem fui eu, se tudo correr mal foram eles, isto no espaço de semanas.

Percebe-se a aflição de um Ministério que vê os seus dogmas de suposto rigor postos em causa: quando o rigor são números desgarrados lidos de forma leviana e quando ao qualidade de ensino se reduz à existência de exames, estes resultados devem doer muito. Com o seu orgulho burocrático ferido de morte, Maria de Lurdes, mesmo tendo amigos bem colocados no topo da hierarquia, terá muita dificuldade em ter avaliação final positiva. Isto a menos que construa uma grelha bonita ou um portefólio catita justificar isso, que o rigor do seu sistema de avaliação é suficientemente flexível para que tudo se resolva pela aparência de seriedade e que se envolva de um paleio engana-tolos. Ou não.

Carlos Carujo, São Brás de Alportel (até ao fim do mês que depois logo se vê)

Concentração de professores não colocados mudou de local


Passa para a sede do CNE (Rua Florbela Espanca) e é às 14h30. Na quinta - feira, dia 16 de Julho.

Concentração de professores alterada

O Ministério da Educação alterou a hora e o local da reunião com a FENPROF que coincidia com a concentração de Professores descolocados no concurso. Assim, a concentração passa para as 14,30 horas na sede do CNE, Rua Florbela Espanca, em Alvalade, bairro dos Coruchéus.

A urgência de participar e de lutar contra a precariedade mantém-se.