
segunda-feira, 10 de março de 2008
Proibido parar!
O Movimento Escola Pública congratula-se com o mar de professoras e professores que marchou em Lisboa. Foi uma manifestação impressionante. Muitas pessoas participaram pela primeira vez num acto deste tipo, e outras há muitos anos que já não o faziam.Somos muitos, estamos juntos e temos força. Sem dúvida, bastante mais de metade dos professores veio para a rua gritar. A este somam-se os que gostavam de ter estado e não puderam. E, no meio dos 100 mil manifestantes, sabemos que estavam também muitos cidadãos, não professores, mas que estão seriamente preocupados com os ataques à escola pública protagonizados por esta ministra e por este governo.
Os professores contam com as solidariedade de muitos sectores da população. E de muitos pais, que em nada se revêem nas posições da Confap. Aliás, bastantes federações de pais já se vieram demarcar da posição de apoio à ministra protagonizada pela Confap. Sente-se o crescimento desta solidariedade com os professores, em defesa da escola pública, da democracia e da igualdade.
Exigimos de imediato a demissão desta Ministra, que já chumbou tanto nas políticas como na postura, e exigimos a suspensão imediata deste processo de avaliação.
Exigimos de imediato a demissão desta Ministra, que já chumbou tanto nas políticas como na postura, e exigimos a suspensão imediata deste processo de avaliação.
Empenhamo-nos desde já em participar em todas as acções de luta a desenvolver nas escolas e fora delas. Os conselhos pedagógicos e as assembleias de escola devem resistir a qualquer tentativa burocrática de impor este processo de avaliação de desempenho, que coloca professores contra professores, consome demasiadas energias, promove pequenas mas perigosas coutadas, e ignora o trabalho em equipa e solidário.
Mas convidamos também toda a população a juntar-se a todas as acções de protesto, sejam elas desencadeadas por sindicatos, grupos ou movimentos de professores. Esta não é apenas uma luta dos professores, é de todos os que defendem uma escola pública solidária e democrática.
Movimento Escola Pública Democracia e Igualdade
sábado, 8 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
TODOS À MANIFESTAÇÃO!!

A arrogância e prepotência deste Ministério não serve a escola pública nem os desafios que ela tem pela frente.
Não à avaliação burocrática, aos presidentes-capatazes, aos professores divididos entre sargentos e soldados rasos. Não à escola-empresa.
SIM às práticas democráticas e de participação, capazes de envolver famílias e comunidade;
SIM à criação de condições nas escolas para enfrentar o desafio da diversidade social e cultural e permitir o sucesso;
SIM à avaliação, porque @s professores não têm medo, desde que ela seja séria e valorize a profissão e o trabalho em equipa.
TOD@S À MANIFESTAÇÃO DE 8 DE MARÇO
MINISTRA PARA A RUA! NOVAS POLÍTICAS!
14H30 MARQUÊS DE POMBAL
Educação e Administração Interna, a mesma luta!

“Foi solicitado a todos os comandos da PSP que obtivessem dados relacionados com o número estimado de pessoas a deslocar-se à cidade de Lisboa, o número de autocarros envolvidos no seu transporte e horários previstos de chegada” - Direcção Nacional da PSP.
"Achei estranhíssimo e não percebemos de que modo as informações recolhidas na escola podem servir para a PSP se organizar em matéria de segurança" – professora de uma das escolas visitadas pela PSP
"deram a desculpa que era para orientar o trânsito mas é evidente que era para nos intimidar. Há muitas formas de matar coelhos" – outro professor
Será que as visitas feitas às escolas são uma forma de garantir menos gente na manifestação, por questões de segurança? Já não é a primeira vez que o governo tenta usar esta táctica. Mas o tiro tem-lhe saído pela culatra
"Achei estranhíssimo e não percebemos de que modo as informações recolhidas na escola podem servir para a PSP se organizar em matéria de segurança" – professora de uma das escolas visitadas pela PSP
"deram a desculpa que era para orientar o trânsito mas é evidente que era para nos intimidar. Há muitas formas de matar coelhos" – outro professor
Será que as visitas feitas às escolas são uma forma de garantir menos gente na manifestação, por questões de segurança? Já não é a primeira vez que o governo tenta usar esta táctica. Mas o tiro tem-lhe saído pela culatra
Cerca de 800 Professores saíram à rua em Portimão

Tal como tem acontecido por todo o país, em Portimão os Professores e Educadores saíram à rua contra as políticas do governo Sócrates e da ministra da Educação, fazendo uma concentração hoje, dia 6 de Março, pelas 17. 30 horas, frente à Câmara Municipal de Portimão. Este protesto convocado à margem dos sindicatos, pelo Movimento de Professores Indignados de Portimão e pelo Movimento Escola Pública pela Igualdade e Democracia, através de SMS, mails e blogues, juntou cerca de 800 docentes.
Tratou-se de um grande movimento de indignação realizado na principal cidade do Barlavento algarvio por movimentos independentes que complementam a acção dos sindicatos, tendo recebido o apoio do SPZS/FENPROF.
Os professores gritaram bem alto contra o modelo de avaliação prepotente e punitivo imposto pelo Ministério da Educação, contra todas estas políticas educativas do governo Sócrates/PS e a sua gritante incompetência. Gritaram bem alto em defesa da Escola Pública e que estava na hora da Ministra ir embora e que no dia 8 de Março estariam em peso em Lisboa na grande marcha da indignação.
Esta concentração de professores mereceu o apoio de Manuel da Luz, socialista, Presidente da Câmara Municipal de Portimão, que se juntou aos manifestantes dizendo que estava solidário com os professores e que alguns aspectos tinham de ser alteradas no processo de avaliação.
João Vasconcelos - Portimão
quinta-feira, 6 de março de 2008
O Rossio é pequenino para tanta gente
Afinal, a Marcha da Indignação já não pára no Rossio, segue caminho até ao Terreiro do Paço. Não é para menos: 600 autocarros já estão lotados e são esperados mais de 50 mil professores.Ah, e além dos professores do ensino superior, também se vão juntar à manifestação os professores do ensino privado e os funcionários não docentes das escolas. O mérito deste ministério é mesmo só um: unir todos e mais alguns.
Ontem, foram 1500 em Vila Real e em Santarém, e 500 em Chaves, Bragança, Barreiro e Lamego. Hoje é a vez de Portimão, Seixal, Matosinhos e outra vez Santarém (agenda do lado direito).
quarta-feira, 5 de março de 2008
Respeitinho é bonito
Eis um exemplo dos "super-directores" ao abrigo do novo modelo de gestão das escolas:"No caso de alguns professores do Conselho Executivo [da Escola EB2,3 Correia de Mateus, em Leiria] vir a renunciar ao cargo, a docente explica que se for apenas um pode ser substituído. Sendo dois ou três, toda a equipa cai. Sendo assim, num processo normal, proceder-se-ia a uma nova eleição. Como se aproxima a mudança de gestão que o Ministério da Educação quer impor, deverá ser a Direcção Regional do Centro a indicar quem fica a gerir a escola. Esperança Barcelos admitiu, em conversa com outra professora, que poderá vir a ser a primeira directora no novo sistema de gestão", in Diário de Notícias de hoje.
Dá para acreditar? A senhora, que se chama Esperança e é autora da ficha de avaliação que pune os professores que disserem mal do sistema educativo, tem a esperança de vir a ser super-directora com o novo modelo de gestão das escolas. Quem saír dos carris leva nota zero na avaliação. Haverá esperança?
Dá para acreditar? A senhora, que se chama Esperança e é autora da ficha de avaliação que pune os professores que disserem mal do sistema educativo, tem a esperança de vir a ser super-directora com o novo modelo de gestão das escolas. Quem saír dos carris leva nota zero na avaliação. Haverá esperança?
3 mil professores manifestaram-se em Faro
A manifestação dos professores de Faro foi provavelmente a maior manifestação realizada naquela cidade nas últimas duas décadas. Também em Beja, cerca de 500 professores protestaram contra as polítcas de Maria de lurdes Rodrigues. Hoje há concentrações em Lamego, Vila Real, Barreiro e Vila do Conde (agenda do lado direito)
terça-feira, 4 de março de 2008
ALGUNS PROCURAM LANÇAR PAIS CONTRA PROFESSORES...
Penso ser visível o esforço desta Ministra em manter uma estreita ligação aos representantes das Associações de Pais a nível nacional, procurando dessa forma encontrar algum apoio, que dê alguma credibilidade ao essencial da sua política. É assim com esta Ministra e foi no passado com outros Ministros.Naturalmente que os pais, que na sua maioria procuram o bem-estar dos seus filhos, têm noção da importância do papel do professor no sistema e da necessidade de que qualquer reforma não poder ser feita contra eles. É também verdade que o Ministério faz um grande esforço por tomar algumas medidas que respondam a algumas expectativas dos representantes dos pais nas suas Associações.
Tal como no passado e entre muitos, lembro apenas o caso do Dec.lei 115/A-98, que deu representação aos pais nos órgãos da escola e nunca foi regulamentado, o que na prática sempre dificultou e muito essa participação e foi usado pelo então Ministério. No presente refiro apenas a nova proposta de gestão escolar, em que o Ministério pretende reforçar o número de pais no Conselho Geral, sem se saber bem como, pois as Associações têm noção que o mais importante é criarem-se condições para a sua real participação, quer a nível legislativo quer a nível da relação com os responsáveis das DREs e da resposta positiva e em tempo oportuno a muitos problemas que lhes são colocados.
Mas o certo é que este discurso serve de bombom para procurar neutralizar os pais, e em particular os seus representantes.
Penso que hoje em dia poucos serão os professores que colocam em causa a participação dos pais e da comunidade na vida regular das escolas e por isso parece-me fundamental a existência de um estreitamento de relações que permita lealdade e respeito pela parceria entre ambas as partes, para que mais facilmente possa ser entendido pelos pais o que está em causa na presente luta dos professores.
Esta relação poderá anular a postura, que alguns dirigentes do Movimento Associativo de Pais entendem ser apropriada, ao permitirem ser usados como defesas das políticas desenvolvidas.
Esta é uma matéria que actualmente divide os representantes dos pais, razão pela qual não se pode generalizar a ideia que as Associações de Pais estão a ser usadas pela Ministra.
No interior do Movimento Associativo de Pais, esta é uma matéria que esta a ser fortemente debatida e tal como sempre defendi, um mau pai não permite generalizar a todos os pais, como um mau professor não permite generalizar a todos os professores.
Mas também importa realçar que a defesa da escola pública é claramente indissociável ao papel da actual maioria das Associações de Pais, como foi reafirmado nas Assembleias Gerais da Confap, em Gondomar no dia 2 de Março e também da Ferlap, no dia 23 de Fevereiro.
Os pais pretendem de facto que o Ministério encontre resposta às questões dos professores, de forma a evitar que o desgaste e a desconfiança da classe docente, possa em algum momento reflectir-se no ensino. Sabemos que como em qualquer profissão, a motivação é essencial, por isso é urgente que esta equipa ministerial seja substituída, pois já deu mostras da incapacidade de consensualizar todas as partes no sistema educativo. Acima de tudo, em nome de todos os alunos
Vitor Sarmento – ex presidente da CONFAP
Mais quatro mil professores
Ministra apanhada outra vez....
"Não vou fazer qualquer alteração [na ficha] porque é um instrumento de trabalho elaborado para ir a discussão no Conselho Pedagógico do próximo dia 12." disse ao Diário de Notícias a Presidente do Conselho Executivo (CE) da Escola EB23 Correia Mateus, de Leiria, Esperança Barcelos. Diz que não volta atrás e afirma que não recebeu qualquer indicação do Ministério da Educação (ME) para o fazer.Isto tudo sobre a ficha de avaliação que pune os professores que verbalizarem críticas ao sistema educativo. Bonito. Há apenas quatro dias a Ministra disse que o Conselho Pedagógico daquela escola já tinha deliberado negativamente aquela proposta. Afinal, ainda nem reuniu e a proposta mantém-se. E a presidente apoia.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Sessão de apresentação do Manifesto em Faro
O Movimento Escola Pública realizou em Faro no Sábado, dia 1 de Março, uma sessão de apresentação.
No vivo e participado debate foi salientado o carácter neo-conservador das reformas do governo, introduzidas exactamente segundo o mesmo modelo do Governo deThatcher, e em toda a Europa protagonizadas por forças políticas da área da direita liberal do CDS e do PSD.
Foi também constatada a necessidade de um movimento de cidadãos, integrando professores, mas também pais, agentes culturais, académicos, ou outros, capaz de promover o debate gerador de propostas para a requalificação da EscolaPública. Aspectos como o funcionamento democrático das escolas, do sórgãos de gestão à sala de aula, os perigos que resultam da Municipalização e o papel formador e social da escola foram focados como tópicos em que a escola deve reflectir e sobre os quais importa desenvolver propostas fundamentadas.
No vivo e participado debate foi salientado o carácter neo-conservador das reformas do governo, introduzidas exactamente segundo o mesmo modelo do Governo deThatcher, e em toda a Europa protagonizadas por forças políticas da área da direita liberal do CDS e do PSD.
Foi também constatada a necessidade de um movimento de cidadãos, integrando professores, mas também pais, agentes culturais, académicos, ou outros, capaz de promover o debate gerador de propostas para a requalificação da EscolaPública. Aspectos como o funcionamento democrático das escolas, do sórgãos de gestão à sala de aula, os perigos que resultam da Municipalização e o papel formador e social da escola foram focados como tópicos em que a escola deve reflectir e sobre os quais importa desenvolver propostas fundamentadas.


domingo, 2 de março de 2008
Fim de semana em cheio, os protestos continuam
Mais um fim de semana em cheio na capacidade de mobilização dos professores portugueses. Na sexta-feira à noite houve protestos em Braga e Torres Vedras e no Sábado em Setúbal e Viana do Castelo. Veja as fotos da manifestação de setúbal (fotos de José Carrilho) e em baixo notícia da Lusa sobre esta concentração, com declarações de João Madeira do Movimento Escola Pública.




Setúbal, Portugal 01/03/2008 18:20 (LUSA)
Setúbal, 01 Mar (Lusa)
Cerca de 500 professores juntaram-se hoje na Praça do Bocage, em Setúbal, em protesto contra o sistema de avaliação de professores e o novo modelo de gestão das escolas, numa concentração convocada através de mensagens de telemóvel.
Os professores acenaram com lenços brancos e entoaram palavras de ordem a exigir a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, num protesto que prometem continuar, como disse à lusa João Madeira, do Movimento Escola Pública - Igualdade e Democracia.
“É um protesto generalizado que tem vindo a surgir de forma espontânea em todo o país. Há vários movimentos no terreno que resultam do desconforto e do inconformismo muito grande que existe nas escolas”, disse João Madeira, solidário com o protesto que decorreu em Setúbal.
“É preciso que a ministra e a equipa ministerial se demitam porque neste momento já não conseguem estabelecer pontes de diálogo seja com quem for”, acrescentou João Madeira, reafirmando que o encontro foi convocado de forma espontânea a exemplo do que tem vindo a acontecer noutras cidades.
Alguns professores apelaram aos pais dos alunos para acompanharem de perto a luta que estão a desenvolver contra a política do Ministério da Educação porque, segundo dizem, “não têm tempo para fazer o que é mais importante”.
“Eu peço a atenção dos pais para aquilo que se está a passar, porque nós não temos tempo para fazer aquilo que é importante e que é o que melhor sabemos fazer: trabalhar com os miúdos, motivá-los, mudar estratégias”, disse à Lusa uma professora do ensino secundário que participou na concentração da Praça do Bocage.
“Os alunos são os principais prejudicados”, concluiu.




Setúbal, Portugal 01/03/2008 18:20 (LUSA)
Setúbal, 01 Mar (Lusa)
Cerca de 500 professores juntaram-se hoje na Praça do Bocage, em Setúbal, em protesto contra o sistema de avaliação de professores e o novo modelo de gestão das escolas, numa concentração convocada através de mensagens de telemóvel.
Os professores acenaram com lenços brancos e entoaram palavras de ordem a exigir a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, num protesto que prometem continuar, como disse à lusa João Madeira, do Movimento Escola Pública - Igualdade e Democracia.
“É um protesto generalizado que tem vindo a surgir de forma espontânea em todo o país. Há vários movimentos no terreno que resultam do desconforto e do inconformismo muito grande que existe nas escolas”, disse João Madeira, solidário com o protesto que decorreu em Setúbal.
“É preciso que a ministra e a equipa ministerial se demitam porque neste momento já não conseguem estabelecer pontes de diálogo seja com quem for”, acrescentou João Madeira, reafirmando que o encontro foi convocado de forma espontânea a exemplo do que tem vindo a acontecer noutras cidades.
Alguns professores apelaram aos pais dos alunos para acompanharem de perto a luta que estão a desenvolver contra a política do Ministério da Educação porque, segundo dizem, “não têm tempo para fazer o que é mais importante”.
“Eu peço a atenção dos pais para aquilo que se está a passar, porque nós não temos tempo para fazer aquilo que é importante e que é o que melhor sabemos fazer: trabalhar com os miúdos, motivá-los, mudar estratégias”, disse à Lusa uma professora do ensino secundário que participou na concentração da Praça do Bocage.
“Os alunos são os principais prejudicados”, concluiu.
5000 professores em Braga exigem demissão da ministra
“Docentes dão corpo ao maior protesto de sempre em Braga” titula a edição de hoje, sábado, do diário de Braga, Correio do Minho. “Cerca de 5000 docentes concentraram-se ontem à noite na Avenida Central, mostrando o seu descontentamento contra a política educativa. Entre outras reivindicações pedem a demissão da ministra da Educação” noticia o diário local. (leia em baixo o texto de Custódio Braga, do Movimento Escola Pública)




A manifestação de professores, convocada por SMS, que circulava desde segunda-feira, e que proclamava: “"Professores do distrito de Braga lutam pela dignidade e respeito a que têm direito. Todos, sexta-feira, na Avenida Central, 21.30. Traz uma vela.", foi uma das maiores manifestações que já percorreu as ruas desta cidade. Quando as maiores manifestações sindicais distritais da União dos Sindicatos raramente têm contado com mais de um milhar de manifestantes, a dimensão desta manifestação é bem a medida da revolta e da vontade de mudança que grassam entre estes profissionais.
O inusitado trânsito automóvel nos acessos ao centro da cidade àquela hora já anunciava o sucesso da convocatória anónima do protesto. Em frente à Arcada, foram-se concentrando professoras e professores de todo o distrito, de todos os graus de ensino, incluindo professores da Universidade do Minho. Ali estavam também professores veteranos, tanto como jovens professores. Num ambiente de alegre combatividade, reencontravam-se colegas e prognosticava-se o “prazo de validade” da ministra.
A manifestação arrancou encabeçada por um grupo de professores da Escola Secundária Sá de Miranda, provavelmente autores da convocatória, com uma faixa que dizia: “Assim não se pode ser professor”. Os dirigentes da secção de Braga do SPN, que tinham entretanto declarado apoio à manifestação, integraram-se discreta e normalmente no desfile.
Pelas ruas do centro, os manifestantes dirigiram-se para a Praça do Município, onde se concentraram durante mais de uma hora, entoando cantigas e palavras de ordem. Da multidão, iluminada por milhares de velas, sobressaíam os lenços brancos agitados quando soava em uníssono: “Está na hora/da ministra ir embora!” ou “A Escola continua/A ministra para a rua”.
Marcou também a concentração a adesão maciça aos apelos à participação na manifestação do dia 8 de Março, em Lisboa. À meia-noite, ainda muitos grupos de professores permaneciam nas ruas do centro, convivendo, discutindo, concertando.
A manifestação do dia 8 contará com a maior participação de sempre de professores do distrito de Braga. Para as maiores manifestações em Lisboa, os sindicatos de professores têm mobilizado duas ou três camionetas. Desta vez, há escolas do distrito que, cada uma, já tem reservadas duas e mais camionetas. Estarão em Lisboa, a exigir a demissão da equipa ministerial, a mudança de políticas e a defesa da Escola Pública, milhares de professores de Braga.
Custódio Braga, professor da Escola Secundária de Vila Verde




A manifestação de professores, convocada por SMS, que circulava desde segunda-feira, e que proclamava: “"Professores do distrito de Braga lutam pela dignidade e respeito a que têm direito. Todos, sexta-feira, na Avenida Central, 21.30. Traz uma vela.", foi uma das maiores manifestações que já percorreu as ruas desta cidade. Quando as maiores manifestações sindicais distritais da União dos Sindicatos raramente têm contado com mais de um milhar de manifestantes, a dimensão desta manifestação é bem a medida da revolta e da vontade de mudança que grassam entre estes profissionais.
O inusitado trânsito automóvel nos acessos ao centro da cidade àquela hora já anunciava o sucesso da convocatória anónima do protesto. Em frente à Arcada, foram-se concentrando professoras e professores de todo o distrito, de todos os graus de ensino, incluindo professores da Universidade do Minho. Ali estavam também professores veteranos, tanto como jovens professores. Num ambiente de alegre combatividade, reencontravam-se colegas e prognosticava-se o “prazo de validade” da ministra.
A manifestação arrancou encabeçada por um grupo de professores da Escola Secundária Sá de Miranda, provavelmente autores da convocatória, com uma faixa que dizia: “Assim não se pode ser professor”. Os dirigentes da secção de Braga do SPN, que tinham entretanto declarado apoio à manifestação, integraram-se discreta e normalmente no desfile.
Pelas ruas do centro, os manifestantes dirigiram-se para a Praça do Município, onde se concentraram durante mais de uma hora, entoando cantigas e palavras de ordem. Da multidão, iluminada por milhares de velas, sobressaíam os lenços brancos agitados quando soava em uníssono: “Está na hora/da ministra ir embora!” ou “A Escola continua/A ministra para a rua”.
Marcou também a concentração a adesão maciça aos apelos à participação na manifestação do dia 8 de Março, em Lisboa. À meia-noite, ainda muitos grupos de professores permaneciam nas ruas do centro, convivendo, discutindo, concertando.
A manifestação do dia 8 contará com a maior participação de sempre de professores do distrito de Braga. Para as maiores manifestações em Lisboa, os sindicatos de professores têm mobilizado duas ou três camionetas. Desta vez, há escolas do distrito que, cada uma, já tem reservadas duas e mais camionetas. Estarão em Lisboa, a exigir a demissão da equipa ministerial, a mudança de políticas e a defesa da Escola Pública, milhares de professores de Braga.
Custódio Braga, professor da Escola Secundária de Vila Verde
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































