sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Tempo de agir


O Movimento Escola Pública considera que o modelo de avaliação de professores imposto pelo ME é politicamente perverso e tecnicamente incompetente e, por não servir a qualidade da escola pública, deve cair. Com o objectivo de bloquear este método de "avaliação" (até termos um modelo alternativo), pretendemos recolher a opinião de todos os professores do país sobre a forma mais eficaz de o fazer. Após esta fase, divulgaremos os resultados, a fim de tomarmos uma posição conjunta. PARTICIPA!

Assim...além da necessidade óbvia de os professores voltarem para a rua, fazendo ouvir a sua voz....Qual consideras ser a medida mais eficaz, dentro das escolas, para bloquear este sistema de avaliação?

a) tomar posições de grupo, departamento, escola, rejeitando o modelo de avaliação;
b) ultrapassar as quotas, solicitando Muito Bons e Excelentes, e bloqueando o processo interno de avaliação;d) tod@s @s avaliandos apontam objectivos iguais;
d) recusar, com fundamentação, @ avaliador/a proposto
e) recusar preencher o parâmetro referente aos resultados dos alunos na avaliação de desempenho
f) Outra. Diz qual comentando este post

Responde na sondagem que está no topo do blogue, à direita. Se consideras que há uma opção melhor do que qualquer destas, indica-a num comentário a este post.

8 comentários:

entre-linhas e entre-letras disse...

Parecem todas estas medidas pertinentes e acho que devem ser lidas como sugestões. Cada um adoptará a/as que se ajustarem melhor ao contexto da sua escola. Se se adoptarem medidas diferentes mas convergentes no objectivo - inviabilização do processo - tornamos mais difícil a "autodefesa" da aoutra parte.

. disse...

Caros colegas,
O tempo é de agir, penso que os professores estão todos de acordo com esta ideia. Penso que qualquer que seja a forma de luta esta deve passar mais uma vez pela rua.
ESTÁ NA HORA DOS PROFESSORES VOLTAREM À RUA!
ESTÁ NA HORA DOS PROFESSORES MOSTRAREM PUBLICAMENTE QUE ESTÃO CONTRA AS POLITICAS EDUCATIVAS DESTE GOVERNO.
ESTÁ NA HORA DE ALARGARMOS AS NOSSAS EXIGÊNCIAS REINVINDICATIVAS E DE EXIGIRMOS AUMENTOS SALARIAIS COMPATIVEIS COM O AUMENTO DA CARGA HORÁRIA A QUE NOS OBRIGARAM, A QUAL ESTÁ DIRECTAMENTE RELACIONADA COM ESTE MODELO MONSTRUOSO DE AVALIAÇÃO.
Colegas, é tempo de agir! Mas também é tempo de voltar à rua!

nuno disse...

A opção "Outra", que escolhi, consiste em adicionar à 5ª opção (sobre o não preenchimento dos resultados dos alunos) a necessidade de apresentar um Modelo de Avaliação alternativo ao que se encontra em vigor.

Paulo Morgado disse...

Queridos Colegas

O problema fundamental não está neste sistema de avaliação; está na própria avaliação. Não é possível avaliar os professores. Não há critérios isentos para classificar uma aula, para classificar a preparação da aula, a participação nas actividades extra-lectivas, etc.
Dentre vários sistemas possíveis este é muito mau.
Houve aqui um tempo em que a opinião dominante a não directividade e seria um mau professor quem se opusesse; depois passou-se para total directividade com a "Pedagogia por Objectivos" eera visto como incompetente aquele que definisse os objectivos por um verbo de acção;n depois os projectos ...
A avaliação dos professores se baseia em "critérios" de opinião para os quais se inventa uma objectividade.
A avaliação de um professor não faz sentido porque "cada eu" para ser bom professor precisa dos meus colegas. Cada aula é um acto individual mas o clima de cada aula depende do clima das outras aulas aulas da turma.
Se o sistema não for abaixo num tempo curto, implanta-se. O poder cria gosto

Um abraço a todos
Paulo Morgado

Antonio disse...

Escolhi a opção "outro", para dizer que considero mais eficaz a escolha múltipla, associando, por exemplo, as opções a), b), c) e e).

A.S.G.

António disse...

Só tenho uma consideração a fazer que era a que se deveria ter defendido no ano passado aquando das manifestações: Fim de toda e qualquer avaliação. Lamento que nessa ocasião todos afirmassem que queríamos ser avaliados só que mais isto, mais aquilo... Eu não quero ser avaliado! Quero é que me devolvam o dinheiro que me roubaram na progressão da carreira que está, agora, a ser esbanjado com o "magalhães" e afins e que me reponham as condições específicas de aposentação relativas ao tempo de nunca ter tido redução de horário por ser professor do 1º ciclo!

Paulo Morgado disse...

Estou de acordo com o que disse o António, embora entenda as afirmações feitas na altura de que se queria ser avaliado mas não esta. Houve uma certa falta de coragem em assumir perante a opinião pública a impossibilidade de uma avaliação do trabalho com os alunos e com a escola.
É necessário retomar a dinâmica de contestação à política do Governo. Há uma tendência para atacar os sindicatos no meio dos ataques ao Governo. Antes de o fazer, que cada um ponha a mão na consciência e veja quantas em lutas ficou em casa, quantas greves não fez, quando o sindicato faz reuniões nas escolas, a quantas não foi, ... . Estou a excluir a hipótese de quem ataca os Sindicatos não ser sindicalizado. E se não houvesse sindicato, estariam melhor? Muito, muito pior. Durante muitos anos não havia sindicatos e em todos os aspectos estava-se muito pior. Eu apoio o meu sindicato sempre embora discorde algumas vezes. Os piores defeitos do meu sindicato, o SPN, é muito melhor que as melhores qualidades dos governos que temos tido. Quantas professores deram o seu voto para esta maioria absoluta e para este Presidente da República? E atacam o Sindicatos por não conseguir contrariar a maioria feita com o seu voto. É obra!!

NOTA: Num comentário anterior sobre a pedagogia por objectivos falta um "não", era incompetente quem NÃO definisse ...

Um abraço
Paulo Morgado

Akelanoj disse...

A pressão fará com que o ME vá alterando os parâmetros da avaliação, desde que conserve o essencial: o sucesso por encomenda. Por que estou convencido disto, embora considerando importante a contestação ao modelo, considero que contestar a avaliação sem pôr em questão o estatuto da carreira será, mesmo que resulte, sempre uma vitória de Pirro.