quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Professores de Setúbal querem travar de novo o Ministério da Educação

Professores de escola de Setúbal respondem ao apelo da vizinha Escola 2.3 Luisa Todi e vão fazer contactos com outras escolas de Setúbal e Palmela com o objectivo de realizar um Plenário onde se abram caminhos que conduzam de novo ao Terreiro do Paço.



O pessoal docente da Escola Secundária D. João II, em Setúbal, realizou nesta quarta-feira uma reunião sob o tema “Ameaça de despedimentos / Nova reorganização curricular”, convocada por um grupo de contratados e pessoal do quadro.

Uma colega apresentou cálculos de que nesta escola, só no grupo de Matemática poderão ficar automaticamente sem trabalho 3 pessoas: o mesmo número para o grupo de Português. O conjunto de medidas e cortes do ministério provocará um efeito dominó, afectando com despedimentos em primeiro lugar os contratados: e aumentará a carga de trabalho para quem ficar, de todos os grupos, sem excepção.

São milhares os postos de trabalho ameaçados por todo o país, do primeiro ciclo ao secundário. Os contratados, que viram rasgado pela Ministra o acordo em que se comprometia a abrir concurso para os contratados mais antigos, vêem-se agora na iminência de no próximo ano lectivo serem pura e simplesmente deixados na rua.

Muitos foram os temas que vieram à discussão. Como pano de fundo constatou-se que os alunos, as famílias e a sociedade: numa palavra, a qualidade do ensino está em grave perigo.

A revolta contra o perverso modelo de avaliação de desempenho esteve igualmente presente. Considerou-se que a qualidade do trabalho com os alunos será claramente afectada, o propalado trabalho colaborativo e em equipa destroçado, a concorrência de todos contra todos coroada pelos miseráveis cortes salariais já consumados e pelo congelamento da progressão na carreira.

Se é verdade que as gigantescas manifestações conseguiram travar as investidas de Maria de Lurdes Rodrigues, contra os salários, através da divisão da carreira em duas categorias, também se torna evidente que através das novas medidas de Isabel Alçada se vão atingir ou mesmo ampliar os objectivos de sempre do governo Sócrates contra a escola pública e os seus trabalhadores e trabalhadoras.

No final da reunião, dinamizada por um dirigente do SPGL e por um membro da Frente de Professores Contratados e Desempregados, decidiu-se responder ao apelo da vizinha Escola 2.3 Luisa Todi e fazer contactos com outras escolas de Setúbal e Palmela, com o objectivo de realizar um Plenário de professores onde se abram caminhos que conduzam de novo ao Terreiro do Paço.
É possível e urgente travar de novo uma política travestida que arrasta a escola pública para o desastre.

Jaime Pinho, Movimento Escola Pública.

19 comentários:

ricardo disse...

Isto só lá vai com um pouco de radicalismo. Deixo uma sugestão: Greve por tempo indeterminado, não podemos ter medo, o que é que temos a perder?! Temos de nos unir todos de uma vez por todas e dar cabo deste sistema, caso contrário não vale a pena fazer greves de um dia, blogs de opinião, manifestações, etc...Temos de agir e por nossa conta, pois os sindicatos não têm nem coragem nem capacidade para defender os professores, são mais uns que andam a empatar....

ricardo disse...

Isto só lá vai com um pouco de radicalismo. Deixo uma sugestão: Greve por tempo indeterminado, não podemos ter medo, o que é que temos a perder?! Temos de nos unir todos de uma vez por todas e dar cabo deste sistema, caso contrário não vale a pena fazer greves de um dia, blogs de escape, manifestações, etc...Temos de agir e por nossa conta, pois os sindicatos não têm nem coragem nem capacidade para defender os professores, são mais uns que andam a empatar....

manuel disse...

A solução é muito simples:
Parar a escola por tempo indeterminado, sem prazo.
Foi a asneira que cometemos na anterior luta.Se esta ideia fosse levada a sério, o problema era resolvido em 2 dias.
Manuel Trovisco

Rita disse...

é importante que os professores se organizem para parar esta ideias que só vem piorar o ensino em Portugal.
E muito bom saber que as escolas da minha terra estão unidas e atentas ao que se está a passar...

Anónimo disse...

O SUCESSO PARA QUE OS OBJETIVOS SEJAM CONCRETIZAVEIS TERÁ DE SER DE NOVO A UNIÃO E VOLTAR À RUA, PARAR AS ESCOLAS, SENSIBILIZAR AS COMUNIDADES/ PAIS E ALUNOS DAS ATROCIDADES E LEVIANDADES DESTES POLITICOS E POLITICAS NEOLIBERAIS QUE NOS TÊM CONDUZIDO AO ABISMO, DESMASCARAR DE VEZ ESTA VILANAGEM QUE NOS (DES)GOVERNA E EM QUE TODOS TEMOS VINDO A SAIR A PERDER. O ECD E O ESTATUTO DO ALUNO SAO UMA FARSA, A CRIMINALIZAÇAO DA VIOLENCIA ESVOLAR É MAIS DO MESMO E ETC...ETC...ETC...

Pedro Caria disse...

Continuo com a mesma opinião com que saí das manifestações de Lisboa; a única forma de luta é cumprirmos integralmente a Lei, isto é, cumprir o nosso horário docente,(35 horas semanais) e nem mais nada. Decerto compreendem o que sucederia - bloqueávamos o sistema. Acabavam as reuniões fora de horas, os testes que não pudessem ser corrigidos, paciência, e por aí fora. Parece que só desta maneira os «asilados» do Ministério da Educação, compreenderiam o que se passa nas Escolas e o trabalho que não pagam aos professores. É uma questão de dignidade; chega de pactuar com a imcompetência dos «governantes» e com medidas que degradam e arrasam a Escola Pública

Pedro Caria disse...

Continuo com a opinião com que fiquei depois das mega manifestações de Lisboa. Se cumprirmos integralmente a Lei,(35horas de trabalho semanal, na escola) sabem o que acontece? O sistema educativo bloqueia. Não haverá lugar a reuniões mais que extraordinárias, em horários extraordinários, os testes que não forem corrigidos, paciência, as tarefas pedagógicas decorrentes do exercício de cargos são cumpridas no horário e apenas nele. Parece que só com esta toada de posição não nos «colocamos a jeito» da nossa integridade profissional e da opinião pública. Já ´tempo de dizermos bastaà imcompetência de quem «governa» querendo manter um lugar no «asilo» chamado Ministério da educação.

Anónimo disse...

Estou de acordo co o Ricardo, todas as outras classes que foram radicais o governo recuou. Vale a pena sacrificar um vencimento, se for preciso para termos um futuro risonho. Com os professores, eles fazem o que querem e ainda lhes sobra tempo. Se ficarmos adormecidos, quando acordarmos será tarde demais.

José Óscar da Costa Martins disse...

Sou professor do Ensino PArticular e Cooperativo e vejo-me triplamente penalizado (pela reforma do básico, pelos cortes orçamentais e pelos reajustamentos da rede).Sou igualmente a favor de um certo radicalismo na forma de lutar contra estes atropelos feitos à educação. Vejam o povo egipcio, que com luta e sacrifício estão prestes a conseguir um feito histórico, o de demover um governo autoritário com mais de 30 anos ao poder. Força nas manif's de rua e fecho das escolas. Lá estarei!!!

zelie disse...

Concordo plenamente com o Ricardo: greve por tempo indeterminado, posição essa que deveria ter sido tomada aquando da famosa proposta de avaliação de docentes. Em todo o caso , mais do que nunca se justifica esta tomada de posição, não temos mesmo nada a perder!

Lucia disse...

Estou de acordo com o Pedro Caria.O que eu mais desejo é um horário de 35 horas!!!E aí sim, vamos mostrar à sociedade o trabalho que fica por fazer... ou seja o trabalho que temos, as horas que damos à escola e que ninguém reconhece... Venham as 35 horas, por favor!

francisco disse...

É bom sentir a união dos professores. Vamos acabar o que começámos: lutar até a razão vir ao de cima. Para além das 35h Já!, penso que uma greve por distrito, a varrer o país de Norte a Sul e a terminar em LX com uma Manif daquelas que aparecem na CNN.
Para além disto acho k ninguém devia pedir Muito Bom nem Exc.(tirando os do 4º e do 6º escalões, claro).
- O Sindicato (tb) somos nós!

deusa disse...

Devo ser muito totó: não entendo como é que tanta gente está contra as várias e penalizadoras medidas deste governo e eles continuam a ser eleitos.
Será que o pessoal recebe " uma cenourita" em tempo de eleições e esquece as patifarias anteriores ???
Então, a totó não sou eu !!!!

M. Deus Repolho

Carlos disse...

Na minha opinião e tendo em consideração o que está visto e feito penso que realmente só com uma paragem das escolas por tempo indeterminado é que se consegue mudar radicalmente este paradigma perverso. Os sindicatos já nos venderam na anterior marcha e não fazem nada que mude a situação desastrosa em que nos encontramos. Lamentavelmente há muitos/as colegas que baixam a cerviz e deixam andar. É como diz o "outro": não me diz respeito; não há nada a fazer...etc. Conversa, conversa e mais conversa e nada de acções. Só com atitudes radicais e que mostrem força, união e determinação é que conseguiremos mudar este "lodaçal" citando Eça.

Anónimo disse...

Somos Professoras e Professores, temos a profissão mais importante do mundo, aquela que dá origem a todas as outras. Ninguém chega a médico, advogado, engenheiro, canalizador ou carpinteiro se não tiver recebido os ensinos de um Professor ou alguém que desempenhe o papel de ensinar!
Deixamo-nos ser humilhados pelos alunos, pais de alunos e Governo. Temos mais poder do que julgamos, mas temos de nos unir. Se nós pararmos, o país pára! Sem ter onde deixar os filhos, os pais não podem ir trabalhar... se for por tempo indeterminado até conseguirmos aquilo a que temos direito, vamos vencer, mas temos de nos juntar e PARAR O PAÍS!

Maria disse...

Parece que já somos muitos a pensar da mesma forma! Horários de 35h e nem mais um minuto e greve por tempo indeterminado. Temos sido realmente muito mansos...
Mas temos que nos organizar nós, e obrigar os sindicatos a estar connosco. É que nos sindicatos também há quem esteja apenas a defender o "tacho"...

Anónimo disse...

A greve serve para criar algum mal-estar aos pais e tb para reduzir o salário já roubado e os congelamentos. Pensem em meter atestados em massa por 30 dias ou mais; fazer greves de zelo....Não apoio mais greves, perdas salariais. Sejamos mais inteligentes e menos barulhentos.

Anónimo disse...

Isto já só vai a TIRO!!!!!

Maria José Meireles disse...

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