quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A vitória de quem soube resistir é uma vitória para todos/as


O Governo desistiu da obrigatoriedade da entrega dos objectivos individuais, uma luta tão dura de tantos professores e uma teimosia tão tacanha do governo. Agora falta o resto, que é muito mais.

“Assim, a apresentação do avaliado à primeira fase do processo de avaliação concretiza-se através da entrega da ficha de auto-avaliação, que é legalmente obrigatória (conforme dispõe expressamente o nº 2 do Artigo 16º do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro), ainda que não tenham apresentado previamente, no prazo previsto, a respectiva proposta de objectivos individuais”

Vê aqui o comunicado

1 comentário:

Gerofil disse...

Algumas perguntas à bancada do PSD:

É necessário que esclareçam, de uma vez por todas, se no caso de não votarem favoravelmente as propostas de suspensão do actual modelo de avaliação de desempenho de professores e ficarem colados à bancada do PS, quais são as consequências que vão ocorrer:
-aos professores que não entregaram os objectivos individuais;
-aos professores que foram avaliados com Bom e Excelente
-aos professores que receberem classificação de não satisfaz;
-aos professores que foram avaliados por quem não tenha formação na área de avaliação de docentes.
É estas respostas que o PSD deve dar antes de proceder às votações das várias propostas finais; nós, professores, exigimos esclarecimentos concretos e não meras hipóteses ou intenções. O PSD (POLÍTICA DE VERDADE?) tem de ficar responsabilizado pelas suas opções na área da educação e espera-se que não ande a tomar de posições conforme a direcção do vento; com o que se passou neste primeiro dia de debate, muito mal vai ficar, para já, a sua deplorável credibilidade.

Por fim, é extremamente de lamentar a ausência da Senhora Ministra da Educação no Parlamento, no momento em que se discute um assunto tão importante na área da Educação; se tal situação não revela total desprezo da Ministra pelos docentes, então o que é que traduz?

Também fica aqui um repto aos movimentos independentes de professores para que se juntem e analisem a nova situação, face aos resultado da votação das várias propostas no Parlamento. A luta não termina agora, antes pelo contrário e, agora mais que nunca, é preciso e torna-se imprescindível reforçar a luta e tomar importantes decisões para pôr cobro à actual avaliação e cerrar fileiras em defesa da dignidade da classe docente e da escola pública. SE O PARLAMENTO É INCAPAZ DE RESOLVER OS PROBLEMAS DOS PROFESSORES, ENTÃO NÃO VAMOS AGORA DESARMAR.

Tenho dito.