quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tudo ao contrário

O Governo aumentou o número de alunos por turma (ver notícia). Já o tinha feito no 1º ciclo e agora estende a todo ensino. Do 5º ao 12º ano o número de alunos por turma passa do máximo de 28 para o máximo de 30 e do mínimo de 24 para o mínimo de 26. Esta medida representa um retrocesso irresponsável no combate ao insucesso escolar. Pensar que ainda esta semana a OCDE veio dizer que o ensino em Portugal peca por não estar suficientemente centrado no aluno. Já durante a anterior legislatura o MEP, em conjunto com outras pessoas e movimentos ligados ao ensino, havia proposto uma redução do número de alunos por turma. Fizeram tudo ao contrário.

4 comentários:

Anónimo disse...

É de lamentar não terem feito tanto alarido quando aconteceu no 1.º ciclo, agora do que estavam à espera...
Pois é, quando acontece ao outros não faz mal, e como tal, aconteceu a todos os niveis de ensino, com o diziam alguns professores mais velhos, o 1.º ciclo é o local das experiências de todas as novas introduções do ensino, se não se combatem neste ciclo, então o que esperam os outros niveis?

mjc disse...

E é preciso não esquecer que muitas escolas vão perder alguns cursos do secundário por não conseguirem formar turmas tão grandes. Alunos sem recursos não vão poder deslocar-se diáriamente para outras escolas (urbanas)e provavelmente irão optar por outras áreas. Esta decisão é um regresso ao passado.

mjc disse...

E é preciso não esquecer que algumas escolas longe de centros urbanos não vão poder formar turmas do secundário o que irá implicar a deslocação de alunos para longe de casa. A isto se chama regresso ao passado.

José Freitas disse...

Um programa recente da SIC Notícias disse mentiras sobre o caso «Equador», que tem partes copiadas de «Cette nuit la liberté»
A Censura anda muito activa nos comentários dos blogs. Espero que deixe passar este comentário.
Em www.anticolonial21.blogspot.com está a verdade inconveniente sobre a cópia de partes de «Cette nuit la liberté» por Miguel Sousa Tavares para o livro «Equador».